Empresas utilizam as certificações além do limite necessário e para uso de marketing pessoal, sem a preocupação com o social.
Uma visita a uma loja ou a um supermercado, muitas vezes, apresenta-se como mais do que uma necessidade de final de mês. Encher o carrinho de produtos, faz-se além de suprir a falta do dia-a-dia em alimentos, utensílios, eletrodoméstico, dentre outros. Para suprir a cobrança do consumidor, cada vez mais exigente, foram criadas muitas alternativas, como códigos e entidades que certificam padrões de qualidade exigidos por leis internacionais.
A ISO (International Organization for Standadization), com sede na Suíça, é uma rede de institutos, que estabelece convenções aceitas em mais de 158 países, com isso é a rede de normas e convenções mais conhecida e aceita no mundo. No Brasil, é representada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABTN), que é responsável pelas certificações.
Quem já foi às compras, e ao chegar ao estabelecimento decidiu levar um produto que tivesse o certificado ISO 9001, ao invés de um outro sem o certificado, por exemplo? O ISO 9001 é uma certificação de qualidade de Organização e Gestão, ou seja, da à empresa detentora de tal o sentido de ser uma empresa de confiança naquele conceito. Essa empresa age com os mesmos procedimentos de uma outra empresa, que tenha o certificado 9001, em qualquer outro lugar do globo.
O 9001 por muito tempo foi a moda em várias empresas que queriam mostra-se a frente das demais, o que levou, no final dos anos 1990, várias outras a se lançarem com a certificação. Vale lembrar que tal certificação tem duração máxima de três anos, ou seja, a cada triênio devem-se buscar novas solicitações de certificação. As empresas muitas vezes, extrapolam o limite máximo de tempo para sua utilização, que é de três anos.
Para Kleber Leite, diretor da BRATT Consultoria Organizacional, as empresas estão mais conscientes da importância do certificado ISO, com isso os produtos têm se mostrado com mais qualidade e a satisfação dos consumidores pôde ser percebida.
Atualmente, a moda das empresas em convenções é a certificação ISO 14001, a nível de proteção ambiental, ou seja, empresas que detêm essa certificação são as que se preocupam com a preservação e proteção do meio ambiente. Outro certificado, já considerado modismo é o ISO 18001 que certifica no que se refere a segurança e saúde no trabalho. Por exemplo, produtos que tenham em sua embalagem a certificação 18001 são produtos que foram testados e garantem a segurança para quem o manusear.
Para se ter uma idéia, a Petrobrás só aceita trabalhar com empresas que tenham em seu selo os certificados ISO 14001 (meio ambiente) e ISO 18001 (segurança), o que demonstra a preocupação das empresas junto à sociedade. Outras certificações existem como o PBQPH e a Acreditação Hospitalar, no entanto, a ISO ainda é a que tem maior credibilidade, sendo aceita em mais de 90% dos casos de certificação, em seus 158 países.
Kleber Leite defende que “As convenções, além de garantir a qualidade dos produtos, também são utilizadas no que se refere à saúde, segurança e preservação do meio ambiente. As normas não são modismos. Essas certificações conferem competitividade às empresas. É um passo importante para o desenvolvimento sustentável de qualquer empreendimento, independente da área e do setor de atuação.”.
Outras Certificações – Programa de Qualidade Produtivo de Habitação (PBQPH) é um certificado valido apenas no Brasil e se refere às construtoras.
- Acreditação Hospitalar – Definem as atividades essenciais para o desenvolvimento assistencial, de gestão e operacional em uma isntituição de saúde hospitalar. Também só aceito no Brasil.