
Magnifico! Essa é a expressão que uso para definir uma obra independente que demorou 5 anos para ser concluída e custou US$ 8 milhões, porém, faturou nada mais, nada menos, que US$ 40 milhões. Longe de mim querer aqui falar de números ou de estatísticas sobre a obra, quero apenas deixar claro a minha intenção de levar todos a locadora de vídeo mais próxima para alugaram ao filme Pequena Miss Sunshine. No dia em que o aluguei, assisti por três vezes, sendo duas seguidas. O filme tem a duração de uma hora e quarenta minutos, mas se o fosse por três horas não perderia sua perfeição.
A história se passa quando uma caótica família quer levar sua preciosa Olive para um concurso em que se é escolhido a menina mais bonita do estado. Na jornada até o local em que se é realizado o dito concurso muita história irá se desenrolar. O avô da encantadora Olive é um senhor de idade avançada que foi expulso de sua casa de repouso por consumir heroína. Richard, o pai, é um incorrigível otimista que quer a todo custo que a sua família seja um exemplo de vitoriosos, porém, nem ao menos ele consegue o sucesso que tanto almeja.

O irmão de Olive é o rebelde Dwayne, que fez um voto de silêncio até que seus pais permitissem sua entrada na academia nacional de aviação. Completam essa irreverente família a mãe Sheryl, que tenta esconder os assombrosos segredos da família. Como os de seu irmão que acabou de tentar o suicídio depois de inúmeras decepções no meio profissional e pessoal.
Cada cena, cada história e cada movimento de câmera me encantaram neste longa. Indico ele à pessoas que queiram vê um filme sem apelação, singelo e de uma beleza americana mais sonhada por seus idealizadores, os diretores de video-clipes Jonathan Dayton e Valerie Faris.
O filme tem uma moral de história perfeita! Na verdade, você não sabe o que acontece com os personagens depois que a história acaba. Mas não precisamos saber o que ocorreu com eles, o gostoso foi se divertir com eles em sua kombi enferrujada, foi dançar com todos eles no palco do concurso, foi torcer pela garotinha Olive, foi chorar junto com Dwayne, foi querer empurrar aquela velha kombi ao lado deles. Fazia muito tempo que eu não via um filme tão bom, tão emocionante e tão simples (aparentemente) de se fazer. A história rendeu um Oscar de melhor Roteiro Original e ainda Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Alan Arkin, que fez o papel do vovô.