Arquivo para Dezembro, 2007

Eis as estréias

Dezembro 22, 2007

Três filmes estréiam este fim de semana nos cinemas. Nesta sexta, chegam o franco-italiano “A desconhecida“, o infantil “Xuxa em sonho de menina” (destaques da semana) e para os fãs do cinema almodovariano está previsto o  relançamento  de “A lei do desejo”, de 1987. Quem ainda não viu, vão vê pois lá vocês vão encontrar um Antônio Banderas em posições nada ortodoxas.

Só para atiçar mais ainda a curiosidade dos cinéfilos, no feriado de Natal estréiam “Amor nos tempos do cólera”, “A bússola de ouro”,Estamos bem mesmo sem você” e “A culpa é do Fidel!”, entre outros.

Ator gay critica atriz gay

Dezembro 22, 2007

 NEWS

O ator Rupert Everett, homossexual assumido, criticou a atitude da atriz Jodie Foster, que recentemente se assumiu homossexual ao dedicar um prêmio feminista à Cydney Bernard, sua companheira há mais de 14 anos.

Segundo informações do site Entertainment Wise, para Everett, a declaração de Jodie Foster não teve qualquer significado, uma vez que ela é muito “velha” para causar impacto em atores de Hollywood que ainda sentem dificuldades em se assumir. “Depois de uma certa idade você pode ser gay em Hollywood. Antes disso, é impossível”, disparou.

 Esta não é a primeira vez que Rupert Everett toma atitudes radicais em relação aos homossexuais que trabalham na indústria cinematográfica. Ele afirmou que todos os atores e atrizes, jovens ou não, deveriam se assumir para acabar com o preconceito. “É absurdo o número de gays que existem por aí, que são famosos o suficiente para fazer a diferença e se escondem”, disse em entrevista anterior.

V de Vinícius – Entrevista

Dezembro 17, 2007

CL: Vinícius você faz faculdade de que?

Vinicius: Pode parecer um pouco estranho, mas faço faculdade de Odontologia. Na verdade não era bem o que queria, mas hoje não troco o curso por nada.

CL: Por que um futuro dentista criaria um blog sobre cinema?

Vinicius: Na verdade, sempre gostei de cinema e até queria fazer algo relacionado a área. A idéia do blog foi justamente para discutir um pouco sobre esse assunto com pessoas de interesses semelhantes, algo que não encontro com facilidade no meu meio social.

CL: Como você vê o mundo do cinema no seu dia-a-dia?

Vinícius: Bem, eu sou movido a cinema. Por mais que não queira pensar dessa forma, sou bastante influenciado por essa arte e isso se reflete no meu modo pensar. Muitas pessoas até perguntam por que eu gosto tanto de cinema. Respondo que posso encontrar nos filmes aquilo que não vemos comumente.

CL: Como o que? Afinal de contas o cinema não é a cópia da vida como ela é?

Vinicius: Sim, tem razão, mas qualquer assunto ordinário é tratado pelo cinema a um nível superior. Não que deixe de ser um retrato daquilo que vivemos, mas consegue retratar tudo de um modo peculiar.

CL: No começo do Blog do Vinícius você dá a entender que existia outro blog. Existia? Falava sobre oquê?

Vinicius: Antes do “Blog do Vinícius” surgir, passei muito tempo tentando descobrir a melhor forma de fazer um blog de cinema dar certo, ou seja, um lugar no qual tivesse discussões sobre o assunto. Por incrível que pareça, é o quarto blog que criei. O assunto nos blogs anteriores era o mesmo, mas resolvi criar esse novo blog para falar um pouco de outras paixões (em menor grau) que tenho: as séries de TV e a música.

CL: Quais as maiores dificuldades de se manter um blog, independente do tema? E por que o Blog do Vinicius vem dando certo?

Vinicius: Acho que a principal dificuldade (além da falta de tempo, que sempre é um problema), é conseguir ser relevante de alguma forma para seus leitores. Quando visito um blog, gosto de saber a visão de seu autor sobre determinado assunto, não apenas opiniões que não sejam próprias da pessoa. Seis meses de blog não é um tempo tão considerável em relação a outros espaços semelhantes, mas tento fazer o melhor e espero que dure bastante.

CL: Quantas Mentes Brilhantes trabalham no Blog do vinicius?

Vinicius: Sou o único autor do blog mesmo…

CL: Qual é a média de visitantes do seu blog?

Vinicius: Por dia tenho cerca de 500 visitantes, o que é uma quantia considerável se levar em consideração que comecei com uma média de 20…

CL: Quantos filmes você assiste por dia? Por semana? Ou por mês?

Vinicius: Depende do mês, especialmente porque a faculdade não ajuda muito. Nos últimos meses, devido a diversos compromissos, tenho visto ‘apenas’ 20 filmes, mas nas férias esse número sempre aumenta – quer dizer, estamos apenas na metade de Dezembro e já vi essa quantia, devendo fechar o mês com uns 40.

CL: Que ferramentas você usou para manter um publico tão considerável, em tão pouco tempo? Só bom texto não vale. Como foi o processo de divulgação?

Vinicius: Bem, até hoje nunca divulguei o blog de uma forma convencional. O único “método” que utilizei foi procurar espaços semelhantes e dar minha opinião, assim o autor do blog em questão sempre me visitava.

CL: E o Vinicius no dia a dia, como é?

Vinicius: Bem, tenho pouco tempo livre, portanto é bem arriscado ser um fã de cinema. Digo, estou fora o dia todo e só chego a noite, único espaço que tenho para ver filmes/séries. Nos fins de semana ainda tenho estágio, ou seja, resta pouco tempo para os amigos, mas sempre se dá um jeito.

CL: Dos 40 filmes que assiste, todos são no cinema ou a maioria é em DVD?

Vinicius: Gosto muito de acompanhar os lançamentos do cinema. Claro que não dá para ver todos, até porque muitos não chegam aqui em Pernambuco (e no Nordeste em geral), mas às vezes vejo três filmes em um único dia. A maioria desses longas é em DVD mesmo, diria que uma ordem de 25 para 15 no cinema.

CL: De onde tira as informações para o blog? A Net é a grande aliada?

Vinicius: Sim, a maior parte das informações vem de sites profissionais. Sempre que posso cito a fonte, mas quando ofereço minha opinião sobre um assunto, não preciso necessariamente fazer isso.

CL: Fiquei sabendo que seu blog foi indicado a um prêmio de Blogs e Cinema. Fala um pouco sobre essa premiação.

Vinicius: Fiquei muito surpreso com essas indicações! Jamais esperava que meu blog pudesse estar entre os melhores pela votação do Spoiler, um prêmio que conheço desde a terceira edição. Acho que é uma iniciativa louvável dentro da blogosfera, nunca antes tivemos algo parecido. Nesse sentido, o Marfil (idealizador do Spoiler) está de parabéns.

CL: Percebi também que você faz parte de uma espécie de comunidade de blogueiros cinéfilos… Ajuda muito na divulgação do blog e na indicação aos prêmios? Como você avalia sua participação na “comunidade”?

Vinicius: A Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos foi idealizada pelo Otavio Almeida (do blog “Hollywoodiano”) e sem dúvida contribui para divulgação de seus participantes. É bastante interessante a idéia de fazer listas periodicamente, não só de melhores do ano, mas também homenageando o cinema clássico. Quanto à minha participação, meio que criei a Sociedade ao lado do Otavio e da Kamila (do blog Cinéfila por Natureza), mas hoje tenho a mesma função que qualquer outro membro da comunidade. Tudo isso se deve especialmente ao trabalho do Otavio e da Kamila. Em menos de quatro meses de existência, já temos cerca de 50 participantes.

CL: E qual o futuro de tudo isso? O que você vê daqui pra frente em relação a grande rede? A rede de blogueiros e a vocês como amantes de cinema? Ou seja, vocês têm suas vidas e têm os blogs como Hobby, mas como ficará daqui pra frente?

Vinicius: Bem, pode ser mesmo que isso seja apenas uma “distração” nesse momento, mas espero continuar com o blog até o momento em que conseguir mantê-lo da forma que faço atualmente. É muito gratificante fazer amizade com outros blogueiros, é realmente uma comunidade – no sentido literal da palavra.

CL: Muitos blogueiros estão hoje fazendo de seus blogs, um meio de ganhar a vida… Você acha q no futuro (próximo) isso será realmente possível pra você? E o que isso influenciaria em sua vida. Já que odontologia é o que pretende seguir?

Vinicius: Não acho que esse seja o caminho que deva seguir, até mesmo porque não pretendo ser profissional na área. Ainda assim, também acho que não aconteceria com meu blog…

CL: Que dica daria para quem quer criar um blog e não sabe como agradar as pessoas, ou simplesmente, não sabem como conseguir um público fixo?

Vinicius: Acho que a coisa mais importante é definir o que você irá comentar nesse espaço. “Será um blog pessoal, não será?” Enfim, essas questões sempre devem fazer parte do processo de criação. Quanto ao público, é necessário que você tente manter uma boa relação com seus visitantes, não por questões de conveniência, mas para construir algum vínculo.

V de Vinícius

Dezembro 17, 2007

O mundo virtual é uma sociedade muito democrática e muito acessível a todos. Talvez esse seja o motivo de a Internet ter criado tantos nomes famosos nos últimos tempos e isso continua acontecendo e, provavelmente, acontecerá pelo resto dos tempos do mundo virtual.

                                                                        

vvvvv.jpg

 

 

 

 

 

 

 

Criei meu blog com a intenção de mostrar ao mundo (real e virtual) meus conceitos a respeito da sétima arte e compartilhar com outras pessoas meus gostos pessoais. O legal de tudo isso são as inúmeras pessoas que a gente conhece sem saber, realmente, quem são, mas que fazem parte de nosso meio de uma forma ou de outra.

A blogosfera é a parte mais democrática do já democrático mundo virtual e é desses tipos de comunidades e personagens virtuais que falarei a seguir.

Vinícius Pereira, 19 anos, é estudante de Odontologia na cidade de Recife, porém, sua maior paixão é o cinema e suas derivações. Há seis meses ele criou o Blog do Vinícius, totalmente dedicado ao cinema, música e televisão. O Blog do Vinícius já é uma febre na Internet, com uma freqüente visitação de 500 pessoas por dia.

Vinícius já possuiu quatro blogs, porém, nenhum foi adiante, pois estava faltando algo que seu dono não sabia o que era. Depois de tanto pesquisar e se especializar, Vinícius decidiu criar um novo espaço que não falasse apenas de cinema, mas que abrisse o leque para outras formas de entretenimento.

Um meio que o blogueiro encontrou para divulgar o seu blog foi comentar o máximo em outros blogs com conteúdos semelhantes ao seu, daí as respostas vinham e mais visitas, até que seu blog, que começou com 20 visitas diárias, já estava com mais de 500 visitações.

Outra forma de divulgação foi participar de espécies de comunidades relacionadas ao tema como a Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos em que pessoas se encontram (virtualmente) para trocarem figurinhas a respeito de assuntos relacionados ao cinema.

Hoje Vinícius colhe os frutos de sua dedicação, pois seu blog recebeu indicações entre os melhores na votação do Spoiler, um prêmio entre blogueiros que já está em sua terceira edição.

As maiores dificuldades enfrentadas pelo autor do Blog do Vinícius é a falta de tempo e o fato de ter que escrever para um público que desconhece e outro que entende, e muito, do assunto abordado.

Para aqueles que pensam em montar um blog e pretendem apenas se divertirem e falarem de assuntos de interesses pessoais, a dica do Vinícius é que você tem que saber atingir o seu público “não por questões de conveniência, mas para construir algum vínculo.”.

Então é isso, o mundo virtual é realmente admirável para quem sabe fazer bom uso de suas ferramentas e se dedica de corpo e alma para conseguir conquistar seus objetivos.

A seguir a entrevista completa com o garoto Vinícius Pereira.

Canção Tema

Dezembro 14, 2007

 

I was five and he was six
We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down

Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say
“Remember when we used to play?”

Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down

Music played and people said
Just for me the church bells ring

Now he’s gone, I don’t know why
Until this day, sometimes I cry
He didn’t even say goodbye
He didn’t take the time to lie

Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down

Indicados ao Globo de Ouro: Televisão

Dezembro 14, 2007

Melhor série dramática

“Amor imenso/Big Love”
“Damages”
“Grey’s Anatomy”
“House”
“Mad Men”
“Os Tudors”

Melhor série cômica

“Californication”
“Entourage”
“Extras”
“Pushing Daisies”
“30 Rock”

Melhor minissérie ou filme para televisão

“Bury My Heart at Wounded Knee”
“The Company” (minissérie)
“Longford”
“The State Within”
“Five Days” (minissérie)

Melhor ator em minissérie ou filme para televisão

Adam Beach por “Bury My Heart at Wounded Knee”
Jim Broadbent por “Longford”
Ernest Borgnine por “A Grandpa for Christmas”
Jason Isaacs por “The State Within”
James Nesbitt por “Jekyll”

Melhor atriz em minissérie ou filme para televisão

Bryce Dallas Howard por “As You Like It”
Queen Latifah por “Life Support”
Debra Messing por “The Starter Wife” (minissérie)
Sissy Spacek por “Pictures of Hollis Woods”
Ruth Wilson por “Jane Eyre” (minissérie)

Melhor ator em série cômica

Alec Baldwin por “30 Rock”
Steve Carell por “The Office”
David Duchovny por “Californication”
Ricky Gervais por “Extras”
Lee Pace por “Pushing Daisies”

Melhor atriz em série cômica

Christina Applegate por “Samantha Who?”
America Ferrera por “Ugly Betty”
Tina Fey por “30 Rock”
Anna Friel por “Pushing Daisies”
Mary-Louise Parker por “Weeds”

Melhor ator em série dramática

Michael C. Hall por “Dexter”
Hugh Laurie por “House”
Bill Paxton por “Big Love”
Jon Hamm por “Mad Men”
Jonathan Rhys Meyers por “Tudors”

Melhor atriz em série dramática

Patricia Arquette por “Medium”
Glenn Close por “Damages”
Minnie Driver por “The Riches”
Edie Falco por “Família Sopranos”
Sally Field por “Brothers & Sisters”
Holly Hunter por “Saving Grace”
Kyra Sedgwick por “The Closer”

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV

Ted Danson por “Damages”
Kevin Dillon por “Entourage”
Jeremy Piven por “Entourage”
Andy Serkis por “Longford”
William Shatner por “Boston Legal/Justiça sem Limites”
Donald Sutherland por “Dirty Sexy Money”

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV

Rose Byrne por “Damages”
Katherine Heigl por “Grey’s Anatomy”
Rachel Griffiths por “Brothers & Sisters”
Samantha Morton por “Longford”
Anna Paquin por “Bury My Heart at Wounded Knee’
Jaime Pressly por “My Name Is Earl”

Em breve: Depp e Sweeney Todd no Cinema Lotado

Dezembro 14, 2007

Saiu a lista de indicados ao Globo de Ouro

Dezembro 14, 2007

A 65ª edição do Globo de Ouro anunciará os vencedores no dia 13 de janeiro. Confira a lista completa de indicados abaixo.

Indicações Cinema:

Melhor Filme – Drama

“O Gângster”
“Desejo e Reparação”
“Senhores do Crime”
“The Great Debaters”
“Conduta de Risco”
“Onde os Fracos não têm Vez”
“Sangue Negro”

Melhor Filme – Comédia ou Musical

“Across The Universe”
“Jogos do Poder”
“Hairspray”
“Juno”
“Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”

Melhor atriz – Drama

Cate Blanchett – “Elizabeth: A Era de Ouro”
Julie Christie – “Longe Dela”
Jodie Foster – “Valente”
Angelina Jolie – “O Preço da Coragem”
Keira Knightley – “Desejo e Reparação”

Melhor ator – Drama

George Clooney – “Conduta de Risco”
Daniel Day-Lewis – “Sangue Negro”
James McAvoy – “Desejo e Reparação”
Viggo Mortensen – “Senhores do Crime”
Denzel Washington – “O Gângster”

Melhor atriz – Comédia ou Musical

Amy Adams – “Encantada”
Nikki Blonsky – “Hairspray”
Helena Bonham Carter – “Sweeney Todd”
Marion Cotillard – “Piaf – Um Hino ao Amor”
Ellen Page – “Juno”

Melhor ator – Comédia ou Musical

Johnny Depp – “Sweeney Todd”
Ryan Gosling – “Lars and the Real Girl”
Tom Hanks – “Jogos do Poder”
Philip Seymour Hoffman – “The Savages”
John C. Reilly – “Walk Hard: The Dewey Cox Story”

Melhor Ator Coadjuvante

Casey Affleck – “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”
Javier Bardem – “Onde os Fracos não têm Vez”
Philip Seymour Hoffman – “Jogos do Poder”
John Travolta – “Hairspray”
Tom Wilkinson – “Conduta de Risco”

Melhor Atriz Coadjuvante

Cate Blanchett – “I’m Not There”
Julia Roberts – “Jogos do Poder”
Saoirse Ronan – “Desejo e Reparação”
Amy Ryan – “Medo da Verdade”
Tilda Swinton – “Conduta de Risco”

Melhor Diretor

Tim Burton – “Sweeney Todd”
Ethan Coen, Joel Coen – “Onde os Fracos não têm Vez”
Julian Schnabel – “O Escafandro e a Borboleta”
Ridley Scott – “O Gângster”
Joe Wright – “Desejo e Reparação”

Melhor Roteiro

“Desejo e Reparação” – Christopher Hampton
“Jogos do Poder” – Aaron Sorkin
“O Escafandro e a Borboleta” – Ronald Harwood
“Juno” – Diablo Cody
“Onde os Fracos não têm Vez” – Joel Coen, Ethan Coen

Melhor Filme em Língua Estrangeira

“4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (Romênia)
“O Escafandro e a Borboleta” (França, EUA)
“O Caçador de Pipas” (EUA)
“Lust, Caution” (Taiwan)
“Persepolis” (França)

Melhor Filme de Animação

“Bee Movie – A História de uma Abelha”
“Ratatouille”
“Os Simpsons: O Filme”

Melhor canção

“Encantada” – “That’s How You Know”
“Grace Is Gone” – “Grace Is Gone”
“Into the Wild” – “Guaranteed”
“O Amor nos Tempos do Cólera” – “Despedida”
“Walk Hard: The Dewey Cox Story” – “Walk Hard”

Melhor Trilha Sonora

“Desejo e Reparação” – Dario Marianelli
“Senhores do Crime” – Howard Shore
“Grace Is Gone” – Clint Eastwood
“Into the Wild” – Michael Brook
“O Caçador de Pipas” – Alberto Iglesias

Estréias, estréias, estréias…

Dezembro 14, 2007

Das Agências

O globo Online

Os filmes “Encantada”, com Amy Adams e Patrick Dempsey, e “Império dos sonhos”, do cultuado diretor David Lynch, são os destaques entre as estréias deste fim de semana nos cinemas brasileiros. Além das duas produções, mais sete entram em cartaz nesta sexta-feira: “Um amor jovem”, de Ethan Hawke, o italiano “Angela”, a adaptação de game “Hitman – Assassino 47″, “Santos e demônios”, com Robert Downey Jr., “O sobrevivente”, com Christian Bale, e os nacionais “Gigante – Como o Inter conquistou o mundo” (já lançado em Porto Alegre e agora em outras capitais) e “O engenho de Zé Lins”

Eu indico “Cinema, Aspirinas e Urubus”

Dezembro 11, 2007

 

Assisti a este filme nesse final de semana e indico desde já. O filme é simples, com diálogos simples, personagens simples e uma história simples, porém, surpreendente.

Conta a história de um alemão que está fugindo da segunda guerra mundial e se refugia no interior de Pernambuco. No meio de sua viagem ele encontra Ranulpho, um nordestino que está fazendo o caminho inverso rumo ao Rio de Janeiro em busca de condições melhores de vida.

De início você pensa que mais um filme sobre a seca e a fome no nordeste vai querer lhe passar alguma moral, mas com o decorrer do longa você se surpreende com a simplicidade e a amizade que surge entre os dois novos amigos. Viajando de povoado em povoado, eles exibem filmes para pessoas que jamais haviam conhecido o cinema, a fim de vender um um remédio que cura todos os males. Nesta jornada, os dois aprendem a respeitar as diferenças e surge entre eles uma amizade incomum, mas que marcará suas vidas para sempre.

Já tem em algumas locadoras, por isso, corra até a mais próxima e se emociona com essa boa história Made in Brazil.

 

 

 

O mundo Jornalístico é assim, sim!

Dezembro 11, 2007

                                                                   

 

Existem alguns clássicos que estão numa lista de grandes obras que dispensam qualquer comentário. Só a sua existência como obra já faz dele um atrativo para todo o sempre, o que resulta numa seqüência de imitações exaustivas por seus sucessores. É o caso de Cidadão Kane, um filme inigualável, que nos seus 66 anos de vida ainda faz com que pessoas, como eu, se encantem e passem o resto da vida remexendo o passado distante (ou não tão distante assim) do cinema mundial.Tudo começa quando o jovem Orson Welles, com apenas 25 anos de idade, tem a incrível idéia de dirigir, produzir, protagonizar e ainda participar do roteiro de um filme grandioso para a época. Época essa datada de 1941, o ano da estréia de um dos longas mais polêmico de todos os tempos.

Muito do que é falado no filme é extremamente similar a trajetória de vida do magnata das comunicações William Randolph Hearst o que gerou controvérsias e pressões para impedir a montagem e exibição do filme.

Pesquisando sobre a vida de Hearst se sabe claramente que ele construiu um palácio extravagante em Sam Simeon e Kane também construiu um, só que na Flórida. Kane teve um caso com uma cantora sem talento, Susan Alexander, lembrando o que Hearst teve com a jovem atriz Marion Davies. O magnata da vida real comprou o estúdio Cosmopolitan Pictures para promover o estrelato de Davies e Kane comprou um teatro para Susan. A única diferença era que Kane vinha de uma família humilde, enquanto Hearst nasceu em berço de ouro e sempre foi rico.Para mim o ápice das comparações neste filme é a palavra que dá origem a  investigação do repórter Thompson, Rosebud. Antes de morrer Charles Foster Kane sussurra esta palavra, que por sinal havia dito uma outra vez, quando perdeu sua amada Susan. 

Na vida real, segundo o documentário Muito Além do Cidadão Kane, Rosebud era como carinhosamente Hearst chamava o sexo de sua namorada e isso pode ter sido o principal motivo de perseguição por parte de Hesrt ao filme de Orson Welles.

Apesar da polêmica causada na época, o filme impressiona muito mais pelo modo como foi feito. Primeiramente começa com a morte de Kane e depois sofre uma reconstituição de todos os fatos, o que era impressionante para um momento em que o cinema ainda engatinhava o que impressionou a todos e fez sucessores nesse modo de fazer filme. A linguagem do longa também é bem além de seu tempo. O filme faz uso de flashbacks, sombras, tem longas sequencias sem cortes, mostra tomadas de baixo para cima, distorce imagens para aumentar a carga dramática, a iluminação é pouco convencional, os diálogos são sobrepostos.

Apesar de todos estarem cientes da grandiosidade do filme, inclusive o indicando a 10 Oscar, o longa ganhou apenas uma estatueta na categoria de melhor roteiro e a carreira de Orson Welles nunca mais foi a mesma. No entanto, é um filme totalmente indicado para amantes de jornalismo, amantes de um bom filme e principalmente para quem gosta de uma boa história no geral.

 

 

Título Original: Citizen Kane

Gênero: Drama

Origem/Ano: EUA/1941

Duração: 119 min

Direção: Orson Wells

Canção Tema

Dezembro 11, 2007

 

It’s a little bit funny this feeling inside
I’m not one of those who can easily hide
I don’t have much money but boy if I did
I’d buy a big house where we both could live

If I was a sculptor, but then again, no
Or a man who makes potions in a travelling show
I know it’s not much but it’s the best I can do
My gift is my song and this one’s for you

And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple but now that it’s done
I hope you don’t mind
I hope you don’t mind that I put down in words
How wonderful life is while you’re in the world

I sat on the roof and kicked off the moss
Well a few of the verses well they’ve got me quite cross
But the sun’s been quite kind while I wrote this song
It’s for people like you that keep it turned on

So excuse me forgetting but these things I do
You see I’ve forgotten if they’re green or they’re blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I’ve ever seen

O mundo jornalístico é assim(?)

Dezembro 11, 2007

 

Dando continuidade aos filmes com conteúdo jornalístico ontem encontrei um recente filme de Wood Allen e confesso que o diretor tem me surpreendido desde Melinda e Melinda. Bem, o filme que vi dele é o Scoop – O grande furo.

A comédia é um pouco sem graça, mas o que tem me impressionado é a interpretação de Allen. Tinha eu o preconceito de que todos os filmes dele em que ele atuava eram chatos e ruins demais da conta. Porém, dessa vez ele me impressionou e até conseguiu me fazer rir com o seu jeito bobo de ser.

Tudo começa quando o famoso jornalista Joe Strombel  morre e em sua viagem rumo ao mundo dos mortos  conhece uma ex-secretária que também morreu. Batendo um papo com a moça o jornalista descobre que ela sofreu um possível atentado por parte de seu patrão. Isso porque ela desconfiava que seu patrão, Peter Lyman, era um serial Killer e estaria assassinando prostitutas em Londres.  Como um bom jornalista que é (ou era) Joe Stromber decide mesmo em morte, investigar o caso.

Enquanto isso, no mundo dos vivos, Jade Spencer (Scarlett Johansson) tenta de qualquer forma um furo de notícia para o jornal da faculdade. Porém, o máximo que ela consegue é uma noite na cama de um famoso diretor de cinema e uma “possível gravidez indesejada”.

Certo dia quando Jade está participando de uma apresentação de um atrapalhado mágico (Woody Allen) ela é surpreendida pelo espírito de Strombel que a indica para cuidar do caso de um famoso serial killer que está atormentando a vida das prostitutas de Londres. Daí começa a louca e engraçada investigação de Jade, que junto do mágico, tentará desvendar o mistério.

Jade, porém ao vê o suspeito dos crimes indicados pelo jornalista, se impressiona pela sua beleza e talvez, também pela sua riqueza, já que esse é um rico playboy de Londres, herdeiro de uma grande fortuna. Decide, então, pelo coração e deixa a razão de lado. Se apaixona perdidamente pelo figurão e resolve não mais investigar sua vida. O papel agora é do mágico que percebe todas as evidências que encurralam o aristocrata.

Para quem adorou Match Point, como eu, pode até se decepcionar com Scoop. Devido a tantas semelhanças com o filme anterior de Allen, o desfecho deste último deixa muito a desejar, uma vez que quase tudo não dá certo. Porém, muitas coisas não vão bem no filme como a  presença de Hugh Jackman que não traz nenhum atrativo para o filme e a química entre as principais personagens que não acontece de jeito nenhum.

Apesar de tudo, você pode se divertir bastante com as piadas sutis e com o texto simples de Allen. Ainda indico aos amantes de jornalismo para que não repitam o que a garota Jade fez. A menina se apaixona pelo seu investigado e esquece da responsbilidade jornalística da coisa e isso não deve acontecer jamais.

Scoop – O grande furo

Direção - Woody Allen

Roteiro – Woody Allen

Elenco – Woody Allen, Scarlet Johansson e Hugh Jackman

Duração – 90 min

Ano de Lançamento (EUA) 2006

Gênero – Comédia/Romance

 

O mundo jornalístico é assim:

Dezembro 10, 2007

 

 Hoje farei uma pequena lista de alguns ótimos filmes com temática ligada ao meio jornalístico. Saibam, desde já, que nem só de drama vive o meio acadêmico jornalístico, por isso vou começar a minha primeira indicação de uma comédia de 1994 intitulada de O Jornal. O filme traz um elenco de peso com Glenn Glose, Michael Keaton, Robert Durvall e Marisa Tomei e a direção é assinada pelocultuado Ron howard.

Para você que está entrando no curso de jornalismo agora ou pensa em tentar a carreira nesse disputado mercado de intelectuais é bom que assista a esse filme, pois tudo parece mais ou menos como na realidade. O filme deveria ser baseado em história real de tão verdadeiro que é. A história se passa na redação do New York Sun e conta a história de um jornalista que tem que decidir entre sua vida pessoal e a carreira profissional.

Henry está perto de ter um filho com sua esposa que está ficando louca com a ausência do marido. O filme já começa com uma discussão entre Henry( Michael Keaton) e sua esposa devido ele ter chegado às 4:00hs por causa de uma reportagem. No dia seguinte em uma conversa na redação com seu chefe Henry pergunta como ele constituiu uma família no que o outro responde que tem duas ex-mulheres e uma filha que não fala com ele. Prova de que é muito complicado a relação de jornalistas com seus familiares devido a dedicação 24 horas à profissão.

O foco principal do filme é a batalha pelo furo depois do assassinato de dois empresarios brancos  com pichações racistas no locla do crime. Todos os jornais vão tentar desvendar o caso procurando descobrir quem foram os assassinos e o principal motivo das execuções.

Dois adolescentes negros que passavam pelo local do crime foram presos como principais suspeitos do crime, daí começa a correria para conseguir as primeiras fotos dos “acusados” e uma possível entrevista.  A diretora de redação Alicia (Glenn Close) propõe que se tire uma foto dos garotos acusados do crime e que traga na capa a manchete “Agarrados!”.

Porém, Henry acha precipitado demais tal manchete uma vez que nada foi confirmado ainda. Mas a decisão já tinha sido tomada, a foto já havia sido tirada e a prensa já estava preparada para rodar os primeiros exemplares do jornal do dia seguinte.

À noite, Henry consegue um furo de reportagem ao interrogar um policial que diz que a prisão dos garotos não passava de fachada e que os meninos não tinham nada a ver com o crime. Daí Henry começa uma corrida contra o tempo para tentar mudar o conteúdo do jornal. A manchete seria “Não foram eles!”.

Quando tentava parar as máquinas o jornalista é interrompido por sua diretora e uma cômica briga, com direito a socos e pontapés, é travada entre Henry e Alicia. Ela decide, mesmo sabendo do furo, que a manchete tem que ser a decidida anteriormente na reunião de pauta. Nesse momento o filme nos mostra a questão da responsabilidade social, em que uma editora sensacionalista decide por manchar a imagem de inocentes ao invés de dizer a verdade sobre policiais corruptos.

No meio a vida profissional conturbada, Henry esquece das proximidades de nascimento de seu herdeiro e mal sabe ele que sua esposa está prestes a dá a luz ou a perder o bebê. Ela sofre uma hemorragia interna e tem que ser levada o mais rápido possível para o hospital, do contrário será tarde demais.

Quando o jornalista está chegando em casa, percebe o tumulto que se faz no local e logo percebe tratar-se de sua amada que está à beira da morte. Então ele esquece de tudo o que passou até alí e decide dedicar-se inteiramente (naquele momento pelo menos) à sua mulher e seu filho.

No outro lado da cidade Alicia, em conversa com outro jornalista, decide por imprimir a manchete que seria a mais digna para com todos. Porém, é interrompida com um tiro dado por um leitor que se sentiu ofendido com um artigo de um dos jornalistas do New York Sun. No hospital, antes de ser operada, Alicia diz que só assinará o termo de autorização da cirurgia se os médicos conseguissem um telefone a ela. ALicia, então, liga para o jornal e pede que parem as máquinas e imprimam uma nova matéria. A nova manchete seria “Não foram eles!”. Pela manhã, Henry conhece o seu novo herdeiro e perceb que tudo está bem com sua amada. Ela lhe mostra o jornal do dia com a manchete que ele havia indicado.

Bem, o bom do filme são as reuniões de pauta, as decisões nos jornais, os dramas de cada jornalista, o sensacionalismo, as decepções familiares e amorosa e outros tantos fatores que fazem desde ser um ser autêntico que tem que desdobrar em vários para conseguir seguir em frente como um bom profissional da área.  É uma comédia bem realista que conta com detalhes como é o dia-a-dia de um jornalista.

 

 The Paper, O Jornal

Comédia

Tempo de Duração: 88 minutos

Ano de Lançamento (EUA): 1994

Direção: Ron Howard

Com: Glenn Close, Robert Durvall, Michael Keaton e Marisa Tomei