Parte do meu eu

Me conte uma história feliz

Me conte uma história feliz

As redes sociais são espaços de convivência e troca de experiências entre pessoas conectadas no mundo todo.  Elas aproximam os seres humanos,  democratizam o debate,  tornam as pessoas mais iguais,  ainda que de forma virtual.  Acabaram, porém, se transformando em instrumentos de intrigas,  discórdias, difusão de inverdades e responsáveis pelos mais diversos sentimentos negativos.

Pensando no contexto atual em que estamos inseridos, onde estamos cada vez mais próximos,  e também nos distanciando muito, resolvi fazer um desafio aos meus amigos (virtuais, do whatsapp).

Pedi que me contassem uma história feliz,  uma história pessoal sobre felicidade ou momentos felizes, somente isso. A pergunta inusitada,  feita através do aplicativo, gerou as mais variadas reações dos colegas.

E para mim foi uma surpresa as respostas que iam desde um “não tenho nenhuma” e “aí dentro”, passando por uma desdém total ao questionamento,  até as mais belas histórias de superação e amor à vida. Resolvi compartilhar algumas dessas considerações aqui,  claro,  sem identificar os amigos.  Espero que alguém seja tocado com isso.  Não deixem esse post morrer (flopar).

 

Lembrando que a pergunta singela foi:

 

“Me conte uma história feliz. Uma história pessoal e feliz”.

 

Vamos a algumas respostas:

“Vou ver meus filhos hoje à tarde. Ir para o cinema, comer pipoca. Tem coisa melhor não. Ficar debatendo as coisas da vida com eles, rodando por essa Fortaleza véa”.

 

“Faz um ano que trabalho igual a uma louca. Mas daqui a três dias estarei de férias e vou ser feliz por acordar um pouquinho mais tarde, por silenciar todos os grupos de trabalho, por não precisar ler jornais todo dia (embora eu saiba que vou ler), por ficar deitada cheirando meus meninos até eles não aguentarem mais a mãe grudenta e por fazer passeios de mãos dadas com o amor no meio da tarde. Vai ser um mês assim. E eu vou ser feliz demais. Pronto”.

 

“Eu tenho uma boa história de quando eu fugi de casa quando tinha 17 anos… Mas não é uma história feliz, por isso não contei”.

 

“A mais recente é que meu 1° semestre foi um sucesso em todos os sentidos”.

 

“ Vou arranjar um tempinho para conversarmos… Estou cuidando de achar maneiras de contar que sejam capazes de transmitir a você a alegria que senti quando cada situação aconteceu”. (Ainda estou esperando).

 

“No dia que fui ver o (show do) Muse”

 

“Nascimento da minha filha. Momento mais feliz da minha história pessoal”

 

“No meu trabalho toca Queen a tarde toda”

 

“Sem saco pra escrever besteiras quanto mais histórias pessoais”

 

“Depende para q finalidade… (no aguardo ainda)

 

“A happy story? Xi! São tantas! Bem, uma delas e em dados momentos torna-se a principal, não é simplesmente coisa de fã. É algo que transcende: Ouvir Queen”.

 

“Palmeiras 0 x 2 Corinthians. Mais sério que isso não tem. Feliz demais”

 

“Meu chamado para mim é mais importante que a minha própria vida. Não existe nada que dê mais satisfação e alegria do que poder realizar esse projeto. Quem me conhece sabe. Outro acontecimento que citaria, era o nascimento do meu filho”

 

“Terminei de escrever minha dissertação”

 

“Era uma vez um príncipe encantado, que encontrou uma princesa que dormia por 100 anos. Ele a beijou, ela acordou e eles viveram felizes para sempre”. (tirou uma onda)

 

“Vishhhhh… (uma semana depois) Ainda quer essa história? (Aguardo até hoje)

 

“Tô trabalhando no Porto do Pecém, a minha filha tá com 5 meses, a minha esposa está bem e você me mandou uma mensagem”.

 

“Um dia eu estava dentro de um ônibus, vindo do Cumbuco para fortaleza. Eu tinha cerca de 13 anos e estava lá atrás, sentado. Entraram duas mulheres muito bonitas e uma delas sentou do meu lado e disse: “Oi! Tudo bem? Eu respondi: “Sim! Pouco tempo depois ela pegou um objeto estranho dentro da bolsa e me disse: “Vou te mostrar agora a coisa mais importante do mundo, você quer ver?” Eu acenei com a cabeça que sim. Ela pegou o objeto que eu não distingui o que era e abriu. Quando ela abria disse novamente: “nunca esqueça dessa coisa que é a mais importante na sua vida”. Quando ela abriu eu me vi, era um espelho. Eu nunca esqueço disso”.

 

“Estamos com saúde. Pra que melhor? Minhas histórias são sempre as mesmas”.

 

“Mando mais tarde por áudio, pode ser??? Estou ocupada agora rsrsrs. (Ainda no aguardo)

 

“Estamos vivos. Quer história mais feliz que essa?”

 

“Não!”

 

“Não. Por favor!”

 

“Não sei kkkk”

 

“Eu tô feliz já porque tô em em casa ouvindo Queen, sozinha”

 

“Pra que, amigo?”

 

“Isso é difícil”

 

“Quando casei minha casa não tinha móveis, o chão era no cimento e as paredes, quando chovia, molhava tudo. Hoje já estou fazendo uma mega reforma na casa e tenho um bom marido. Estamos conseguido pagar a contas. E isso?”

 

“Eu nasci. Pera… Havia uma mulher… Precisa ser breve” (Essa história ainda não terminou)

 

“kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk”

 

“Corinthians Campeão do Mundo em 2012, naquela manhã de domingo”

 

“Tem que ser agora?”

 

“Difícil lembrar hein. Quando tiver lembrado uma legal aí te conto rs”.

 

“Aí dentro”

 

“Tá mole”

 

“Eu sou alguém feliz pois tenho Cristo em minha vida. Ele é minha única felicidade. Sem Ele eu não sou nada, a Sua presença me basta. nEle é o meu descanso! Vivo para servi-lo e adorá-lo Ele merece minha adoração”

“Bom, não tenho nada pra contar… Só que vai fazer quatro meses que estou em Santa Catarina e estou feliz”.

 

“O doc. e a revista. História não tem nenhuma no momento. Só quando eu acabar esse babado aqui e beber até amanhã plmdds”

 

“???”

 

E você, qual sua história de felicidade? Me conte aí uma história feliz. 

 

Caiu na rede · Música

“Meu Mundo Caiu”, a trilha sonora de um Brasil ainda em (des)construção

Diante as incertezas sobre os rumos que o País levará nos próximos dias, semanas, meses e anos, resolvi criar uma playlist no Spotify que conte um pouco dessa história de cinco séculos ainda contada de um jeito torto e sem muitas perspectivas no horizonte. Escolhi 50 músicas, de grandes hinos de décadas atrás até canções produzidas ainda ontem. Espero que gostem, que curtam, que compartilham e que comente. Segue:

Literatura

MinC apresenta mudanças na Lei Rouanet

cordel

Os projetos culturais apresentados ao Ministério da Cultura (MinC) para apoio via Lei Rouanet passam por novas regras de aprovação a partir da Instrução Normativa nº 1/2017. No bojo das atualizações para o uso da Lei Rouanet, a contratação de pareceristas técnicos também recebeu novas regras para a gestão de profissionais, a classificação e distribuição dos projetos, bem como para procedimentos de análise e emissão de pareceres técnicos.

Publicadas pela Portaria nº 39 da edição da última quinta-feira (13) do Diário Oficial da União, as novas regras passarão a ser aplicadas a partir do próximo edital de contratação de pareceristas, previsto para este semestre.

A análise técnica pelos pareceristas é uma das fases de análise responsável pelo processo de aprovação dos projetos apresentados ao Ministério da Cultura. A coordenadora do banco de pareceristas, Flávia Rodrigues Dias, explica que o novo fluxo de aprovação de projetos estabelecido pela IN proporciona maior qualidade na produção dos pareceres, que sinalizarão a efetiva viabilidade de execução dos projetos e subsidiarão a análise na próxima etapa, pelos membros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).

O novo modelo de contratação de pareceristas trará atualização do valor pago por cada parecer emitido. O objetivo é ter um banco com profissionais mais qualificados, que atuarão em projetos de todos os níveis de complexidade. Dessa forma, não haverá mais a separação do parecerista para atuação em apenas determinados projetos, definidos pelo seu nível de complexidade, como ocorre com os 319 pareceristas registrados pelo MinC atualmente. Ou seja, cada um deles só pode analisar projetos do seu nível específico, o que pode gerar, em determinado momento, acúmulo de análise, e noutro, ociosidade do parecerista.

Pelas definições da Portaria, o trabalho se dará com nova abordagem na emissão do parecer técnico. O parecerista deverá realizar uma análise mais cuidadosa em cada um dos itens técnico-orçamentários, de forma a aprimorar a análise dos projetos antes de chegar à CNIC. Outra alteração foi apresentadas no período de afastamento temporário – no qual o parecerista deixa de receber projetos a pedido-, que passa a ser de 30 dias. As sanções administrativas de advertência e suspensão serão acrescidas à de descredenciamento.

O que faz o parecerista

Depois de passar pela fase de admissibilidade, a proposta cultural segue para a unidade técnica correspondente ao segmento cultural do seu produto principal. Dentro do Sistema MinC (Secretarias e Instituições Vinculadas), há unidades diferentes que lidam com universos artístico-culturais diferentes e que têm a competência de realizar esta tarefa. As secretarias e entidades vinculadas podem convocar pareceristas de seu próprio corpo de servidores ou do banco de peritos do MinC, que são profissionais credenciados por meio de edital público.
A análise técnica se dá conforme requisitos estritamente objetivos como a adequação das fases do projeto; análise de preços de cada item orçamentário, conforme praticado pelo mercado. O parecer pode trazer sugestões de ajustes, com recomendação de aprovação total, parcial ou indeferimento, devidamente fundamentada.

Novo fluxo de aprovação

Agora, antes da análise técnica pelo parecerista e da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), os projetos recebem, já na fase de admissibilidade, aprovação para captar 10% do valor aprovado, comprovando sua viabilidade de execução. Isso reduzirá em torno de 60% o esforço do MinC com redução de custos para o Estado e muito mais agilidade e qualidade para os proponentes. Atualmente, dos quatro projetos aprovados pelo MinC, apenas um consegue captar os 20% necessários ao começo da sua execução.

A economia gerada pelo novo fluxo permitirá a atualização do valor dos pareceres, criando um novo modelo de contratação de pareceristas. O objetivo é que o profissional dedique mais atenção aos projetos com efetiva viabilidade, podendo atuar em projetos de todos os níveis de complexidade. Dessa forma, haverá o aprimoramento na análise dos itens orçamentários do projeto antes de chegar à CNIC.

da assessoria

Literatura

Venda de livros no Brasil cresceu em 2017, aponta Painel SNEL/Nielsen

“O segundo período* analisado das vendas de livros no Brasil em 2017 apresentou crescimento, quando comparamos seus resultados aos do mesmo período no ano anterior (6,33% em faturamento e 7,85% nas vendas em volume). Observando uma maior massa de dados, no acumulado** das primeiras oito semanas do ano, os números também têm alta: 5,05% em faturamento e 2,78% em volume.

Além disso, o segundo período aponta para um aumento no desconto médio praticado pelos canais de vendas de 3,8 pontos percentuais, indicando um maior esforço promocional nas vendas de livros.

“Ainda é cedo para comemorarmos os resultados do ano, principalmente porque a semana do Carnaval em 2017 acontece no 3T, e as vendas são normalmente muito menores neste período. Mas acredito que o mercado em geral caminha para a estabilidade e um possível crescimento no segundo semestre, quando a economia brasileira estiver demonstrando sinais mais consistentes de melhoras, principalmente em relação ao emprego”, comenta Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL.

Esses são alguns dos dados do 2º Painel das Vendas de Livros no Brasil em 2017, apresentados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen. Os números têm como base o resultado de Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.”

via Snel

Lançamentos

Livro do escritor Lira Neto vai virar série da Netflix

Lira Neto informou que os detalhes sobre produção, roteiro e direção ainda estão em negociação com a Netflix

A mais recente publicação do escritor e jornalista Lira Neto, Uma História do Samba, vai virar série produzida pela Netflix. De acordo com o cearense, os direitos autorias da publicação já foram negociados com a provedora de filmes e séries e, muito em breve, o seriado deve ser lançado.

Ele informou ao blog que os detalhes sobre roteiro, direção e produção ainda estão sendo acertados. Também não está fechado o formato do seriado, se através de ficção biográfica ou documentário. Lira destacou ainda que não se sabe se a produção vai aguardar o lançamento dos três volumes para poder produzir a série ou se o fará em consonância com os lançamentos literários.

O próximo volume da trilogia sobre o Samba, que trata da era de ouro do estilo, será lançado no próximo ano, provavelmente, no período que antecede o Carnaval. Já o terceiro volume, ainda sem título, fica para 2019.

No livro, o escritor cearense busca traçar o percurso completo do ritmo, um dos sinônimos da cultura brasileira. Em virtude da riqueza e da amplitude do material compilado, recheado de documentos inéditos e registros fotográficos, o projeto será desdobrado em três volumes. Neste primeiro, Lira leva o leitor das origens do samba até o desfile inicial das escolas de samba no Rio.

O samba carioca nasceu no início do século XX a partir da gradativa adaptação do samba rural do Recôncavo baiano ao ambiente urbano da então capital federal. Descendente das batidas afro-brasileiras, mas igualmente devedor da polca dançante, o gênero encontrou terreno fértil nos festejos do Carnaval de rua.

Nas décadas de 1920 e 1930, com o aprimoramento do mercado fonográfico e da radiodifusão, consolidou seu duradouro sucesso popular, simbolizado pelo surgimento das primeiras estrelas do gênero e pela fundação das escolas de samba.

Nota

Li o primeiro volume de um sopro só, em uma viagem recente que fiz à Argentina. Como o voo tinha escalas tanto na ida quanto na volta, aproveitei todo o tempo para me deliciar com essa narrativa impecável sobre a história do samba. Ao ler o livro ficava imaginando a possibilidade daquela história ser cinematografada, o que deve acontecer muito em breve, graças ao olhar atento da Netflix para ótimas produções. Estamos na torcida!

Programação

Broadway Brasil realiza terceira edição na Caixa Cultural, em Fortaleza

A CAIXA Cultural Fortaleza apresenta, de 17 a 23 de abril de 2017, a terceira edição do projeto Broadway Brasil – O show não pode parar. Cerca de 60 pessoas foram selecionadas para participarem de oficinas e masterclasses coordenadas por alguns dos melhores profissionais de teatro musical da atualidade, além de terem a oportunidade de se apresentarem no Cabaret Show.

Com as primeiras edições realizadas em 2013 e 2016, o projeto é dedicado aos atores e cantores de todo o Brasil que queiram aprimorar seus conhecimentos, neste momento em que o País se consolida como o terceiro maior produtor de teatro musical no mundo. O grande desafio é que os participantes selecionados consigam montar, em apenas cinco dias, os números musicais que irão compor o espetáculo musical Cabaret Show, a ser realizado nos últimos dias da programação.

“Buscamos incentivar o crescimento profissional de diversos artistas e, assim, estarem aptos para adentrar no gênero de musicais”, afirma Allan Deberton, produtor executivo. “Queremos continuar o desenvolvimento de talentos locais e nacionais proporcionando de forma gratuita capacitação com profissionais de ponta do entretenimento nacional e internacional”, completa André Gress, diretor artístico do projeto.

Durante uma semana, os participantes terão acesso a seis masterclasses, um bate-papo, oficinas de montagem e três apresentações do espetáculo Cabaret Show. As masterclassses e o bate-papo são abertos ao público para participação como ouvintes, com lotação a depender da capacidade do espaço.

Uma das grandes e importantes marcas da realização do evento é a parceria junto à organização americana Broadway Dreams Foundation (BDF), que traz toda sua expertise em treinamento de jovens artistas e repetindo o trabalho realizado na edição de 2016. “Nosso Estado tem um catálogo substancial de literatura ou produção acadêmica. A crise tem afetado o mercado editorial brasileiro, e no Ceará não tem sido diferente”, ressaltou o secretário.Bro