Deus está vivo em O Novíssimo Testamento

O filme mais deliciosamente subversivo que vi em anos. O Novíssimo Testamento é imperdível. Não recomendável para fundamentalistas de qualquer idade ou credo. “Deus existe, e Ele vive em Bruxelas” –

Deus é um senhor malvado que vive em Bruxelas. Revoltada com o pai, a filha de 10 anos de idade decide revelar para todos os seres humanos a data e a hora de suas mortes, o que gera consequências inimagináveis. Essa é só a premissa. O bom mesmo está na direção, roteiro e atuações. Já virou clássico na minha vida.

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Theeb surpreende no meio do deserto

Theeb vive com sua tribo beduína no povoado de Wadi Rum, situado no Império Otomano. Hussein, irmão mais velho de Theeb, após a morte de seus pais, tenta ensiná-lo a viver como beduíno, mas o jovem está mais interessado nas brincadeiras de infância do que no aprendizado da vida adulta.

Theeb e Houssein têm o curso de suas vidas interrompidas pela chegada de um oficial do Exército Britânico e seu guia, que pedem o auxílio dos garotos em uma missão misteriosa, cujo destino é um poço artesiano na tradicional rota de peregrinação para Meca.

À primeira vista você tem a impressão de que o longa caminhará rumo ao mais do mesmo da relação entre um militar britânico e a personagem exótica do mundo árabe. No entanto, a história toma um rumo bem menos ortodoxo o que garante ótimos momentos de tensão. Depois, a impressão é que haverá uma redenção de um dos vilões, e, novamente há um desfecho surpreendente. Gostei muito.

Annihilation deixa sensação de que teria algo a mais para mostrar

Eu sem entender por que alguns amigos estavam exaltando este filme como se fosse a grande surpresa de 2018. Já tinha visto algumas críticas positivas vindas lá de fora, e depois de vê-lo, durante viagem de férias, percebi que meus amigos, todos órfãos de Lost, estavam encontrando no novo trabalho de Alex Garland (Ex-Machina) um alento em uma história eletrizante, que mais confunde do que esclarece, e que deixa lacunas para uma continuação. E isso não é um defeito, muito pelo contrário. –

Annihilation, filme de ficção científica de horror lançado neste ano pela Netflix tem cara de clássico do gênero, e não é por menos. História e atuações empolgantes, além de um visual futurista digno das telonas, o que, por motivos comerciais, não aconteceu. Dica é ver o longa na maior TV da casa, e não fazer como fiz: em um smartphone no balançar das estradas esburacadas do meu Estado.

Sinopse

Uma bióloga (Natalie Portman) se junta a uma expedição secreta com outras três mulheres em uma região conhecida como Área X, um local isolado da civilização onde as leis da natureza não se aplicam. Lá, ela precisa lidar com uma misteriosa contaminação, um animal mortal e ainda procura por pistas de colegas que desaparecem, incluindo seu marido (Oscar Isaac).

Círculo de Fogo deu uma Transformersada

Filme de história confusa, direção preguiçosa e elenco com o mínimo de entrosamento possível. Nada parece funcionar no longa, sequência do lançamento de 2013, na época dirigido por Guillermo Del Toro Do herói estereotipado ao vilão idem tudo vai seguindo para um besteirol sem fim. Uma mistura sem graça (e é sem qualquer graça mesmo) de Transformers e o que há de pior nas sequências de Alien. Até a “homenagem” (?) ao clássico japonês Godzilla soa falso demais.

Fazendo uma análise mais técnica, percebe a construção equivocada de algumas personagens e diálogos fracos. Algumas cenas que seriam importantes para levar dramacidade à história foram, estranhamente, deletadas ou, simplesmente, sequer foram feitas. A trilha sonora não se encaixa em momento algum com o desenrolar do longa. Ainda que pouca coisa tenha funcionado no filme, a história até funciona no 3D para quem gosta de entretenimento descompromissado. –

Sinopse:

Filho de Stacker Pentecost, responsável pelo comando da rebelião Jaeger, Jake Pendergast era um promissor piloto do programa de defesa, mas abandonou o treinamento e entrou no mundo do crime. Quando uma nova ameaça aparece, Mako Mori assume o lugar que era do pai no comando do grupo Jaeger e precisa reunir uma série de pilotos. Ela procura o irmão Jake e decide lhe oferecer uma segunda chance para ajudar no combate e provar seu valor. –

As Duas Irenes é uma delícia de filme sobre encontros e descobertas

Isso que é filme, Brasil!!! Não essas bobagens de blockbusters que as salas de cinema insistem em empurrar goela abaixo pra gente. O longa, primeiro do diretor. Fábio Meira tem todos os ingredientes para uma história cativante.
O roteiro é simples: Irene, 13 anos, de família tradicional do Interior, descobre que o pai tem outra família, e outra filha, de 13 anos, de nome…Irene.

As atrizes que dão vida às duas Irenes se apresentam muito maduras nas cenas. Cada cena é uma descoberta, com trilha sonora sertaneja e paisagens que nos lembram a época de criança quando íamos visitar a casa dos avós. Filmao que 2017 nos presenteou.

Sinopse:

Irene (Priscila Bittencourt) é a filha do meio de uma família tradicional do interior, que um dia descobre que o pai (Marco Ricca) tem uma filha fora do casamento, também chamada Irene (Isabela Torres) e da mesma idade que ela. Revoltada com a descoberta, Irene passa a se aproximar de sua meio-irmã e da mãe dela, sem revelar sua identidade. É o início de uma cumplicidade entre elas, que passa também pela descoberta da sexualidade.

 

 

House of Saddam é uma aula sobre o ditador iraquiano

Dez anos após seu lançamento, acompanhei esta minissérie, dividida em quatro capítulos, que conta a história de ascensão e queda de uma das figuras mais emblemáticas dos anos 1990. House of Saddam é uma co-produção BBC e HBO, que revela os bastidores da vida particular e política de um tirano de nosso tempo.

E há muitos por aí ainda tramando. Outros quase lá. A outra House Of…, a americana, não aguentei sequer a primeira temporada. Essa zerei numa respiração só. Aliás, respiração é o que a gente mais prende a cada cena. Na #HBOGO.

 

Perfeita para você não tão perfeito assim

Perfeita Pra Você começa bem, com boas pitadas de humor em meio ao drama que é o câncer na vida das pessoas, mas vai se perdendo, se perdendo, ficando cheia de clichê do tipo até terminar como mais um romancezinho mamão com açúcar. Tinha tudo para ser um filme memorável. Não deu. Tá na Netflix.

Sinopse:

Abbie (Gugu Mbatha-Raw) e Sam (Michiel Huisman) se conhecem desde os oito anos de idade e acreditam ser almas gêmeas, destinadas a ficar juntos para sempre. Mas, tudo muda quando um deles recebe a notícia de que tem câncer terminal