Lançamentos · Teatro

A Hora da Estrela completa 40 anos e ganha adaptação para o teatro musical

A CAIXA Cultural Fortaleza apresenta, entre os dias 02 e 05 e 09 e 12 de novembro de 2017, o espetáculo A Hora da Estrela – O Musical, baseado na obra da inconfundível Clarice Lispector. O livro, que em 2017 completa 40 anos de lançamento, foi publicado um pouco antes de sua morte e é uma espécie de despedida, em que passagens de sua própria vida são transcritas de forma instigante e envolvente, mas com um toque de melancolia e solidão.

As letras foram escritas pelo cineasta Allan Deberton, que também produz o musical, e conta com a parceria de André Araújo na adaptação do texto. O espetáculo, dirigido por André Gress, possui músicas e letras inéditas, além de uma adaptação no tempo e espaço. O trabalho é uma mistura de vários gêneros culturais, entre teatro, música e literatura.

“O grande desafio da adaptação é o desenvolvimento do novo. A visão da historia já tão conhecida pelo livro e releituras para o cinema e TV ganham uma nova narrativa atrelada à música. Nesse espetáculo, vamos brincar muito com o imaginário da plateia, trazendo todos, literalmente, para o mundo de Macabéa. Cenas icônicas são trabalhadas dentro da linguagem do absurdo e com narrativas musicais. Esse projeto é muito importante, pois é mais um passo nosso no desenvolvimento de espetáculos inéditos de teatro musical no país”, explica André Gress.

Os sonhos de Macabéa

 

A Hora da Estrela gira em torno da personagem Macabéa, uma jovem virgem, do interior, órfã de pai e mãe, inocente e muito ignorante, que vai para a cidade grande com apenas dezenove anos, sonhando com uma vida melhor. O texto reflete sobre os sonhos, as manias e os conflitos internos da garota, aproximando-se dos espectadores justamente por possuir muitos elementos típicos da cultura nordestina.

 

Trata-se de uma obra incomum de Clarice Lispector, em que ela aborda uma vertente mais regionalista, retratando as dificuldades enfrentadas pelos migrantes nordestinos em busca de uma vida melhor na região Sudeste. A miséria, o subdesenvolvimento e o impacto da falta de educação, por exemplo, são temas recorrentes na narrativa, mostrando uma Clarice muito engajada os temas sociais.

 

“Essa é uma adaptação inédita do livro. Existe o filme, existem outras peças, mas agora estamos fazendo algo novo, revisado, nada igual visto antes.  Temos nas mãos um livro importante, muito amado no Brasil e no mundo. Neste musical, queremos divertir e emocionar”, explica Allan Deberton.

 

Ficha Técnica:

Direção: André Gress

Letras: Allan Deberton

Adaptação: Allan Deberton e André Araújo

Músicas e Direção Musical: Liliane Secco

Cenário: Rodrigo Frota

Iluminação: Solon Farias Neto

Figurinista: Beatrice Melo

Atores: Tuane Toledo, Germana Guilherme, Vinícius Cafer e Larissa Góes.

Patrocínio: CAIXA Econômica Federal e Governo Federal

 

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Lançamentos · Literatura

BestSeller lança autobiografia de Justin Trudeau

Em 2016, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos com um discurso extremamente conservador em relação aos mais diversos assuntos – entre eles imigração, política externa e saúde das mulheres. Cerca de um ano antes, Justin Trudeau havia liderado o Partido Liberal do Canadá numa vitória histórica, garantindo importante maioria parlamentar e tornando-se o primeiro-ministro do país.

Embora sejam contemporâneos e governem países vizinhos, os dois são constantemente citados em posições antagônicas, já que o canadense tem chamado a atenção do mundo por sua abordagem política liberal e altamente progressista. A ideia de que uma das maiores forças do Canadá é sua diversidade é um dos pilares do seu discurso, e permeia todo o texto de “Tudo aquilo que nos une”, autobiografia de Trudeau, que a BestSeller coloca nas livrarias em outubro.

Quando Justin Trudeau nasceu, seu pai, Pierre Trudeau, era o primeiro-ministro do Canadá. Um dos mais admirados líderes políticos da história do país, Pierre foi uma influência determinante na vida de Justin. Ele começa o relato narrando as aventuras ao ar livre com o pai e os dois irmãos, os altos e baixos da infância na residência oficial, suas viagens pelo mundo ao lado de Pierre e alguns engraçados encontros infantis com nomes importantes da política na época, como o presidente americano Ronald Reagan e a Princesa Diana.

Mas, apesar de não negar sua influência, o líder canadense faz questão de apontar suas diferenças – que ficaram claras pela primeira vez, ele conta, ao ser reprovado em uma matéria na escola, onde o pai também havia estudado e sido um aluno exemplar. O jeito rígido de lidar com as pessoas e a intelectualidade um tanto conservadora não foram hereditárias: ao contrário de seu pai, Justin diz gostar de estabelecer conexões pessoais, nas ruas. E é famoso também por gostar de cultura pop – ele causou comoção na internet ao aparecer vestindo uma blusa de “O guia do mochileiro das galáxias”, por exemplo.

Justin Trudeau não foge de momentos difíceis, e fala no livro sobre a separação dos pais, que foi prato cheio para os jornais à época, quando ele ainda era criança. O político conta como a luta da mãe contra o transtorno bipolar moldou sua relação com os filhos, e destaca ainda as divergências irreconciliáveis de personalidade entre os pais, cuja diferença de idade era de 30 anos.

Outra passagem emocionante é a morte de Michel, seu irmão mais novo, aos 23 anos. Ele desapareceu após uma avalanche enquanto esquiava, e a perda foi especialmente difícil para o pai, que acabou falecendo dois anos depois.

Em ordem cronológica, o premier canadense fala ainda da adolescência, com suas divertidas “tentativas de desenvolver uma identidade social”, a “acne terrível”, e o mau jeito com as meninas; conta sobre seu período na faculdade e a “breve fase de farra”; e narra como foi afetado por uma viagem de um ano pelo mundo feita em meio à faculdade. Trudeau relata ainda suas experiências como professor em escolas e instrutor de snowboard, seu amor pelo boxe e o começo de sua família, ao conhecer a hoje esposa, Sophie.

A entrada para a política, que sempre pareceu inevitável, acabou vindo mais tarde. Relutante em seguir os passos do pai, foi só em 2006 que ele decidiu participar mais de perto: quando os liberais perderam a eleição em janeiro, Trudeau sentiu que poderia oferecer algo à renovação do partido. Começou fazendo pesquisas, elaborando relatórios e, no ano seguinte, decidiu disputar um cargo no parlamento pelo distrito de Papineau, em Montreal. Desacreditado pelo próprio partido, por comentaristas e jornalistas, investiu numa campanha de “corpo a corpo”, conhecendo os eleitores nas ruas. A estratégia deu certo e, a partir daí, sua subida foi constante.

No relato, ele faz uma autocrítica importante da atuação do Partido Liberal que, em 2011, sofreu uma grande derrota. “O principal motivo foi o Partido Liberal ter perdido o contato com os canadenses, e nós estávamos ocupados demais com brigas internas para perceber. Acabamos pagando caro pelo erro”, escreve. Em suas campanhas seguintes, para a liderança do partido e, por fim, para o cargo de primeiro-ministro, Trudeau investiu em ouvir os jovens, abraçar as minorias e usar a internet com inteligência – algo muito parecido com o que Barack Obama havia feito nos EUA anos antes.

O livro ajuda a entender por que Trudeau é personagem habitual de reportagens que destacam suas opiniões progressistas sobre a legalização do aborto e da maconha, por exemplo, ou sua decisão de abrir as portas do país para mais de 40 mil refugiados em meio à crise no Oriente Médio e na Europa. Seu gabinete, um grupo heterogêneo formado por homens e mulheres das mais distintas ascendências e etnias, também chamou atenção na época de sua posse. Ao ser perguntado por que havia escolhido um grupo tão diverso, ele respondeu apenas: “Porque estamos em 2015.”.

O livro traz ainda um encarte com dezenas de fotos, oficiais e pessoais, que ilustram desde a infância de Trudeau até sua relação com os filhos e suas campanhas políticas; além de um apêndice que reproduz cinco de seus principais discursos.

 

TUDO AQUILO QUE NOS UNE

(Common ground)

 

JUSTIN TRUDEAU

 

Páginas: 238

Preço: R$ 44,90

Tradução: Patricia Azeredo

Editora: BestSeller | Grupo Editorial Record

 

Lançamentos · Literatura · Programação

Grupo Ceará em Letras promove I Jornada Ceará em Letras

O  Grupo Ceará em Letras promoverá na UFC, no dia 26 de outubro,  a I Jornada Ceará em Letras, organizada por Fernanda Diniz, Fernângela Diniz, Alexandre Vidal Marilde Alves e Weelington Rodrigues. Desde 2013, o grupo de pesquisadores se reúne para publicar anualmente uma obra com ensaios sobre obras de autores cearenses.

Em comemoração dos 5 anos do projeto, promoveremos a Jornada como forma de valorizar ainda mais a produção dos nossos escritores cearenses. Na ocasião serão apresentados, por meio de mesas-redondas, os ensaios que fazem parte do livro Percursos da Literatura do Ceará, que será lançado no dia 27/10, no Teatro José de Alencar às 18h30min.

O livro é organizado por Fernanda Diniz, Fernângela Diniz, Alexandre Vidal e Wellington Rodrigues.

Neste ano, o Grupo apresenta ao leitor o livro Percursos da Literatura no Ceará, uma edição comemorativa dos cinco anos do projeto. Composto por 19 artigos, no livro são estudados Adolfo Caminha, Airton Monte, Airton Monte, Arievaldo Viana, Artur Eduardo Benevides, Caio Porfírio Carneiro, Carlos Câmara, Eduardo Campos, Francisco Melchíades, Jards Nobre, José de Alencar, Juvenal Galeno, Oliveira Paiva, Rachel de Queiroz e Roberto Pontes.

Essa edição especial apresenta duas partes. Na primeira parte, são apresentados os estudos sobre obras de autores cearenses. Na segunda, publicamos alguns textos literários de pesquisadores do grupo, entre eles estão Mary Nascimento da Silva Leitão, Marilde Alves da Silva, Vanessa Paulino Venancio e Francisco Wellington Rodrigues Lima.

Desse modo, ao longo desses anos, o Grupo Ceará em Letras vem se destacando no âmbito da crítica literária com foco na obra de autores que, embora tenham obras de grande valor artístico, ainda não foram abordados suficientemente pela academia.

 

PROGRAMAÇÃO
8h às 8h30min – Credenciamento
8h30 às 9h – Abertura
9h às 10h – Conferência: Literatura no Ceará –
Prof. Dr. Roberto Pontes
10h às 10h30min – Merenda
10h30min às 12h

MESA 1 – CULTURA, POLÍTICA E
EDUCAÇÃO NA LITERATURA DO
CEARÁ
Lendas e Canções Populares, de Juvenal Galeno: a expressão poética do povo brasileiro Alexandre Vidal de Sousa / Fernanda Maria Diniz da Silva
“Tudo é sertão é mito e encantação”: o espaço sertanejo no poema “Cântico dos Cânticos”, de Artur Eduardo Benevides Fernângela Diniz da Silva
Da realidade à ficção: o crime passional de Dona Guidinha do Poço Avanúzia Ferreira Matias / Janicleide Vidal Maia
A História da Educação Brasileira em A Normalista
Gildênia Moura de Araújo Almeida A justiça encarnada em Roberto Pontes Mary Nascimento da Silva Leitão / Cássia Alves da Silva
14h às 17h20mim

MESA REDONDA 2 – HISTÓRIA, FICÇÃO
E CRIAÇÃO LITERÁRIA
Airton Monte: o homem e a obra sob o prisma da criação literária
Cintya Kelly Barroso Oliveira/ Francisca Solange Mendes da Rocha
As modulações tensivas do desejo em Curral de Pedras e Pássaros sem Canção, de Jards Nobre Marilde Alves da Silva
José de Alencar: ficcionista antes de tudo
Aline Leitão Moreira / Maria Bernardete Alves Feitosa
As menininhas de Rachel de Queiroz: representações do comportamento feminino em meio a modernização conservadora durante a ditadura militar (1964-1975) Lia Mirelly Távora Moita

MESA 3: CONTO, CRÔNICA E TEATRO
NA LITERATURA DO CEARÁ
Carlos Câmara e a alvorada do teatro nacional: tradição, modernidade, cultura, história e memória; o Ceará contado, recontado e cantado em A Bailarina e o Casamento da Peraldiana Francisco Wellington Rodrigues Lima
Sertão, um “meio” denso e quente para as
crianças: o sentimento infantil no conto O Pato de Lilico, de Caio Porfírio Carneiro Elayne Castro Correia
O anti-herói na literatura de cordel: uma análise do comportamento do protagonista nos cordéis artimanhas de João Grilo, de Arievaldo Viana, e as astúcias do filho de João Grilo, de Francisco Melchíades Stefanie Cavalcanti de Lima Silva
Crônica: do gênero literário tupiniquim à terra da luz Maria Lílian Martins de Abreu

Agradecimentos finais e sorteio de livros

Lançamentos · Música

Amelinha expõe sentimentos do CD em que canta músicas de Belchior

por Mauro Ferreira do G1

Lançado nesta primeira semana de outubro de 2017, o 17º álbum de Amelinha, De primeira grandeza – As canções de Belchior (Deck), alinha no repertório dez músicas do cancioneiro do compositor cearense Antonio Carlos Belchior (26 de outubro de 1946 – 30 de abril de 2017), artista singular que saiu de cena há pouco mais de cinco meses.

Conterrâneo de Amelinha, cantora cearense que debutou há 40 anos no mercado fonográfico com o álbum Flor da paisagem (1977), Belchior tinha pedido a cantora que regravasse a composição De primeira grandeza, lançada na voz do autor e cantor há 30 anos, no álbum Melodrama (1987). Feito em meados dos anos 1990, o pedido foi atendido postumamente por Amelinha no disco idealizado pelo produtor Thiago Marques Luiz e gravado em agosto desde ano de 2017 no estúdio Canto da Coruja, situado em Piracaia (SP), cidade do interior do estado de São Paulo.

Sob a direção musical de Estevan Sincovitz (guitarra, violões e baixo), integrante da banda que também inclui Caio Lopes (bateria), Fabá Jimenez (guitarra e violão), Ricardo Prado (teclado, baixo e sanfona), Amelinha deu voz às canções A palo seco (1973), Alucinação (1976), Comentário a respeito de John (1979), Incêndio (Belchior e Petrúcio Maia, 1980), Mucuripe (1972), Na hora do almoço (1971), Paralelas (1975), Passeio (1974), Princesa do meu lugar (1980) – música que batizou álbum da cantora Guadalupe e que nunca foi gravada por Belchior – e, claro, De primeira grandeza (1987).

“Na década de 1990, por volta de 1996, encontrei com Bel nos bastidores de uma emissora de TV em São Paulo e ele me disse que tinha feito uma música chamada De primeira grandeza e que gostaria muito de ouvi-la na minha voz. Foi uma surpresa deliciosa, mas como estava num momento um tanto tumultuado na minha vida pessoal e profissional, guardei a música para fazer parte de um disco de carreira que tivesse uma representatividade mais ampla.

Depois, em 2000, gravei com ele e Ednardo o CD Pessoal do Ceará, produzido pelo Robertinho do Recife e lá também não coube De primeira grandeza, pois era um disco autoral com músicas já conhecidas.

Em 2012 fui convidada por Thiago Marques Luiz para gravar o CD Janelas do Brasil. Incluímos Galos, noites e quintais, canção emblemática do Bel (ele me chamava de Mel), que fizemos questão de inserir também no meu primeiro DVD, gravado em seguida com os meus sucessos e com convidados especiais que fizeram parte determinante e fundamental da minha trajetória: Fagner, Toquinho e um novo parceiro, Zeca Baleiro.

De primeira grandeza permaneceu na lista do que eu chamo de “meu balde de canções” para a continuação de Janelas do Brasil, assunto que eu já vinha falando com Thiago há um ano.

Em janeiro de 2017, no aniversário de São Paulo, cantei Passeio, música do primeiro disco do Bel, de período em que nossa convivência era bem intensa e no qual eu pude assistir de perto ao nascimento de canções como Mucuripe, A palo seco, Na hora do almoço, Paralelas e tantas outras.

Continuei dizendo nos shows: ‘Volta, Bel!’, mas nunca imaginei que fosse acontecer desta forma. No primeiro momento, fiquei sete dias muda, quieta, chocada e com um vazio enorme no meu peito. Mesmo assim, recebi o convite de Thiago com um sentimento não identificável, mas simplesmente disse ‘sim!’. E pensei: ‘Como vou conseguir?’, e isso ficou em mim até chegar o momento da gravação.

Fui conduzida por Deus, eu creio, através do produtor a um lugar belíssimo para gravarmos esse álbum, no interior de São Paulo com um clima puro e frio que transmitiu paz e esperança. Água de mina, cachoeira, comida orgânica. Tudo de uma pureza vital e restauradora. Acordávamos cedo, café às dez, gravação a partir das 14h até as 19h. Em quatro dias gravamos este disco, neste ritmo, basicamente ao vivo.

Foi um intensivão, penso que necessário para que eu, rodeada de tantas pessoas de almas bonitas, de crianças e de animais como ganso, galinha d’angola, cavalos, cachorros lindos, vacas, gatinhos, além de uma tremenda cachoeira sonora e transbordante ao largo, enfim. Aquilo tudo me ajudou poderosamente a realizar minha tarefa.

Respirei fundo e me entreguei de voz e alma. Eis-me aqui novamente com mais um álbum no qual, além da composição De primeira grandeza, veio uma cascata de outras músicas do saudoso amigo, a compor esta nova e delicada sinfonia.

Sinto-me agradecida, revigorada, muito mais forte. E tudo isso tem uma intrínseca relação com as conversas que desde os anos 1970, e ao longo do tempo, vinha desenvolvendo com o Bel, nesta nossa relação tão próxima que sempre foi, mesmo estando longe. Agradeço a todos que participaram deste momento de carinho, a toda equipe do disco De primeira grandeza, que foi maravilhosa e dedicada. E a Deck por abraçar o nosso projeto.

Espero que gostem de voar conosco nesse ‘Disco Voador, meu amor! Meu Amor! Meu Amor! É pra você’.

‘Quando estou sob as luzes, não tenho medo de nada e a face oculta da lua que era minha aparece iluminada’ “. Amelinha

(Créditos das imagens: Amelinha em foto de Murilo Alvesso. Capa do álbum De primeira grandeza – As canções de Belchior)

Lançamentos · Programação

Galeria do Palácio da Abolição, em Fortaleza, recebe exposição de Antônio Bandeira

 

O dia que marca o cinquentenário da morte de Antônio Bandeira, um dos principais nomes das artes plásticas do Ceará e do Brasil, será de celebração na terra natal do pintor. De 6 de outubro a 6 de novembro deste ano, a Galeria do Palácio da Abolição, em Fortaleza, recebe a Exposição “Do Crepúsculo ao Noturno”, com cerca de 100 obras que perpassam várias fases da trajetória do autor, falecido em 6 de outubro de 1967, em Paris.

A abertura ocorre a partir das 19 horas desta sexta-feira (6), com presença do governador Camilo Santana. A visitação é gratuita, de segunda a sexta, das 8h às 17h, e a promoção da exibição é do Instituto Antônio Bandeira, gerido por parentes do pintor, e do Governo do Ceará.

A mostra “Do Crepúsculo ao Noturno” reúne obras de Antônio Bandeira que vieram dos Estados Unidos, da França, e do Rio de Janeiro e São Paulo. Contudo, são as peças pertencentes a colecionadores cearenses que despontam como diferencial da exposição. “Nossa ênfase é valorizar o acervo dos colecionadores particulares de Fortaleza. Aquelas obras que estão mais restritas, que não tiveram a oportunidade de serem apresentadas ao grande público”, destaca Francisco Bandeira, também artista plástico e sobrinho de Antônio Bandeira. Ele assina a curadoria da exposição, ao lado de Carlos Macedo.

Além dos óleos sobre tela, a exposição conta com desenhos, guaches, aquarelas e objetos pessoais do cearense, reunidos pelos familiares do ateliê de Bandeira, em Paris, após a morte do pintor. Bandeira não resistiu a uma parada cardíaca enquanto era submetido a uma cirurgia de garganta, na capital francesa. Ele contava apenas 45 anos e uma carreira ainda promissora.

Reconhecimento e morte prematura
Nascido em Fortaleza, em 1922, Antônio Bandeira é um dos ícones do Tachismo, uma das vertentes do Abstracionismo, que prega a desconstrução da obra, do real através do irreal – muito ligada à escola francesa de artes plásticas. Iniciou a carreira na cidade natal, ainda na década de 1940, tendo exposto no 1º Salão de Abril, em 1942. Morou no Rio de Janeiro e, por três ocasiões, em Paris, entre 1946 e 1967. Frequentou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) e a Académie de la Grande Chaumière, no entanto, não concluiu os estudos por não querer se apegar a uma arte acadêmica. Expôs 19 mostras individuais, em mais de 50 coletivas e inúmeras póstumas.

Mesmo com o reconhecimento internacional, o sobrinho Francisco Bandeira destaca a simplicidade do artista. “Meus pais relatam que ele era muito ligado à família. Apesar de ser amigo de Carlos Drummond de Andrade, de Manuel Bandeira, de viver entre intelectuais, quando estava em Fortaleza ele era visto ajudando a tirar as jangadas do mar e tomando cachaça com caju junto com os pescadores”.

Pesquisador responsável por coletar o material em exposição, Carlos Feldman aponta que Antônio “trouxe o mundo” para as artes plásticas cearenses. “Ele usa o sol para dizer da onde ele vem. Mas a linguagem não está presa, não esta presa a uma ferramenta do Ceará, brasileira; é universal. O Bandeira traz o mundo para o Ceará”.

Curiosidades
– Antônio Bandeira foi um dos fundadores do Museu de Artes da UFC.

– O Governo do Ceará é o maior detentor da obra de Antônio Bandeira, com cerca de 1.200 peças do autor.

– O Instituto Antônio Bandeira possui o intuito de construir um museu para abrigar o acervo do pintor cearense.

– O documentário “O Fazedor de Crepúsculo”, de João Maria Siqueira, traz imagens raras de Bandeira, em 1960. Há projeto para que a produção vire um filme.

– A última exibição na Galeria do Palácio da Abolição foi a “8ª Exposição de Obras de Arte”, do projeto Amigos em Ação, em novembro do ano passado.

Serviço
Exposição “Do Crepúsculo ao Noturno”

Lançamento:

Data: 6/10/2017
Horário: 19 horas
Local: Galeria do Palácio da Abolição (Rua Silva Paulet, 400)

Visitação:

Data: 6/10/2017 a 6/11/2017
Horário: 8h às 17h, de segunda a sexta-feira
Local: Galeria do Palácio da Abolição (Rua Silva Paulet, 400)
* Visitação gratuita.

Lançamentos · Programação

Projeto “Fenômenos – As vozes de uma geração” chega a Fortaleza

Já estão abertas as vendas para a segunda apresentação do projeto “Fenômenos – As vozes de uma geração” em Fortaleza (CE). O evento, que foi um sucesso absoluto em sua primeira edição realizada na capital em junho, acontecerá no dia 14 de novembro (terça-feira, véspera de feriado) no Espaço Jangada do Shopping Iguatemi.

A edição traz em seu line up grandes nomes do cenário do Forró com mais de 25 anos de carreira, como: Kátia Cilene (Ex-vocalista da banda Mastruz com Leite e Forró do Bom), Batista Lima (Ex- vocalista da banda Limão com Mel), Walkyria Santos (Ex vocalista das bandas “Magníficos” e “Solteirões do Forró”) e Eliane do forró.

O projeto “Fenômenos – As vozes de uma geração” traz a frente uma das vozes mais marcantes do forró, a cantora Kátia Cilene. “Este é um projeto que chegou com tudo e está se consolidando a cada nova edição, tanto que hoje ele já se assemelha ao formato dos maiores festivais existentes no País!”, comenta Leonardo Sinfrônio, idealizador do evento.

De acordo com ele, a ideia inicial era criar um movimento de artistas consagrados que passaram por bandas e solos, reunindo num único evento grandes nomes que têm história no mercado e que evoluíram com essa história. “O bacana é que este evento resgata os fãs destes grandes artistas e mostra para as novas gerações o sucesso que eles têm feito ao longo da carreira. Queremos com isso demonstrar a importância destes verdadeiros fenômenos para história e para a cultura do nosso forró, pois eles são grandes representantes do gênero, da música Nordestina e da música brasileira”, finaliza.

Serviço:

Festival “Fenômenos – As vozes de uma geração”

Data: 14 de novembro (terça-feira)

Local: Espaço Jangada do Shopping Iguatemi

Shows de: Kátia Cilene, Batista Lima, Walkyria Santos e Eliane.

Lançamentos · Literatura

Discurso de J.K. Rowling em Harvard vira livro

Vidas muito boas chega às livrarias brasileiras neste sábado

Chega às livrarias de todo o Brasil a partir deste sábado, 7 de outubro, Vidas muito Boas – As vantagens do fracasso e a importância da imaginação, o inspirador discurso de paraninfa da autora da série Harry Potter na Universidade de Harvard, em 2008. Agora publicado pela primeira vez em língua portuguesa, Vidas muito boas leva as palavras de sabedoria de J.K. Rowling a todos que estão em um momento de virada na vida, com perguntas provocadoras: Como podemos aproveitar o fracasso? Como podemos usar nossa imaginação para melhorar a nós e os outros?

No livro, baseado em experiências da própria J.K. Rowling em seus anos como estudante universitária, a autora mundialmente famosa aborda algumas das mais importantes questões da vida com perspicácia, seriedade e força emocional. Um texto cheio de valor para os fãs da escritora e surpreendente para todos que buscam palavras inspiradoras. Em capa dura com sobrecapa, Vidas muito boas traz ainda delicadas ilustrações de Joel Holland.

Tradução: Ryta Vinagre
Formato: 13×19 cm
Páginas: 80
Preço: R$ 29,90