Annihilation deixa sensação de que teria algo a mais para mostrar

Eu sem entender por que alguns amigos estavam exaltando este filme como se fosse a grande surpresa de 2018. Já tinha visto algumas críticas positivas vindas lá de fora, e depois de vê-lo, durante viagem de férias, percebi que meus amigos, todos órfãos de Lost, estavam encontrando no novo trabalho de Alex Garland (Ex-Machina) um alento em uma história eletrizante, que mais confunde do que esclarece, e que deixa lacunas para uma continuação. E isso não é um defeito, muito pelo contrário. –

Annihilation, filme de ficção científica de horror lançado neste ano pela Netflix tem cara de clássico do gênero, e não é por menos. História e atuações empolgantes, além de um visual futurista digno das telonas, o que, por motivos comerciais, não aconteceu. Dica é ver o longa na maior TV da casa, e não fazer como fiz: em um smartphone no balançar das estradas esburacadas do meu Estado.

Sinopse

Uma bióloga (Natalie Portman) se junta a uma expedição secreta com outras três mulheres em uma região conhecida como Área X, um local isolado da civilização onde as leis da natureza não se aplicam. Lá, ela precisa lidar com uma misteriosa contaminação, um animal mortal e ainda procura por pistas de colegas que desaparecem, incluindo seu marido (Oscar Isaac).

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Perfeita para você não tão perfeito assim

Perfeita Pra Você começa bem, com boas pitadas de humor em meio ao drama que é o câncer na vida das pessoas, mas vai se perdendo, se perdendo, ficando cheia de clichê do tipo até terminar como mais um romancezinho mamão com açúcar. Tinha tudo para ser um filme memorável. Não deu. Tá na Netflix.

Sinopse:

Abbie (Gugu Mbatha-Raw) e Sam (Michiel Huisman) se conhecem desde os oito anos de idade e acreditam ser almas gêmeas, destinadas a ficar juntos para sempre. Mas, tudo muda quando um deles recebe a notícia de que tem câncer terminal

O Mecanismo não é esse balaio todo que bancaram

Já vi melhores. Já vi piores. Não é essa coca-cola toda e não merece o auê todo que se fez em torno dela. Não explica muito, e mesmo sendo lançada para todo o mundo, é série para brasileiro ver. Aliás, se o produto é sobre a maior operação da  Polícia Federal, ele pouco explica sobre a  Operação LavaJato e seu mecanismo.

Jamais entrarei na discussão sobre a polêmica que se fez, mas é uma série bem “ok”. Só acredito que foi lançada em um momento complicado: pré-eleitoral e com um clima de Fla x Flu sem fim. Alguns erros grotescos aqui e acolá que fizeram com que a Netflix perdesse ao menos 10 mil assinaturas, mas isso não é nada para ela. Só acendeu a luz amarela.

Attack On Titan: do mangá ao Anime e agora live action no Brasil

Três anos após lançado no Japão,  Attack On Titan – Live Action está chegando nos Cinemas Brasileiros!
Você não pode perder a adaptação de uma das maiores séries japonesas!
Pré – Venda Cinemark Brasil:
02 de Março #AnimeNight
Estreia Cinemark Brasil:
04 de Abril 2018 – 19h30

Pré-Venda Cinemas Kinoplex:
01 de Março
Estreia Kinoplex:
08 de Abril 2018 – 16h

Via @satocompany

Enredo

Os seres humanos se depararam com a repentina aparição dos Titãs no distrito de Shiganshina após mais de um século de paz. Eren Yeager e sua irmã adotiva, Mikasa Ackerman, e seu amigo de infância, Armin Arlert, testemunham o aparecimento de uma Titã de 60 metros, o Titã Colossal, e outro menor, o Titã Blindado, que abrem uma brecha na muralha Maria. Os Titãs, em seguida, invadem a cidade e fazem uma carnificina, incluindo a morte da mãe de Eren, que é devorada diante de seus olhos. Ele então decide se vingar e matar todos os Titãs, entrando para Divisão de Exploração.

Cinco anos mais tarde, os três graduados cadetes foram enviados para o distrito de Trost, uma das cidades da fronteira que se localiza na Muralha Rose, quando o Titã Colossal reaparece e faz novamente uma brecha na muralha; na batalha que se seguiu, Eren foi devorado por um dos Titãs na frente de Armin. Pouco tempo depois, um Titã aparece e ataca os outros Titãs, em vez de seres humanos; esse acaba se revelando o próprio Eren, que de alguma forma adquiriu a capacidade de se transformar em Titã. Embora seja considerado uma ameaça por alguns, ele ajuda os soldados a recuperar o distrito de Trost fechando a brecha da muralha. Depois de ser levado à justiça, ele é recrutado pela Divisão de Exploração com a supervisão da Divisão de Exploração de Operações Especiais, liderada pelo capitão Levi.

 

Hayao Miyazaki está de volta! E isso é muito bom

Em 2003, quando o filme “A Viagem de Chihiro” venceu o Oscar de Melhor Animação, Hayao Miyazaki se recusou a receber o prêmio como um protesto pela participação dos Estados Unidos na Guerra do Iraque;

– “A Viagem de Chihiro” foi o primeiro filme em língua não-inglesa a vencer na categoria de Melhor Animação;

– #HayaoMiyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Joe Hisaishi já receberam diversos convites para ocuparem cadeiras na Academia, mas sempre recusaram.

#Miyazaki prepara para Março sua Nova produção, #Kemushinoboro

Do @ghiblibrasil

The Post e o fazer jornalístico

#ThePost

Último filme visto entre os nove concorrentes à estatueta mais cobiçada da indústria do cinema. Um longa bem comportadinho com tudo no seu devido lugar. Uma história intrigante, que já faz parte do documento histórico dos Estados Unidos e todas as falcatruas de seus governos.

Um filme sobre a arte do fazer jornalismo, que se vez em quando a gente teima a esquecer. A vitória da liberdade de imprensa e a derrota dos maus políticos. Apesar de toda a importância histórica por trás do mais recente longa com a assinatura de Spielberg, a produção não chega a ser cativante para quem não é americano ou não se interessa pelo assunto jornalismo.

Muito centrado nas figuras interpretadas por Tom Hanks e Meryl Streep (que concorre a mais um Oscar), a sensação que dá é que algumas personagens poderiam ser melhor trabalhadas. Mas isso não tira o brilho da direção, das atuações e nem do roteiro. Já posso dizer que The Post entrará para a história do cinema americano, ao lado de Todos os Homens do Presidente e Spotlight. Ah, antes que eu esqueça, Truth, de 2015, também está nesta lista.

Brasil errou ao não indicar Aquarius; errou de novo ao não indicar Como Nossos Pais

#ComoNossosPais fala desse momento difícil da vida da gente chamado “crise da meia idade”. E se essa fase já é complicada, imagina você passar por ela recebendo duas informações trágicas que vão mudar totalmente o rumo que tu tava tomando para tua vida. Pois é justamente isso o que acontece com Rosa, interpretada magistralmente pela atriz explosão Maria Ribeiro.

Rosa é uma mulher que almeja a perfeição como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Filha de intelectuais e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente. É aí que o sinal amarelo registra o momento de tentar colocar tudo no lugar.

Laís Bodanzky segue a sina de outros nomes sa nova geração de cineastas brasileiros que contam a história do Brasil urbano e suas crises existenciais. Apostava no longa para tentar o #Oscar deste ano, mas nossos mestres preferiram#Bingo, que apesar de ser uma ótima produção, não faz o perfil da Academia. Vamos ver se nos próximos meses surge um filme digno para a disputa em 2019. Ah, Como Nossos Pais estreou no Canal Brasil.