Lançamentos

Livro do escritor Lira Neto vai virar série da Netflix

Lira Neto informou que os detalhes sobre produção, roteiro e direção ainda estão em negociação com a Netflix

A mais recente publicação do escritor e jornalista Lira Neto, Uma História do Samba, vai virar série produzida pela Netflix. De acordo com o cearense, os direitos autorias da publicação já foram negociados com a provedora de filmes e séries e, muito em breve, o seriado deve ser lançado.

Ele informou ao blog que os detalhes sobre roteiro, direção e produção ainda estão sendo acertados. Também não está fechado o formato do seriado, se através de ficção biográfica ou documentário. Lira destacou ainda que não se sabe se a produção vai aguardar o lançamento dos três volumes para poder produzir a série ou se o fará em consonância com os lançamentos literários.

O próximo volume da trilogia sobre o Samba, que trata da era de ouro do estilo, será lançado no próximo ano, provavelmente, no período que antecede o Carnaval. Já o terceiro volume, ainda sem título, fica para 2019.

No livro, o escritor cearense busca traçar o percurso completo do ritmo, um dos sinônimos da cultura brasileira. Em virtude da riqueza e da amplitude do material compilado, recheado de documentos inéditos e registros fotográficos, o projeto será desdobrado em três volumes. Neste primeiro, Lira leva o leitor das origens do samba até o desfile inicial das escolas de samba no Rio.

O samba carioca nasceu no início do século XX a partir da gradativa adaptação do samba rural do Recôncavo baiano ao ambiente urbano da então capital federal. Descendente das batidas afro-brasileiras, mas igualmente devedor da polca dançante, o gênero encontrou terreno fértil nos festejos do Carnaval de rua.

Nas décadas de 1920 e 1930, com o aprimoramento do mercado fonográfico e da radiodifusão, consolidou seu duradouro sucesso popular, simbolizado pelo surgimento das primeiras estrelas do gênero e pela fundação das escolas de samba.

Nota

Li o primeiro volume de um sopro só, em uma viagem recente que fiz à Argentina. Como o voo tinha escalas tanto na ida quanto na volta, aproveitei todo o tempo para me deliciar com essa narrativa impecável sobre a história do samba. Ao ler o livro ficava imaginando a possibilidade daquela história ser cinematografada, o que deve acontecer muito em breve, graças ao olhar atento da Netflix para ótimas produções. Estamos na torcida!

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Obra de jusfilósofo italiano Norberto Bobbio une política e direito

A Edipro, editora especializada em publicações jurídicas, lança A teoria das formas de governo – na história do pensamento político, do especialista em teorias sociopolíticas, o italiano Norberto Bobbio.

Considerado um dos maiores pensadores do direito contemporâneo, Bobbio tem uma prosa de fascínio próprio, pelo fato da vasta erudição e a clareza positiva buscada com consciência em seus discursos, e estas características transformaram o autor uma referência nos estudos na área.

Esta obra é originada de um curso universitário que o escritor ministrava em uma universidade de Turim. Leva a discussão acerca das teorias do governo a um nível mais complexo, pois traz textos clássicos, que se fundem e contrapõem, abrangendo a teoria política e a teoria jurídica.

Com uma visão sistemática, o autor demonstra os conceitos, apresentados ao longo dos séculos, das formas de governo e o impacto que cada modelo surtiu na definição da esfera relativamente autônoma da ação humana, a saber e a ação política.

A passagem de uma forma para outra parece de modo predeterminado, necessária e inderrogável. A obra discorre sobre a teoria geral sob o prisma das formas de governo. Deste modo, a política aparece em seu caráter específico, que é preciso tratar com cuidado para não se tornar expressão mecânica de relações que se dão fora de seu âmbito.

A teoria das formas de governo – na história do pensamento político é uma das obras mais importante de Norberto Bobbio, didática e discute o tema de forma enriquecedora abordando diversos pensadores clássicos, como Platão, Aristóteles, Políbio, Maquiavel, Bodin, Hobbes, Vico, Montesquieu, Hegel e Marx. Neste sentido é imprescindível que seja fonte de pesquisa para os estudiosos e interessados pelo assunto.

 

Sobre o autor: Mâitre-à-penser (mestre do pensamento) do século XX. Foi assim que o jornal francês Le Monde se referiu ao jusfilósofo Norberto Bobbio. Nasceu em Turim, em 18 de outubro de 1909. Formou-se em Filosofia e Direito, e foi jornalista e professor emérito das universidades de Turim, Paris, Buenos Aires, Madri e Bolonha. “Cada vez sabemos menos”, essa é uma das impactantes frases deste grande pensador que publicou mais de 20 obras e foi um apaixonado por teoria política e direitos individuais. Na Segunda Guerra Mundial, Bobbio fez parte do movimento de Resistência, ligando-se a grupos liberais e socialistas que combatiam a ditadura do fascismo. Foi um ponto de referência no debate intelectual e político de seu tempo, e continua a ser para aqueles que defendem a democracia. Em 1984 foi nomeado senador vitalício pelo presidente italiano Sandro Pertini, e faleceu em 2004, aos 95 anos.

Tradução: Luiz Sérgio Henriques – é tradutor e um dos editores das Obras de Antonio Gramsci, em português. Com Giuseppe Vacca e Alberto Aggio, organizou o volume Gramsci no seu tempo (Contraponto & Fundação Astrojildo Pereira, 2010). Na Fundação Astrojildo Pereira, dirige a coleção Brasil & Itália. Traduz autores de orientação marxista ou do campo humanista, como o próprio Norberto Bobbio, Primo Levi, Silvio Pons e Giuseppe Vacca. Colabora, entre outros veículos, na revista Política democrática e no Estado de S. Paulo. Desde 1998, edita o site Gramsci e o Brasil (www.gramsci.org).  

 

Ficha técnica:

Autor: Norberto Bobbio

Tradução: Luiz Sérgio Henriques

Páginas: 208

Tamanho: 14x21cm

ISBN: 978-85-7283-992-1

Preço: R$ 49,00

Lançamentos · Literatura

A distopia de uma guerra de 100 anos

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James L. Gelvin, em Israel x Palestina – 100 anos de guerra, relata a tensão constante, os argumentos ilógicos e o massivo desperdício de vidas que acontece na Terra Santa

Complexos, históricos e violentos, os conflitos que permeiam a chamada “Terra Santa” já atravessam mais de um século. E para trazer luz a essa história, a Edipro, editora dos clássicos, lança neste mês a premiada obra Israel x Palestina – 100 anos de guerra, de James L. Gelvin, professor especializado em história do Oriente Médio.

Neste livro, o autor narra a disputa que produz uma constante tensão entre israelenses e palestinos, divididos por diferentes visões políticas e religiosas, e que movimentam grandes lideranças e organizações mundiais.

O relato de Gelvin aborda a criação, a evolução, a interação e a definição mútua dessas duas comunidades-nação. Ele trata da lógica interna que levou a esse conflito e das condições históricas que delimitaram o seu curso. E explica porque a questão Israel x Palestina ganhou características únicas, e pode ser compreendida como uma das mais relevantes questões da era moderna.

Esta premiada narrativa entrelaça de maneira habilidosa rascunhos biográficos, relatos de testemunhos, poesia, ficção e documentos oficiais para posicionar os eventos da Palestina dentro do contexto da história global.

Um livro indicado para estudiosos e todos aqueles interessados na ampla relevância do conflito israelense-palestino, na sua condição no contexto global e nos rumos da sociedade mundial.

Esta obra possibilitará aos sistemas escolares o acesso a um estudo de caráter histórico, que poderá contribuir com uma visão isenta de preconceitos e de informações imprecisas.

A arte da capa foi elaborada pelo diretor de arte Paulo Damasceno, que fundiu o mapa da região do conflito, com um muro baleado e o título em tipografia de malha de aço, chegando a um dramático e realista resultado.

 

Sobre o autor: James L. Gelvin é um professor de história do Oriente Médio. Ele tem lecionado na prestigiada Universidade da Califórnia desde 1995 e tem escrito sobre a história moderna da região com ênfase em temas como o nacionalismo e cultura e sociedade. Formado pela Universidade Columbia em 1983, é Mestre pela Escola de Relações Internacionais da Universidade de Columbia e PhD pela Universidade de Harvard. Foi professor visitante na Universidade de Beirute.

 

Ficha técnica:

Editora: Edipro

Gênero: Política

Preço: R$ 69,00

ISBN: 978-85-67097-36-7

Edição: 1ª edição, 2016

Tamanho: 16x23cm

Número de páginas: 352

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Ostentação, suicídio e ambição: a história de um adolescente no maior distrito financeiro do mundo

Best-seller da Amazon, a obra Wall Street - A saga de um brasileiro em Nova York, de Raiam Santos, ganha versão reeditada, pela Astral Cultural, e faz sucesso entre os jovens que sonham em ser bem sucedidos
Best-seller da Amazon, a obra Wall Street – A saga de um brasileiro em Nova York, de Raiam Santos, ganha versão reeditada, pela Astral Cultural, e faz sucesso entre os jovens que sonham em ser bem sucedidos

 

A editora Astral Cultural lança o best-seller Wall Street – A saga de um brasileiro em Nova York, do jovem carioca Raiam Santos, graduado em Economia, Relações Internacionais e Letras, pela Universidade da Pensilvânia. O livro foi o vencedor do prêmio Amazon 2016.

Raiam, também autor da obra Hakeando tudo: 90 hábitos para mudar uma geração, que permaneceu por 42 vezes consecutivas na lista dos best-sellers da Amazon, passou a adolescência fazendo faculdade na Pensilvânia, Estados Unidos, por meio de bolsa integral.

Raiam Santos trabalhou duro para conseguir realizar os sonhos antes dos 21 anos. Naquela época, tinha certeza que para ser feliz o que importava era ser ambicioso, ter dinheiro e fazer networking. #sóquenão

A intensa dedicação aos estudos e a vontade de sempre ser o primeiro acabavam em exaustão para todos os alunos. Viu colegas cometerem suicídio, como o capitão do time de futebol que jogava, e até mesmo pensou na mesma hipótese, mas graças aos pais que se fizeram presentes, mesmo de longe, não cometeu o ato.

Conseguiu manter este sonho tornando-se um aluno exemplar e um dos principais atletas do time de futebol americano da faculdade. Conheceu o mundo, realizou viagens incríveis, e, ao terminar a faculdade, foi contratado por um dos gigantes do mercado financeiro, o Wall Street. Como se isso não bastasse, ele ganhava bem e morava em Manhattan.

No livro, o autor conta de forma despojada – sem meias palavras – como qualquer jovem pode atingir estes mesmos objetivos, porém demonstra um lado que poucos conhecem: a vida ficou cada vez mais triste, vazia e sem sentido. A relação com o trabalho e com a vida pessoal começou a se transformar em desilusões, principalmente quando percebeu que tanta dedicação não tinha mais relevância.

 

“Depois de todo meu dilema de autoestima, eu estava ganhando muito dinheiro para me sentir mais insignificante ainda (…) Queria mudar de vida… Mas estava muito acostumado ganhando em dólares, morando na Times Square e saindo com modeletes gringas (…)”

 

Sem se tornar vítima da própria situação e com a cabeça sempre erguida, Raiam reflete sobre tudo o que aprendeu nessa jornada e divide com o leitor os maiores aprendizados.

Sobre o autor: Raiam Santos é escritor de obras de não-ficção voltadas ao público jovem. Seu primeiro livro Hackeando Tudo: 90 Hábitos Para Mudar o Rumo de uma Geração foi um dos livros digitais mais vendidos do Brasil no ano de 2015, figurando na lista dos best-sellers do Amazon por 42 semanas consecutivas. Brasileiro de nascença, Raiam passou a adolescência nos Estados Unidos e formou-se em Economia, Relações Internacionais e Letras na University of Pennsylvania, onde também se destacou como jogador de futebol americano. Além de escrever livros, Raiam também toca a empresa de tecnologia Mestrix Quiz e ministra palestras Brasil afora. Entre outros livros de Raiam, estão Hackeando TudoOusadiaMissão Paulo Coelho e Classe Econômica. Quer saber mais? Visite o blog MundoRaiam.com

 

Ficha Técnica:

Categoria: Biografia/Negócios

ISBN: 978-85-8246-468-7

Preço sugerido: 29,90

Formato: 16X23 cm

Páginas: 192

Edição: 1°

Lançamentos · Literatura

Uma história do Samba abre temporada de publicações da Companhia das Letras

A Companhia das Letra, depois de muito se esperar, lança agora em fevereiro, o primeiro volume da saga de Lira Neto em busca de desvendar Uma História do Samba: as origens. Depois da aclamada trilogia biográfica de Getúlio Vargas, o escritor cearense se lançou ao desafio de contar a história do samba urbano.

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Em sua nova empreitada (de fôlego!), o escritor pretende retraçar, com sua verve narrativa singular, o percurso completo desse ritmo sincopado que é um dos sinônimos da brasilidade. Em virtude da riqueza e da amplitude do material compilado, recheado de documentos inéditos e registros fotográficos, o projeto será desdobrado em três volumes — neste primeiro, Lira leva o leitor das origens do samba até o desfile inicial das escolas de samba no Rio.

A Companhia preparou, também, outras publicações que prometem movimentar o mercado editorial neste começo de ano:

Título: Senhor D.

Autor: Alan Lightman

Gênero: Ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Após uma longa existência no Vazio, o onipotente Senhor D. resolve experimentar e criar o tempo, o espaço e a matéria. Aos poucos, surgem também os astros celestes, as primeiras formas de vida e os seres pensantes. E com eles, os dilemas inesperados até mesmo para o Criador — que parecia ter tudo sob controle. Como lidar com os anseios e incertezas dessas criaturas? Qual o sentido de sua existência? Até que ponto Ele consegue — e deve — intervir nesse novo mundo? Em Senhor D., Alan Lightman constrói um romance original sobre o surgimento do universo, narrado justamente pelo responsável por criá-lo. Uma fábula que discute com delicadeza questões de ciência, filosofia, religião e de nossa existência.

 

Título: É agora como nunca – Antologia incompleta da poesia contemporânea brasileira

Autor: Adriana Calcanhoto

Gênero: Ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Ao assinar célebres parcerias com nomes como Waly Salomão, Augusto de Campos e Antonio Cicero, Adriana Calcanhotto consolidou sua carreira musical com os dois pés fincados na poesia. Leitora assídua da lavra contemporânea, ela selecionou 42 poetas nascidos no Brasil entre 1973 e 1990 para criar uma antologia “pessoal, intransferível, autoral, ou o contrário”. Numa viagem de verão, em vez de levar na mala 42 livros, a organizadora apresenta uma amostra dos poetas novos e novíssimos em um único volume. É o “meu livro de férias”, ela explica. Com humor e melancolia, os versos, reunidos, formam um panorama vibrante e múltiplo da poesia atual — espalhada em saraus, blogs e, por que não, livros.

 

Título: Clarice, uma biografia

Autor: Benjamin Moser

Gênero: Não ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Este livro, lançado originalmente em 2009, deu aos brasileiros uma nova imagem de Clarice Lispector e consagrou sua obra no exterior.  Se hoje Clarice é uma figura mítica das letras brasileiras — bela, misteriosa e brilhante —, sua vida foi recheada de percalços que a tornam mais complexa do que mostra a imagem oficial. Ao empreender uma síntese inédita entre vida e obra de uma autora clássica, Benjamin Moser deu uma contribuição de extrema importância para a cultura brasileira. A edição da Companhia das Letras traz posfácio inédito de Michael Wood.

 

Título: Mensur

Autor: Rafael Coutinho

Gênero: Ficção

Selo: Quadrinhos na Companhia das Letras

 

Um dos artistas mais talentosos do quadrinho brasileiro, Rafael Coutinho volta à forma longa neste que é seu mais ambicioso trabalho desde Cachalote, romance gráfico criado em parceria com o romancista Daniel Galera. Em Mensur, Coutinho conta a história do Gringo, um andarilho que percorre cidades brasileiras em busca de bicos e trabalhos manuais. Todavia, o Gringo é também um dos últimos praticantes do mensur, uma luta de espadas surgida na Alemanha do século XV entre estudantes universitários.

Enquanto lida com seus próprios fantasmas e obsessões, um caso amoroso pode colocá-lo em rota de conflito com seu passado e com segredos que jamais deveriam vir à tona.

 

Título: O túmulo de Lênin – Os últimos dias do Império soviético

Autor: David Remnick

Gênero: Não ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Publicado originalmente em 1993, este livro tornou-se um clássico do jornalismo contemporâneo. Atual diretor da revista New Yorker, conhecida pela qualidade inigualável de suas reportagens, David Remnick foi correspondente do Washington Post na Rússia entre 1985 e 1991. Durante aqueles anos, assistiu à desintegração do império soviético e a sua transformação numa democracia turbulenta. As centenas de reportagens que produziu à época são a matéria-prima deste relato vencedor do Prêmio Pulitzer, o mais prestigioso do jornalismo mundial. Como num grande romance russo, todos têm o que dizer. Contradizendo uns aos outros, eles compõem um retrato exuberante de um povo ciente de que a história estava se movendo sob seus pés.

 

Título: A árvore de Gernika – Um estudo de campo da guerra moderna

Autor: G. L. Steer

Gênero: Não ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Em julho de 1936, o general Francisco Franco liderou uma revolta conservadora contra o governo de esquerda da República da Espanha. O levante durou até abril de 1939 e esteve na origem da guerra Civil Espanhola, um dos mais sangrentos conflitos civis do século XX. Publicado em forma de livro em 1938, A árvore de Gernika é um relato dessa guerra. Combatendo ao lado dos Bascos, o jornalista G. L. Steer acompanhou no front os lances decisivos da batalha vencida pelo general Francisco Franco. Seu texto sobre a destruição da cidade de Guernica, publicado na imprensa na época e presente neste livro, inspirou o artista Pablo Picasso a pintar a obra-prima homônima e despertou o mundo para as atrocidades do conflito.

 

Título: O espírito da ficção científica

Autor: Roberto Bolaño

Gênero: Ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Ambientado na Cidade do México nos anos 1970, O espírito da ficção-científica conta a história de Remo Morán e Jan Schrella, dois jovens escritores obcecados por poesia e ficção científica. Enquanto o primeiro tenta incansavelmente encontrar seu espaço na literatura, o segundo passa os dias enviando cartas delirantes a seus atores favoritos de ficção científica. Escrito nos anos 1980 e descoberto agora, esse romance traz todos os elementos que fariam de Bolaño um dos autores mais célebres e importantes da literatura latino-americana. Seus fãs encontrão aqui não apenas a prosa tão facilmente reconhecível — e tão absolutamente inesperada — quanto seus temas mais caros, como a literatura, o amor, a juventude, a amizade, o humor e a rebeldia.

Lançamentos · Literatura

Claudia Giudice lança A Vida Sem Crachá

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Jornalista escancara a dor da demissão e o processo de dar a volta por cima com um Plano B

Claudia Giudice trabalhou por 23 anos na maior editora de revistas do país. Por quase uma década, a jornalista foi executiva e responsável por quatro dezenas de títulos. Era uma máquina de fabricar projetos inovadores e cumprir metas – com distinção e louvor – de uma frequência espartana.

Em agosto de 2014, seu castelo ruiu quando seu nome entrou no maior corte de chefia jamais feito pela empresa. Para lidar com a dor da perda, a jornalista criou um blog e começou a fazer “terapia em praça pública”. Com coragem e despudor, publicou diuturnamente sobre suas tristezas, descobertas, trapalhadas e, principalmente, sobre sua determinação em dar a volta por cima.

A expiação da dor, felizmente, teve fim. Os textos passaram a tratar de superação, projetos, planejamento e aprendizados ricos em dicas para pessoas criarem – abraçarem e fazerem dar frutos – planos B. Claudia tinha uma vantagem: já estava com seu plano B funcionando. Ela é sócia fundadora de uma linda e iluminada pousada em Arembepe, litoral Norte da Bahia.

No início deste verão, a ideia do livro cristalizou. Em menos de um ano, Claudia trabalhou incansavelmente seu texto original e bem estruturado na elaboração da obra. Aceitou conselhos, mudou enfoques e fez uma obra única e consistente. “O livro foi escrito com o fígado, editado com o coração e revisado com o olhar de quem espera compartilhar experiência com centenas de milhares de pessoas que estão passando pelo processo de perder o crachá e partir para um plano B”, diz a autora.

Escrito com linguagem jornalística, como se fosse uma conversa de café ou botequim, A Vida Sem Crachá traz histórias de gente empreendedora, conselhos de especialistas, ideias para quem quer empreender e a experiência pessoal e intransferível da jornalista que descobriu o que é um “viral orgânico” ao publicar um texto no qual descrevia a perda do crachá: “senti como se tivessem arrancando a minha pele”. “Percebi que tinha tocado em uma profunda ferida ao receber mais mais mil mensagens de pessoas que também tinha sido demitidas e que compartilhavam comigo os mesmos sentimentos”, conta Claudia.

 

Sobre a autora:

Claudia Giudice, 49 anos, paulistana, sempre soube que queria ser jornalista e dona de pousada. Formou-se na década de 1980 na PUC-SP. É mestre em jornalismo comparado pela USP. Em 30 anos de carreira, fez de tudo um muito. Foi repórter sindical, editora da revista de consórcio, redatora de títulos segmentados, editora de semanal de informação, de semanal de celebridades e de semanal popular. Lançou revistas que já fizeram muito sucesso e deixaram de fazer. Viajou meio mundo a trabalho e conheceu Londres porque foi escalada para cobrir a morte da princesa Diana. Virou publisher e depois diretora superintendente, porque também gosta de números. Desde setembro de 2014, trabalha, de quinta a segunda, na Pousada A Capela, em Arembepe, na Bahia. De segunda a quinta, mora em São Paulo, onde foi contratada por ela mesma para escrever.

 

Ficha Técnica:

Título: A vida sem crachá

Autor: Cláudia Giudice

Formato: 15,5 x 23 cm

ISBN: 9788522031740

Páginas: 208

Preço: R$ 24,90

Editora: Agir

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Alessandra Roscoe explica a situação atual vivida pela literatura infantil brasileira

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A produção literária infantil, assim como o seu consumo, tem crescido no Brasil, na mesma proporção em que o mercado editorial brasileiro como um todo, e novos escritores voltados para esse público estão surgindo e fazendo uma verdadeira revolução no modo de contar histórias para as crianças. Alessandra Roscoe é uma dessas escritoras da nova geração, que tem buscado fazer a diferença, se distanciando do que ela denomina de “onda do politicamente correto”, e encontrando novas formas de inserir este público no interesse pela leitura.

Jornalista por formação, ela trabalhou até 2007 conciliando a escrita com o dia a dia no jornalismo, mas desde então, tem se dedicado exclusivamente à literatura. Ela explica que o caminho é árduo, e que para manter-se na profissão é preciso participar de editais que permitam ao artista realizar seus projetos. “É trabalhoso, burocrático, mas há possibilidades. Eu não sobrevivo de Direitos Autorais, recebo também pelas palestras, oficinas, participações em eventos literários e pelos projetos que administro e com os quais concorro em editais públicos”, disse.

A escritora destaca ainda que não dá para asasumir uma postura acomodada. “Eu não quis mais deixar a escrita como uma atividade complementar, decidi me dedicar integralmente, trabalho um bocado, mas não me arrependo nem um pouco do caminho que escolhi”.

“Mineira de Brasília”, Alessandra Roscoe nasceu em Uberaba – MG e foi para o Cerrado com três anos de idade. Em Brasília, estudou, se formou, conheceu o marido (o namorado da adolescência que está a seu lado até hoje) e teve seus três filhos. Trabalhou por mais de 20 anos como repórter, passando por emissoras de rádio, jornais, revistas e TV. Ela trocou as histórias de verdade de gente de verdade, pelos mundos inventados por conta dos filhos. Foi a maternidade e um pedido da filha mais velha, numa noite insone que a puxou de vez para a escrita literária profissional.

“Devo isso à ela!Hoje são 25 livros e uma paixão que não cabe só em mim! Depois de ler muito e escrever, veio também a vontade de dividir as maravilhas todas que a literatura já tinha me dado”. Desta feita criou oficinas para grávidas: Aletramento Fraterno; para bebês: Experimente a palavra e Caixinha de guardar o tempo: para idosos e pacientes de Alzheimer.

Em 2009 criou o UNI DUNI LER, um clube de bebês leitores e em 2012, o UNI DUNI LER todas as letras (http://unidunilertodasasletras.wordpress.com), um Festival Itinerante de Leitura que percorre creches e asilos públicos no Distrito Federal. Ela ainda tem um blog pessoal para ficar mais perto dos leitores – http://contoscantoseencantos.blogspot.com Além dos livros,  Roscoe tem alguns livros com cds de músicas autorais e realiza shows de histórias e cantigas, tendo, inclusive, o primeiro livro adaptado para um curta de animação no cinema. A menina que pescava estrelas.

Eu tive a honra de bater um papo contagiante com a escritora, e você pode conferir na íntegra a seguir:

– O mercado de literatura infantil no Brasil cresceu muito ao longo dos anos, assim como a literatura em geral. Como os escritores podem contribuir para que a literatura infantil siga crescendo e com qualidade?

Primeiramente, acho que não se rendendo à esta onda do politicamente correto e pedagógico na literatura! Eu acredito na leitura por prazer, como escolha e é este o foco de todo o meu trabalho. Não vejo nenhum problema quando a pedagogia se apropria da literatura, mas o inverso é muito prejudicial e principalmente na literatura infantil e para os jovens.

Aquela história de que livro infanto-juvenil precisa ter moral, ensinamento, não pode tratar deste ou daquele assunto é balela. Acho que os escritores e os editores precisam acreditar no poder do literário de verdade. Nas possibilidades todas que um bom livro abre para que o leitor possa se descobrir também no olhar do outro, nas vivências reais e ficcionais que uma história bem escrita permite.

A escola tem sim um papel muito importante na formação dos leitores, mas precisa entender que um leitor bem formado é o que procura o livro para nada e que neste nada encontra o seu tudo. Sou avessa às tais fichas literárias e atividades complementares que se apoderam de livros para ensinar conceitos e atitudes, ou pior, que encomendam “livros” ( que podem até ser livros, mas deixam de ser literários) para “trabalhar” temas e ensinamentos.

– Dá para se falar em literatura de qualidade e literatura sem qualidade?

Claro que dá! O mercado de literatura, principalmente o infantil, cresceu e cresce muito no Brasil. Acho que temos hoje muitos livros de qualidade indiscutível, com bons textos, ilustrações bem cuidadas e projetos gráficos caprichados. Mas há também muito lixo disfarçado de literatura e isso é preciso que se diga. Tem muita gente que acha que escrever para criança é encher páginas de diminutivos, ilustrar como se estivesse desenhando para cartilhas dos anos 70 e imprimir no papel mais barato para ganhar dinheiro.

– Como o mundo tem visto a literatura infantil brasileira lá fora?

Acho que de uns tempos para cá, a literatura infantil brasileira vem sendo vista de outra forma lá fora. Muitas editoras fazem questão de participar de eventos como a Feira de Bolonha na Itália, a de Frankfurt, na Alemanha e dada a qualidade do que vem sendo produzido aqui, algumas editoras deixaram de ir a estes eventos apenas para comprar direitos autorais de livros de fora para vender dos Brasileiros.

Ano passado o ilustrador Roger Mello foi agraciado com o Hans Christian de Ilustração, um prêmio considerado da maior importância. Este ano temos outras duas brasileiras indicadas ao Prêmio, a escritora Marina Colassanti e a ilustradora Ciça Fitipaldi. Acho que ainda temos um longo caminho, para conseguirmos fazer livros bonitos com um custo que os coloque lá fora, mas que também consiga fazer com que tenham mercado aqui dentro, mas estamos caminhando neste sentido.

-Nossa produção se iguala ao que é feito em outros países?

Acho que precisamos melhorar, na maioria dos casos, a qualidade gráfica mesmo, livros com papel melhor, capa dura, projetos bem cuidados. Eles existem, mas ainda são minoria no catálogo das editoras.

– Há incentivo neste campo da literatura?

Os editores e as gráficas alegam que é muito caro produzir livros com alto padrão, recortes, capa dura, pop-up. As editoras que fazem, mandam fazer fora do país para garantir redução dos custos e muitas vezes por conta disso, não podem entrar na concorrência para vender para o governo. Aliás, o Brasil é um dos países em que o governo mais compra livros e, de certa forma, as editoras começaram a ficar dependentes demais deste grande cliente. Isso acabou criando uma distorção grave, pois os preços precisam ser competitivos e em alguns casos a qualidade é deixada em segundo plano.

– Os eventos dedicados especificamente à literatura  infantil são suficientes para uma boa difusão deste tipo de texto?

Hoje há um “boom”de festas e eventos literários. Alguns realmente levam os livros, os autores e leitores a um encontro bacana. Há hoje em grandes e pequenas cidades, em escolas e bibliotecas uma profusão de Feiras. Muitas são apenas comerciais, mas são inúmeras as que realmente provocam a coceira sem volta da paixão literária. Acho que são sempre positivos os eventos que não visam apenas vender livros a qualquer custo.

– O que seus leitores podem esperar para os próximos meses?

Comecei a colocar no papel um romance adulto que mora em mim há mais de dez anos e que fala de amizade.É um romance epistolar que celebra também o velho hábito das cartas. Além do trabalho direto nos livros, há os que surgem a partir deles, como a participação em Feiras e Festas Literárias pelo Brasil. Realizo também as oficinas permanentes com foco em leitura para grávidas e bebês e o trabalho de leitura e memória com os idosos.