Caiu na rede · Música

“Meu Mundo Caiu”, a trilha sonora de um Brasil ainda em (des)construção

Diante as incertezas sobre os rumos que o País levará nos próximos dias, semanas, meses e anos, resolvi criar uma playlist no Spotify que conte um pouco dessa história de cinco séculos ainda contada de um jeito torto e sem muitas perspectivas no horizonte. Escolhi 50 músicas, de grandes hinos de décadas atrás até canções produzidas ainda ontem. Espero que gostem, que curtam, que compartilham e que comente. Segue:

Música · Programação

Mile Davis e Dave Brubeck são homenageados no Dragão

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Um novo projeto musical, reunindo virtuosos instrumentistas cearenses recriando no palco obras-primas da história do jazz. É o “Ceará Jazz Series”, projeto que leva ao Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura shows com a íntegra do repertório de álbuns clássicos do jazz, reinterpretados por alguns dos mais consagrados e aplaudidos nomes da cena musical cearense. Com apoio da produtora Quitanda das Artes, do Centro Dragão do Mar e da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), o Ceará Jazz Series estreia com dois shows neste mês de agosto, em duas sextas-feiras, sempre às 20h: dia 14 o público vai conferir a recriação do disco “Kind of Blue”, de Miles Davis, trompetista responsável por várias revoluções na história do jazz; dia 21 será a vez de apreciar a íntegra do repertório de “Time Out”, de Dave Brubeck, álbum referencial pelas experimentações rítmicas em compassos compostos.

Em cada show será apresentado o repertório completo de cada disco, recriando os álbuns originalmente lançados em 1959. As apresentações contam com uma escalação de craques do primeiríssimo time da cena instrumental cearense, referência nacional pela excelência em vários naipes, das cordas aos metais, do piano à bateria, dos compositores aos arranjadores. Os shows, que acontecem nos dias 14 e 21, no Teatro do Centro Dragão do Mar, serão precedidos de um bate-papo, às 18h, no próprio teatro, com entrada franca, em que os músicos falarão sobre como foi o trabalho de preparação da apresentação, sobre as características do disco homenageado, o desenvolvimento dos arranjos para o show, além de responder a perguntas do público. Uma atividade que reforça a característica de formação, mais um diferencial do projeto “Ceará Jazz Series”, e reforça o convite para o espetáculo que começa às 20h.

Na sexta-feira, 14/8, o show “Kind of Blue” contará com o trompetista Hugo D´Leon, os saxofonistas Márcio Resende e Ferreira Júnior, o pianista Thiago Almeida, o contrabaixista Luciano Franco e o baterista Denilson Lopes, reproduzindo a mesma formação de sexteto presente no disco, que ficou marcado pelos temas modais e que destacou “So what” e “Blue in green” como algumas das composições mais revisitadas no repertório jazzístico em todos os tempos.

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Arregimentados especialmente para o show, Hugo D´Leon, Márcio Resende, Ferreira Júnior, Thiago Almeida, Luciano Franco e Denilson Lopes, sempre entre os nomes mais requisitados para estúdios e palcos de Fortaleza e todos autores de trabalhos próprios de composição, arranjo e performance, aceitaram o desafio de revisitar a sonoridade de “Kind of Blue”, reinterpretando-a e transpondo-a para o show. Conforme define o contrabaixista Luciano Franco, trata-se de uma releitura, partindo do repertório, dos conceitos, timbres e sutilezas presentes no disco original para propor uma nova interpretação.

Na sexta-feira seguinte, 21/8, também às 20h, será apresentado o show “Time Out – Tributo a Dave Brubeck”, com a íntegra do repertório do clássico disco em que o quarteto liderado pelo legendário pianista norte-americano fez história ao explorar de modo ousado e inovador ritmos diferenciados e compassos “quebrados”, naquele que viria a ser um dos trabalhos referenciais para toda a trajetória do jazz. Também haverá o bate-papo às 18h, com entrada franca.

No show, o pianista será homenageado pelos experientes e virtuosos Márcio Resende (saxofone), Tito Freitas (piano) e David Krebs (bateria), além dos jovens – e extremamente talentosos – Hermano Faltz (guitarra) e Iury Batista (contrabaixo). O show percorrerá temas do clássico disco lançado pelo quarteto de Dave Brubeck em 1959, que se tornou um álbum referencial para a história do jazz, tanto por seu caráter progressivo e de vanguarda – explorando tempos quebrados, compassos compostos, uma variedade de ritmos desafiadores, levando ao extremo a habilidade dos músicos – quanto pela sua ampla aceitação pela crítica e pelo público, que consagrou a faixa “Take five”, do saxofonista Paul Desmond, como um enorme êxito comercial. Um “hit” radiofônico nascido do jazz.

Aclamado saxofonista e flautista, Márcio Resende, de formação jazzística no New England Conservatory e no Berklee College of Music, nos EUA, convida o público para vivenciar a energia, a inteligência e a sensibilidade da música de Brubeck. “O show é uma homenagem à musicalidade do quarteto do Dave Brubeck nesse disco. É um grande desafio reproduzir no palco a música do ‘Time Out’. Será um show muito especial para nós e também para o público”, afirma o saxofonista, celebrando a oportunidade de reapresentar o show, desta vez para o público de Fortaleza.

O público poderá conferir toda a beleza e a emblemática combinação de melodia e ritmo, simplicidade e complexidade de temas como “Blue rondo a la turk”, “Kathy´s waltz” e “Strange meadow lark”, além do clássico “Take five”. Uma oportunidade ímpar de apreciar ao vivo a genialidade que Brubeck e quarteto concretizaram no álbum “Time Out”, através de alguns dos melhores instrumentistas atuantes no Ceará.

SERVIÇO:

Projeto “Ceará Jazz Series”. Apoio: Quitanda das Artes, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.

– Show “Kind of Blue – Tributo a Miles Davis”. Sexta-feira, 14/8. Bate-papo às 18h. Show às 20h, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Com Hugo D´Leon (trompete), Márcio Resende (saxofone tenor), Ferreira Júnior (saxofone alto), Thiago Almeida (teclado), Luciano Franco (contrabaixo) e Denilson Lopes (bateria). Ingressos: R$ 15,00 (meia R$ 7,50).

– Show “Time Out – Tributo a Dave Brubeck”.  Sexta-feira, 21/8. Bate-papo às 18h. Show às 20h, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Com Márcio Resende (saxofone), Tito Freitas (teclado), Iury Batista (baixo), Hermano Faltz (guitarra) e David Krebs (bateria). Ingressos: R$ 15,00 (meia R$ 7,50).

Caiu na rede · Música

Quem foi o maior frontman da história do rock? Veja a lista e descubra

Quem foi o maior frontman de todos os tempos? Vez por outra sai uma lista com esse questionamento, e quase sempre os mesmos nomes estão lá no topo. E isso já tem um bom tempo que é assim. A Giwise, uma revista online de música do Reino Unido, resolveu  fazer a sua listinha, e eis que as mesmas figurinhas carimbadas aprecem entre os primeiros, mas outros nomes que surgiram nos últimos anos, como o líder do Muse Matt Bellamy, e Julian Casablancas, do The Strokes, despontam como as novidades, e quem sabe, em uma avaliação futura possam figurar entre os maiorais. Isso  o tempo e o trabalho deles quem vai dizer.

A lista da Gigwise elegeu os 100 maiores frontmen de todos os tempos, e eu, até mesmo para não cansar vocês, republico os 50 mais. Ser o cara que vai animar o público, dar a cara a tapa não é nada fácil, até porque ele é o primeiro nome que os críticos de plantão vão apontar na hora do erro. O frontman é aquele cara que canaliza as músicas no palco, um verdadeiro porta-voz junto aos fãs. É quem vai fazer com que a banda entre para a história da música. Eis aqui os 50 mais segundo a publicação britânica. Você concorda ou discorda? Quem devera estar entre os 50 mais em sua opinião?

Os 50  maiores frontmen de todos os tempos

50.Bruce Dickson, Iron Maiden

49.Brian Mlko, Placebo

48.Corey Taylor, Slipknot

47.Samuel T. Herring Future Islands

46.Samuel T. Hering

45.Ian Brown, Stone ORses

44.Bono, U2

43.Josh Homme, Queens Of the Stone Age

42.Mike Patton, Faith No More

41.Damon Albarn, Blur/Gorilaz

Damon Albarn, Blur_Gorilaz

40.Tyler The Creator, Odd Future

39.Pete Doherty, The Libertines

38.Joey Ramone, The Ramones

37.James Murphy, LCD SOundsystem

36.Alex Turner, Arctic Monkeys

35.Davve Grohl, Foo Fighters

34.Julian Casablancas, The Strokes

33.Bryan Ferry, Roxy Music

32.Robert Smith, The Cure

31.Nick cave, The Bad Seeds

Nick cave, The Bad Seeds

30.Henry Rolons, Black Flag

29.Axl Rose, Gnns n’ roses

28.Steven Tyler, Aerosmith

27.Ozzy Osbourne, Black Sabbath

26.Dave Gahan, Depeche Mode

25.John Lydon, Sex Pistols

24.Richard Ashcroft, The Verve

23.Brandon Flowers, The Killers

22.Tohm Yorke, Radiohead

21.Paul Weller, The Jam

Paul Weller, The Jam

20.Chuck D, Public Enemy

19.Zack de la Rocha, Rage Against the Machine

18.Jarvis Cocker, Pulp

17.Marc Bolan T. Rex

16.Roger Daltrey, The Who

15.Keith Flint, The Prodigy

14.David Byrne, The Talking Heads

13.Jack WHite, The White Stripes

12.Lou Reed,Velvet Underground

11.Morrissey, The Smiths

The Smiths

10.Matt Bellamy, Muse

9.Fela Kuti, Africa 70

8.Liam Gallagher, Oasis

7.Iggy Pop, The Stooges

6.Jim Morrison, The Doors

5.Mick Jagger, Rolling Stones

4.Kurt Cobain, Nirvana

3.Robert Plant, Led Zeppelin

2.Joe Summer, The Clash

1.Freddie Mercury, Queen

Freddie Mercury, QUEEN

Lançamentos · Música

Artur Menezes lança “Drive Me” em Fortaleza

O guitarrista se apresenta no Dragão do Mar nesta sexta-feira. FOTO: ANA LU GROSSO

Artur Menezes, o antigo “menino prodígio do blues” e agora o “homem virtuoso do blues”, já se consolidou na cena local como um dos principais artistas da nova safra da música cearense, e prepara para amanhã um show de lançamento de seu mais novo disco “Drive Me”, com uma pegada mais madura e diversificada. Tem uma coisa que encanta os fãs do artista de cara. Além de ser um excepcional guitarrista e vocalista, Menezes é uma simpatia só, e falou para o blog sobre o álbum que vai ser lançado em um showzaço no Dragão do Mar.

Para melhorar o contato com seus admiradores, Menezes deve aprimorar seu site oficial na internet, e sempre que pode está respondendo às pessoas nas redes sócias. Essa interação tem possibilitado uma aproximação maior com o artista, que vem há 12 anos tocando não somente em casas de shows do Ceará, mas de outros estados e até fora do País.

Morando há cinco anos em São Paulo, ele acredita que  cena cearense do blues, até por ser menor, é mais unida. A associação Casa do Blues, que ele ajudou a conceber, tem ajudado e muito a consolidar esse espaço no Estado. Diferente de outros artistas que demoram até anos para concluir um trabalho, Drive Me foi feito em poucos dias e traz um pouco de rock, country, funk, soul, dentre outros sons. Segue a entrevista.

 

O que as pessoas podem desse novo disco?

AM – Um disco mais maduro. Maturidade que veio com a idade mesmo e com a estrada. Estou com 30 anos, acho que essa denominação que me deram já está ultrapassada (menino prodígio do Blues). As composições mais trabalhadas, melhor execução no canto e na guitarra e um cuidado maior na produção e gravação.

Que influências estão aí contidas? Aliás, quem tem te influenciado desde o início da carreira?

AM – Minhas influências são muitas. Então quando componho meu blues ele sempre tem uma pitada de outros estilos que curto (rock, country, funk, soul etc). De influências não exatamente para esse disco, mas minhas mesmo posso citar Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix, Eric Gales, BB King, Albert King, James Brown, Luiz Gonzaga, Matt Schofield, Buddy Guy e muitos outros.

O mercado cearense entende e consome bem este tipo de som que você faz?

AM – Estou morando em São Paulo há cinco anos, então não estou acompanhando de perto a cena blues no Ceará. Mas sei que tem muita coisa boa acontecendo com as bandas da associação Casa do Blues. Em SP, por ser muito grande, a cena é um pouco menos unida. São muitas cidades e muitos artistas. Não dá pra reunir todo mundo. Mas circulo bastante na capital e em cidades do interior e em festivais.

Você conheceu o blues através do rock. Você tem acompanhado a cena roqueira do Ceará? Muita coisa nova, experimental e boa tem surgido. O que está faltando para que os produtores percebam isso e invistam nesse som?

AM – Não venho acompanhando, mas sei que tem uma galera massa. O que noto é que muitas bandas sempre esperam que as coisas aconteçam (não todas, obviamente). Talvez o que falte mesmo é o “santo de casa fazer milagre”. O público, a mídia e os produtores locais valorizarem mais os artistas locais.

 

Com o seu retorno aos estudos, no ano passado, o que mudou? O que foi aperfeiçoado?

AM – A técnica no canto e na guitarra melhoraram bastante. Estou sempre estudando, agora por conta própria – realmente não consigo durar por muito tempo em um ambiente acadêmico. (risos) Mas quanto mais sabemos, mais sabemos que nada sabemos.

Como você tem acompanhado as mudanças ocorridas na indústria fonográfica com o advento da Internet? É algo que mais fascina ou mais assusta?

AM- Ambos. Recentemente escrevi para uma revista especializada em guitarra justamente sobre esse assunto. Por um lado temos muitas facilidades que nos ajudam a economizar, mostrar a cara e ter o trabalho conhecido por mais pessoas. Por outro lado, essa facilidade faz com que tudo seja muito rápido, principalmente o consumo. Os trabalhos consistentes e de qualidade sempre conseguem sobreviver diante disso.

Aos fãs que vão assistir o seu show no Dragão, o que eles podem esperar?

AM – Opa! Nesta sexta-feira, 31/7, às 22h, convido todos para curtir o show de lançamento do meu novo disco, “Drive Me”. Vai ser um show com uma super banda e com grandes músicos. Vale a pena conferir! Um grande abraço e tudo de bom!

 

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Drive Me

Artur Menezes (2015)

Drive Me

I Have Screwed Up

Bitterness

Getting Cold

Novos Ares

More Than You Know

Nosso Shuffle

Too Soon

Cartão Postal

 

Lançamentos · Música · Programação

Gram faz show em Fortaleza; confira entrevista com membros da banda

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O Gram retorna com novo trabalho, Outro Seu

O Gram foi aquela banda meteórica, surgida no início dos anos 2000, e que prometia entrar para a história da Música Popular Brasileira (MPB) com um disco de estreia recheado de bons hits. Quem não lembra de “Você pode ir na janela” e o clipe do pobre gatinho traído? Aquilo era de partir o coração, e a banda funcionou bem até o segundo disco de estúdio, Seu Minuto, Meu Segundo, quando logo em seguida, a banda acabou.

Mas, para felicidade geral de seus fãs, o grupo retomou as atividades no ano passado, com novo vocalista e um disco de inéditas, Outro Seu e uma grande gravadora que apostou no retorno deles. Muitos, de início, torceram o nariz, criticaram a escolha do menino Ferraz, mas aos poucos, o público foi percebendo que ainda havia gás para continuar seguindo em frente, e apostaram nessa nova formação. E é esse Gram que estará no dia 21 de agosto realizando uma primeira apresentação da nova formação em Fortaleza, no Let’s Go Rock Bar. O Ferraz e o Marco Loschiavo me concederam entrevista falando um pouco da história da banda e prometendo um mega show com músicas para saudosistas e novos admiradores.

Na época em que foi lançado, o clipe de Você Pode Ir na Janela viralizou..
Na época em que foi lançado, o clipe de Você Pode Ir na Janela viralizou..

 

O que essa nova formação traz de diferente daquele grupo de dez anos atrás?

Marco: Principalmente o vocalista, e em termos de arranjos, no nosso disco com o Ferraz, pesamos a mão mais para o lado denso do rock. O setlist fica dividido entre coisas novas e as antigas, que continuam com seus arranjos originais.

 

O GRAM foi a banda que surgiu em um momento em que todos necessitavam de uma válvula de escape para tudo o que estava sendo tocado por aí. De repente tudo desmoronou e banda se desfez. Agora, quase uma década depois do último álbum,  é mais difícil se situar no meio musical?

Marco: Depende muito do que o artista procura e, no meu caso a banda serve como diversão e prazer. Em termos de mercado, na minha ótica não mudou muita coisa. O principal motivo da banda ter parado no passado foi a falta de shows e o nível de amadorismo no cenário underground. Nós somos e sempre fomos do underground, as pessoas têm uma ideia errada de que por algum momento fomos do mainstream. Podemos dizer que em dado momento fomos “cult” mas nunca populares. Tivemos ajuda muito grande da MTV que gostava do nosso trabalho, mas em termos de “viver disso” sempre foi osso.

 

Dizem que o rock está tendo que brigar com sertanejo e forró por espaço, e estaria perdendo feio a quebra de braço. O momento é de inovar ou manter a coerência do som e a veia roqueira?

Ferraz: Cara, se ficarmos pensando com quem temos que brigar, acho que por principio já começamos errado. Em minha opinião, os músicos têm que pensar com quem eles querem se juntar para criar coisas boas. O momento é sempre de dizer a verdade e fazer o que você sabe de melhor, seja isso o estilo musical que for. No caso do Gram expressamos isso através do nosso disco “Outro Seu”. Assim como você mencionou anteriormente, isso foi a nossa válvula de escape para tudo, e o resultado foi um disco mais pesado do que o habitual, intenso e visceral.

Marco: O formato em termos de palco é parecido e a turma que ia aos shows do tipo Capital Inicial e Skank se identificam com as duplas. Uma vez batendo um papo com o Marcos Maynard ele me disse claramente que o sertanejo tomou a boca do rock, e para os empresários das grandes bandas de Rock isso é um problema. Para nós do underground, acredito que não influencia. Sim o rock perde essa quebra de braço.

 

Ferraz é o menino da turma? Cheio de gás e vontade, percebe-se nas apresentações ao vivo. O que ele trouxe de novo e bom para o som do Gram?

Ferraz: Acho que nós quatro somos meninos na essência. Apesar da diferença de idade a gente se dá muito bem e a convivência acaba sendo uma grande aventura entre amigos. Eu sou de outra geração do que eles e isso naturalmente acaba trazendo muitas coisas novas. O mundo se apresentou para mim de maneira diferente do que para eles, e isso muda bastante coisa. Apesar de parecer bastante difícil conciliar tudo isso num convívio de banda, conseguimos canalizar isso pra o bem do nosso trabalho, aproveitando o que cada um tem de melhor a oferecer.

 

O timbre de voz do vocal é muito diferente daquele que os fãs conheciam, isso tem sido uma dificuldade ou as pessoas têm recebido numa boa?

Ferraz: No começo sofri bastante com críticas. Muitas pessoas me julgaram simplesmente porque eu era eu, e não o antigo vocalista. Com o tempo as pessoas começaram a de fato escutar minha voz e sucessivamente a mudar de opinião. A cada show que fazemos as pessoas vem falar comigo e dizem coisas muito bacanas. Isso me faz muito feliz e confirma que estávamos no caminho certo desde o começo. Não teria sentido eu assumir o vocal da banda e ficar imitando outra pessoa. Talvez a aceitação inicial tivesse sido maior, porém a longo prazo seria um tiro no pé.

 

O que os fãs do Ceará e Nordeste podem esperar desse show que vai ser realizado agora em agosto?

Ferraz: Temos uma grande ligação com o Nordeste de forma geral. Toda vez que tocamos ai é uma comoção e saímos muito felizes das apresentações. As pessoas podem esperar o que sempre se espera do Gram: muita emoção, entrega no palco e uma pitada de nostalgia. Aguardamos ansiosamente por vocês! Grande beijo

Marco: Um lugar sempre especial e cheio de pessoas que admiram a boa música. Quem aparecer no show vai conferir uma banda entregue e cheia de emoção.

Gram voltou com Ferraz no vocal em 2014
Gram voltou com Ferraz no vocal em 2014

O quê?
Gram em Fortaleza
Bandas de abertura:
Caike Falcão
 Sulamericana
Quando?
Dia 21 de agosto (sexta-feira) as 21h
Onde?
Let’s Go Rock Bar
Rua Almirante Jaceguai, Dragão do Mar

Quanto?
Pista R$30,00 (1º Lote)
Camarote R$50,00 (1º Lote)
CENSURA: 16 ANOS
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Forro in the Dark lança quinto disco de inéditas

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Ouvi o som feito pelos caras do Forro in the Dark por volta de 2012, e desde então tenho acompanhado o pouco que chega até nós através da internet e redes sociais. Como já tinha adiantado aqui no blog, os caras estavam trabalhando em dois discos novos, e eu já dei uma conferida em um deles, o Forrozinho, ainda sem previsão de lançamento.

Mais uma vez misturando baião, folk e country com guitarra e timbres eletrônicos, o grupo vez ou outra nos faz lembrar o rei do baião, Luiz Gonzaga, mas até Fela Kuti é homenageado em um dos sons. É aguardar para ver. Quando eles liberarem os áudios, disponibilizo aqui para vocês.

>>O sertão é do tamanho do mundo: a história do Forro in the Dark

segue o tracklist

1 Uluwati
2 Novato
3 Forro Zinho
4 Life Is Only Real Then When I Am
5 Shaolin Bossa
6 Sunset Surfer
7 Zavebe
8 Ode To Delphi
9 Number 2
10 Annabel
11 The Quiet Surf

Música

“Hoje é dia de rock, bebê”

Na imagem, George Michael, Bob Geldof, Bono Vox, Paul McCartney, Freddie Mercury e David Bowie. FOTO: DIVULGAÇÃO

Há exatos 30 anos, depois de ver uma reportagem sobre a fome na Etiópia, o então músico Bob Geldof reunia os amigos, naquele que seria o maior encontro entre as estrelas de rock de todos os tempos. Nascia o Live Aid, e nos mais tarde, no Brasil, o Dia Mundial do Rock. Passadas três décadas da realização do evento, muita coisa aconteceu. O Rock morreu, renasceu, morreu de novo e a gente segue curtindo este estilo que mudou para sempre a forma de se ouvir música.

Naquele 13 de julho de 1985, milhares de pessoas acompanharam os shows de Paul McCartney, Led Zeppelin, U2, Queen, Elton John, Phil Collins, Sting, David Gilmour, Dire Straits, Joan Baez, The Beach Boys, David Bowie, Mick Jagger, Madonna, Neil Young, Duran Duran, INX, Bob Dylan e outros tantos. As apresentações aconteceram simultaneamente no estádio Wembley, em Londres; no JFK Stadium, na Filadélfia; além de Melbourne, Austrália; e em Tokio, no Japão.

O Live Aid serviu ainda de trampolim para algumas bandas, como U2, e para dar fôlego a outras, como o Queen, que não vinha de uma fase boa. O grupo, liderado por Freddie Mercury, realizou aquele que foi escolhida mais tarde como a melhor performance ao vivo de todos os tempos. Já o U2, depois do evento, se estabilizou como um dos principais grupos do globo em shows ao vivo.

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O show em JFK apresentou reuniões dos integrantes do Crosby, Stills, Nash & Young e também do Led Zeppelin. Estima-se que após o primeiro Live Aid, em 1985, os organizadores tenham arrecado cerca de 150 milhões de libras ou 740 milhões de reais hoje.

Então, sendo só no Brasil ou não, hoje é dia de comemorar e colocar o som bem alto para ouvir o bom e velho rock n’ roll. E a frase tosca que dá título a esta postagem, como todos já sabem, foi dita pela Christane Torloni, bebaça durante um dos Rock In Rio realizados no Rio de Janeiro. O evento, esse ano, também completa 30 anos. Mas aí já é outra história.