Lançamentos · Programação

Galeria do Palácio da Abolição, em Fortaleza, recebe exposição de Antônio Bandeira

 

O dia que marca o cinquentenário da morte de Antônio Bandeira, um dos principais nomes das artes plásticas do Ceará e do Brasil, será de celebração na terra natal do pintor. De 6 de outubro a 6 de novembro deste ano, a Galeria do Palácio da Abolição, em Fortaleza, recebe a Exposição “Do Crepúsculo ao Noturno”, com cerca de 100 obras que perpassam várias fases da trajetória do autor, falecido em 6 de outubro de 1967, em Paris.

A abertura ocorre a partir das 19 horas desta sexta-feira (6), com presença do governador Camilo Santana. A visitação é gratuita, de segunda a sexta, das 8h às 17h, e a promoção da exibição é do Instituto Antônio Bandeira, gerido por parentes do pintor, e do Governo do Ceará.

A mostra “Do Crepúsculo ao Noturno” reúne obras de Antônio Bandeira que vieram dos Estados Unidos, da França, e do Rio de Janeiro e São Paulo. Contudo, são as peças pertencentes a colecionadores cearenses que despontam como diferencial da exposição. “Nossa ênfase é valorizar o acervo dos colecionadores particulares de Fortaleza. Aquelas obras que estão mais restritas, que não tiveram a oportunidade de serem apresentadas ao grande público”, destaca Francisco Bandeira, também artista plástico e sobrinho de Antônio Bandeira. Ele assina a curadoria da exposição, ao lado de Carlos Macedo.

Além dos óleos sobre tela, a exposição conta com desenhos, guaches, aquarelas e objetos pessoais do cearense, reunidos pelos familiares do ateliê de Bandeira, em Paris, após a morte do pintor. Bandeira não resistiu a uma parada cardíaca enquanto era submetido a uma cirurgia de garganta, na capital francesa. Ele contava apenas 45 anos e uma carreira ainda promissora.

Reconhecimento e morte prematura
Nascido em Fortaleza, em 1922, Antônio Bandeira é um dos ícones do Tachismo, uma das vertentes do Abstracionismo, que prega a desconstrução da obra, do real através do irreal – muito ligada à escola francesa de artes plásticas. Iniciou a carreira na cidade natal, ainda na década de 1940, tendo exposto no 1º Salão de Abril, em 1942. Morou no Rio de Janeiro e, por três ocasiões, em Paris, entre 1946 e 1967. Frequentou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) e a Académie de la Grande Chaumière, no entanto, não concluiu os estudos por não querer se apegar a uma arte acadêmica. Expôs 19 mostras individuais, em mais de 50 coletivas e inúmeras póstumas.

Mesmo com o reconhecimento internacional, o sobrinho Francisco Bandeira destaca a simplicidade do artista. “Meus pais relatam que ele era muito ligado à família. Apesar de ser amigo de Carlos Drummond de Andrade, de Manuel Bandeira, de viver entre intelectuais, quando estava em Fortaleza ele era visto ajudando a tirar as jangadas do mar e tomando cachaça com caju junto com os pescadores”.

Pesquisador responsável por coletar o material em exposição, Carlos Feldman aponta que Antônio “trouxe o mundo” para as artes plásticas cearenses. “Ele usa o sol para dizer da onde ele vem. Mas a linguagem não está presa, não esta presa a uma ferramenta do Ceará, brasileira; é universal. O Bandeira traz o mundo para o Ceará”.

Curiosidades
– Antônio Bandeira foi um dos fundadores do Museu de Artes da UFC.

– O Governo do Ceará é o maior detentor da obra de Antônio Bandeira, com cerca de 1.200 peças do autor.

– O Instituto Antônio Bandeira possui o intuito de construir um museu para abrigar o acervo do pintor cearense.

– O documentário “O Fazedor de Crepúsculo”, de João Maria Siqueira, traz imagens raras de Bandeira, em 1960. Há projeto para que a produção vire um filme.

– A última exibição na Galeria do Palácio da Abolição foi a “8ª Exposição de Obras de Arte”, do projeto Amigos em Ação, em novembro do ano passado.

Serviço
Exposição “Do Crepúsculo ao Noturno”

Lançamento:

Data: 6/10/2017
Horário: 19 horas
Local: Galeria do Palácio da Abolição (Rua Silva Paulet, 400)

Visitação:

Data: 6/10/2017 a 6/11/2017
Horário: 8h às 17h, de segunda a sexta-feira
Local: Galeria do Palácio da Abolição (Rua Silva Paulet, 400)
* Visitação gratuita.

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Cinema · Programação

Assembleia institui Dia do Cinema Cearense

Os deputados da Assembleia Legislativa do Ceará instituíram, em sessão deliberativa, na manhã desta quinta-feira (5), o Dia do Cinema Cearense, a ser comemorado no dia 5 de agosto.  De acordo com o autor da matéria, o deputado Heitor Férrer (PSB), a data tem por objetivo “resgatar a memória da Sétima Arte no Estado do Ceará, reverenciar as personalidades pioneiras e estimular estudiosos, pesquisadores e produtores contemporâneos da cinematografia cearense”.

Com a aprovação e publicação da proposta no Diário Oficial do Estado (DOE), a data alusiva ao Dia do Cinema Cearense passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado do Ceará.  Na justificativa do projeto, o autor diz que o Cinema no Ceará tem longa e rica história que se inicia por volta de 1910, quando foi exibido o documentário “A Procissão dos Passos”, sendo este considerado o primeiro filme rodado no Estado.

“Daquela primeira apresentação cinematográfica aos dias atuais o cinema cearense tem observado um progresso digno de registro e louvor. Muitos foram premiados em mostras nacionais e internacionais. Produtores, diretores, atores, estudiosos e pesquisadores da Sétima Arte em nosso Estado têm merecido reconhecimento além fronteiras. A mostra cinematográfica CINE CEARÁ completa neste ano de 2017 sua 27ª edição plena de êxito, sendo louvada pelo público e crítica aqui e alhures”.

A data escolhida para homenagear o Cinema cearense se dá em face da instalação nesse dia da ACADEMIA CEARENSE DE CINEMA, idealizado pelo professor-doutor Francisco Régis Frota Araújo,e formada por um grupo de estudiosos, pesquisadores e realizadores da Arte Cinematográfica no Ceará.

 

A diretoria da ACC está assim formada:

PRESIDENTE – Francisco RÉGIS FROTA Araújo

VICE-PRESIDENTE – EDUARDO RENNÓ

1º SECRETÁRIO – MARCUS FERNANDES Oliveira

2º SECRETÁRIO – MESSIAS Rodrigues ADRIANO

1º TESOUREIRO- FERNANDO PESSOA de Andrade

2º TESOUREIRO – José Gilson Bezerra de Menezes (PLUTO)

DIRETOR DE RELAÇÕES PÚBLICAS – José WILSON BALTHAZAR

DIRETORA CULTURAL – FERNANDA Maria Romero QUINDERÉ

DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E PUBLICAÇÕES – Francisco BARROS ALVES

 

 

Literatura

“A noite da espera”, de Milton Hatoum

Nove anos após a publicação de Órfãos do Eldorado, Milton Hatoum retorna à forma da narrativa longa em uma série de três volumes na qual o drama familiar se entrelaça à história da ditadura militar para dar à luz um poderoso romance de formação.

Nos anos 1960, Martim, um jovem paulista, muda-se para Brasília com o pai após a separação traumática deste e sua mãe. Na cidade recém-inaugurada, ele trava amizade com um variado grupo de adolescentes do qual fazem parte filhos de altos e médios funcionários da burocracia estatal, bem como moradores das cidades-satélites.

Às descobertas culturais e amorosas de Martim contrapõe-se a dor da separação da mãe, de quem passa longos períodos sem notícias. Na figura materna ausente concentra-se a face sombria de sua juventude, perpassada pela violência dos anos de chumbo.

Neste que é sem dúvida um dos melhores retratos literários de Brasília, Hatoum transita com a habilidade que lhe é própria entre as dimensões pessoal e social do drama e faz de uma ruptura familiar o reverso de um país cindido por um golpe.

O lugar mais sombrio – Vol. 1

MILTON HATOUM nasceu em Manaus em 1952. Estudou arquitetura na USP e estreou na ficção com Relato de um certo Oriente (1989), vencedor do prêmio Jabuti (melhor romance). Seu segundo romance, Dois irmãos, de 2000, foi traduzido para oito idiomas e adaptado para a televisão, teatro e quadrinhos. Com Cinzas do Norte (2005) Hatoum ganhou os prêmios Jabuti, Bravo!, APCA e Portugal Telecom. Em 2008, sua primeira novela, Órfãos do Eldorado, foi adaptada para o cinema, e em 2013 reuniu suas crônicas em Um solitário à espreita. É colunista dos jornais O Estado de São Paulo e O Globo.

Literatura

Tartarugas até lá embaixo é o novo lançamento de John Green

Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

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John Green é um dos escritores norte-americanos mais queridos pelo público jovem e igualmente festejado pela crítica. É autor best-seller do The New York Times, premiado com a Printz Medal, o Printz Honor da American Library Association e o Edgar Award e foi duas vezes finalista do prêmio literário doLA Times.

Literatura

Kazuo Ishiguro é o Nobel de Literatura 2017

O escritor e roteirista Kazuo Ishiguro, de 62 anos, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura 2017. A escolha foi anunciada nesta quinta-feira (5) em um evento em Estocolmo, na Suécia.

Nascido em Nagasaki, no Japão, em 1954, ele se mudou para a Inglaterra aos cinco anos de idade. O autor, que escreve em inglês, publicou livros como “Os vestígios do dia” (1989), que ganhou o Man Booker Prize, e a ficção científica “Não me abandone jamais” (2005), ambos adaptados ao cinema.
No Brasil, sua obra é editada pela Companhia das Letras, que já lançou também o volume de contos “Noturnos” (2009) e “Quando éramos órfãos” e “O gigante enterrado” (2015), romance mais recente de Ishiguro.

O comitê do Nobel destacou que o escritor retrata em seus livros temas como “memória, passagem do tempo e desilusão pessoal”. O comunicado também lembrou que o filme “Vestígios do dia” (1993) foi estrelado pelo ator Anthony Hopkins.

O escritor também escreveu o roteiro do filme “A condessa branca” (2005), estrelado por Ralph Fiennes e Natasha Richardson.
Os livros de Ishiguro foram traduzidos em 28 línguas. Em 1995, ele recebeu a Ordem do Império Britânico por seus serviços prestados à literatura. Ele mora em Londres com a mulher e a filha.

 

do G1

Literatura

44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta pesquisa Retratos da Leitura

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil anuncia resultados de sua 4.ª edição em seminário em São Paulo; livro com análise será publicado na Bienal do Livro de São Paulo

Há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria.

Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados foram revelados na tarde desta quarta-feira, 18, e integram a quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o Ibope, 93% da população brasileira.

Para a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

do Cultura Estadão 

Literatura

China Miéville narra história de um dos momentos decisivos do século XX

“Dar a uma nova geração de leitores um relato original da Revolução Russa, incorporando todas as descobertas arquivísticas pós-1989 e pesquisa acadêmica, é uma tarefa singularmente assustadora. Fazer isso na forma de uma prosa vívida, oracular, que se move pelas páginas com a força aglutinadora de um furacão, é algo que apenas China Miéville poderia alcançar.” – Mike Davis

“Quando um dos escritores mais maravilhosamente originais do mundo enfrenta um dos mais explosivos acontecimentos da história, o resultado só pode ser incendiário.” – Barbara Ehrenreich

Você conhece a Revolução Russa? Antes de responder, leia este incrível livro de China Miéville. O autor britânico, expoente daquilo que foi batizado de new weird fiction, nos apresenta aqui um livro sobre uma das mais inacreditáveis histórias do século XX, cujos personagens e trama não deixam nada a desejar para nenhuma ficção bizarra – até parece, mas não é. Trata-se de história e, como tal, objetiva e partidária – como diz o autor: escolhendo seus heróis e vilões.

Um cenário fantástico de cidades brotando de pântanos, catedrais e minaretes, palácios e bairros operários, samovares e canhões, cimitarras e fuzis pode dar a impressão de fantasia, mas trata-se de uma história fantástica que ocorreu de fato e estremeceu o mundo, abalando os alicerces da ordem e marcando definitivamente a humanidade na aurora de um novo século.

A reconstrução cuidadosa dos diálogos foi baseada em pesquisa competente não só da literatura oficial e do debate historiográfico, acadêmico e político, mas da rica objetividade contraditória da vida. Além do mito, além da caricatura, o leitor é levado em meio a personagens complexos, tridimensionais, que tateiam o solo duro da luta de classes a fim de encontrar seu caminho. Aqui, as pegadas da antropologia social – disciplina em que o autor se formou em Cambridge, em 1994 –, as convicções do marxista revolucionário e militante, a alma do escritor e o ritmo do roteirista de quadrinhos se mesclam para produzir um resultado digno do evento que retrata.

Título: Outubro
Subtítulo: história da Revolução Russa
Título original: October, The Story of The Russian Revolution
Autor: China Miéville
Tradução: Heci Regina Candiani
Orelha: Mauro Iasi
Quarta capa: Mike Davis e Barbara Ehrenreich
Páginas: 352
Preço: R$ 59,00