Lançamentos · Teatro

A Hora da Estrela completa 40 anos e ganha adaptação para o teatro musical

A CAIXA Cultural Fortaleza apresenta, entre os dias 02 e 05 e 09 e 12 de novembro de 2017, o espetáculo A Hora da Estrela – O Musical, baseado na obra da inconfundível Clarice Lispector. O livro, que em 2017 completa 40 anos de lançamento, foi publicado um pouco antes de sua morte e é uma espécie de despedida, em que passagens de sua própria vida são transcritas de forma instigante e envolvente, mas com um toque de melancolia e solidão.

As letras foram escritas pelo cineasta Allan Deberton, que também produz o musical, e conta com a parceria de André Araújo na adaptação do texto. O espetáculo, dirigido por André Gress, possui músicas e letras inéditas, além de uma adaptação no tempo e espaço. O trabalho é uma mistura de vários gêneros culturais, entre teatro, música e literatura.

“O grande desafio da adaptação é o desenvolvimento do novo. A visão da historia já tão conhecida pelo livro e releituras para o cinema e TV ganham uma nova narrativa atrelada à música. Nesse espetáculo, vamos brincar muito com o imaginário da plateia, trazendo todos, literalmente, para o mundo de Macabéa. Cenas icônicas são trabalhadas dentro da linguagem do absurdo e com narrativas musicais. Esse projeto é muito importante, pois é mais um passo nosso no desenvolvimento de espetáculos inéditos de teatro musical no país”, explica André Gress.

Os sonhos de Macabéa

 

A Hora da Estrela gira em torno da personagem Macabéa, uma jovem virgem, do interior, órfã de pai e mãe, inocente e muito ignorante, que vai para a cidade grande com apenas dezenove anos, sonhando com uma vida melhor. O texto reflete sobre os sonhos, as manias e os conflitos internos da garota, aproximando-se dos espectadores justamente por possuir muitos elementos típicos da cultura nordestina.

 

Trata-se de uma obra incomum de Clarice Lispector, em que ela aborda uma vertente mais regionalista, retratando as dificuldades enfrentadas pelos migrantes nordestinos em busca de uma vida melhor na região Sudeste. A miséria, o subdesenvolvimento e o impacto da falta de educação, por exemplo, são temas recorrentes na narrativa, mostrando uma Clarice muito engajada os temas sociais.

 

“Essa é uma adaptação inédita do livro. Existe o filme, existem outras peças, mas agora estamos fazendo algo novo, revisado, nada igual visto antes.  Temos nas mãos um livro importante, muito amado no Brasil e no mundo. Neste musical, queremos divertir e emocionar”, explica Allan Deberton.

 

Ficha Técnica:

Direção: André Gress

Letras: Allan Deberton

Adaptação: Allan Deberton e André Araújo

Músicas e Direção Musical: Liliane Secco

Cenário: Rodrigo Frota

Iluminação: Solon Farias Neto

Figurinista: Beatrice Melo

Atores: Tuane Toledo, Germana Guilherme, Vinícius Cafer e Larissa Góes.

Patrocínio: CAIXA Econômica Federal e Governo Federal

 

Anúncios
Literatura

Livro de Laurentino Gomes sobre a escravidão no Brasil será lançado em 2019

O jornalista e escritor Laurentino Gomes (1808, 1822, 1889) está trabalhando naquele que vem a ser o seu maior desafio desde que iniciou sua empreitada na literatura, em especial na produção de livros de história. Gomes está, neste momento, em incursão pela África, e deve retornar ao Brasil em janeiro do ano que vem para enfim começar a escrever sobre a escravidão do Brasil, que durou mais de 300 anos.

O Brasil foi a última nação do globo a abolir a escravatura no mundo e foram séculos e séculos desse sofrimento para milhões e milhões de pessoas. Para realizar seu trabalho, o escritor empreendeu diversas viagens pelo Brasil, América do Norte e África, com o intuito de buscar histórias além-mar que contem um pouco desse período tão triste da nossa história, mas tão necessário de ser contado.

Laurentino Gomes iniciará o processo de escrita em 2018, e conforme informou ao nosso blog, lançará o livro no ano seguinte, em 2019. Diante dos fatos recentes ocorridos no Brasil, como  as mudanças na chefia da fiscalização e na definição do trabalho escravo pelo Governo de Michel Temer, é certo que muita história será contada.

Quem é Laurentino Gomes? 

Laurentino formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, possui pós-graduação em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo e fez cursos tanto na Universidade de Cambridge como na Universidade de Vanderbilt. Tornou-se famoso como escritor graças à sua autoria do best-seller 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil.

Em 7 de setembro de 2010, faz na Bolsa Oficial de Café em Santos o lançamento nacional da obra 1822. Ao fim de março de 2012, a Globo Livros anunciou a assinatura de contrato para o lançamento do  livro de Laurentino 1889.

Em maio de 2015, anunciou uma nova trilogia, que abordará a escravidão no Brasil. O primeiro dos três livros deverá ser lançado em 2019, e o último, em 2022. (Estamos no aguardo).

Lançamentos · Literatura

BestSeller lança autobiografia de Justin Trudeau

Em 2016, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos com um discurso extremamente conservador em relação aos mais diversos assuntos – entre eles imigração, política externa e saúde das mulheres. Cerca de um ano antes, Justin Trudeau havia liderado o Partido Liberal do Canadá numa vitória histórica, garantindo importante maioria parlamentar e tornando-se o primeiro-ministro do país.

Embora sejam contemporâneos e governem países vizinhos, os dois são constantemente citados em posições antagônicas, já que o canadense tem chamado a atenção do mundo por sua abordagem política liberal e altamente progressista. A ideia de que uma das maiores forças do Canadá é sua diversidade é um dos pilares do seu discurso, e permeia todo o texto de “Tudo aquilo que nos une”, autobiografia de Trudeau, que a BestSeller coloca nas livrarias em outubro.

Quando Justin Trudeau nasceu, seu pai, Pierre Trudeau, era o primeiro-ministro do Canadá. Um dos mais admirados líderes políticos da história do país, Pierre foi uma influência determinante na vida de Justin. Ele começa o relato narrando as aventuras ao ar livre com o pai e os dois irmãos, os altos e baixos da infância na residência oficial, suas viagens pelo mundo ao lado de Pierre e alguns engraçados encontros infantis com nomes importantes da política na época, como o presidente americano Ronald Reagan e a Princesa Diana.

Mas, apesar de não negar sua influência, o líder canadense faz questão de apontar suas diferenças – que ficaram claras pela primeira vez, ele conta, ao ser reprovado em uma matéria na escola, onde o pai também havia estudado e sido um aluno exemplar. O jeito rígido de lidar com as pessoas e a intelectualidade um tanto conservadora não foram hereditárias: ao contrário de seu pai, Justin diz gostar de estabelecer conexões pessoais, nas ruas. E é famoso também por gostar de cultura pop – ele causou comoção na internet ao aparecer vestindo uma blusa de “O guia do mochileiro das galáxias”, por exemplo.

Justin Trudeau não foge de momentos difíceis, e fala no livro sobre a separação dos pais, que foi prato cheio para os jornais à época, quando ele ainda era criança. O político conta como a luta da mãe contra o transtorno bipolar moldou sua relação com os filhos, e destaca ainda as divergências irreconciliáveis de personalidade entre os pais, cuja diferença de idade era de 30 anos.

Outra passagem emocionante é a morte de Michel, seu irmão mais novo, aos 23 anos. Ele desapareceu após uma avalanche enquanto esquiava, e a perda foi especialmente difícil para o pai, que acabou falecendo dois anos depois.

Em ordem cronológica, o premier canadense fala ainda da adolescência, com suas divertidas “tentativas de desenvolver uma identidade social”, a “acne terrível”, e o mau jeito com as meninas; conta sobre seu período na faculdade e a “breve fase de farra”; e narra como foi afetado por uma viagem de um ano pelo mundo feita em meio à faculdade. Trudeau relata ainda suas experiências como professor em escolas e instrutor de snowboard, seu amor pelo boxe e o começo de sua família, ao conhecer a hoje esposa, Sophie.

A entrada para a política, que sempre pareceu inevitável, acabou vindo mais tarde. Relutante em seguir os passos do pai, foi só em 2006 que ele decidiu participar mais de perto: quando os liberais perderam a eleição em janeiro, Trudeau sentiu que poderia oferecer algo à renovação do partido. Começou fazendo pesquisas, elaborando relatórios e, no ano seguinte, decidiu disputar um cargo no parlamento pelo distrito de Papineau, em Montreal. Desacreditado pelo próprio partido, por comentaristas e jornalistas, investiu numa campanha de “corpo a corpo”, conhecendo os eleitores nas ruas. A estratégia deu certo e, a partir daí, sua subida foi constante.

No relato, ele faz uma autocrítica importante da atuação do Partido Liberal que, em 2011, sofreu uma grande derrota. “O principal motivo foi o Partido Liberal ter perdido o contato com os canadenses, e nós estávamos ocupados demais com brigas internas para perceber. Acabamos pagando caro pelo erro”, escreve. Em suas campanhas seguintes, para a liderança do partido e, por fim, para o cargo de primeiro-ministro, Trudeau investiu em ouvir os jovens, abraçar as minorias e usar a internet com inteligência – algo muito parecido com o que Barack Obama havia feito nos EUA anos antes.

O livro ajuda a entender por que Trudeau é personagem habitual de reportagens que destacam suas opiniões progressistas sobre a legalização do aborto e da maconha, por exemplo, ou sua decisão de abrir as portas do país para mais de 40 mil refugiados em meio à crise no Oriente Médio e na Europa. Seu gabinete, um grupo heterogêneo formado por homens e mulheres das mais distintas ascendências e etnias, também chamou atenção na época de sua posse. Ao ser perguntado por que havia escolhido um grupo tão diverso, ele respondeu apenas: “Porque estamos em 2015.”.

O livro traz ainda um encarte com dezenas de fotos, oficiais e pessoais, que ilustram desde a infância de Trudeau até sua relação com os filhos e suas campanhas políticas; além de um apêndice que reproduz cinco de seus principais discursos.

 

TUDO AQUILO QUE NOS UNE

(Common ground)

 

JUSTIN TRUDEAU

 

Páginas: 238

Preço: R$ 44,90

Tradução: Patricia Azeredo

Editora: BestSeller | Grupo Editorial Record

 

Literatura · Programação

Companhia das Letras é editora com mais publicações na disputa do Prêmio Jabuti

O Prêmio Jabuti divulgou nesta terça-feira, dia 3, os finalistas de sua 59ª edição. Dentre os indicados em diversas categorias, 29 obras foram lançadas pelo Grupo Companhia das Letras, e mais oito títulos lançados originalmente pela editora estão entre os finalistas na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

Na categoria Romance, uma dos principais da premiação, estão entre os finalistas os autores Bernardo Carvalho, Elvira Vigna, Maria Valéria Rezende, Michel Laub, Silviano Santiago, José Luiz Passos e Javier Arancibia Contreras. A cerimônia de entrega do Prêmio Jabuti 2017 será realizada no dia 30 de novembro, onde também serão revelados os vencedores do Livro do Ano em Ficção e Não Ficção.

Conheça os finalistas publicados pelo Grupo Companhia das Letras.

 

Biografia

Diários da presidência 1997-1998, de Fernando Henrique Cardoso (Companhia das Letras)

Roberto Civita: O dono da banca, de Carlos Maranhão (Companhia das Letras)

 

Capa

Os Buddenbrook, de Thomas Mann. Capista: Raul Loureiro (Companhia das Letras)

Ciência da natureza, meio ambiente e matemática

A espiral da morte, de Claudio Angelo (Companhia das Letras)

 

Ciências da saúde

Palavra de médico, de Drauzio Varella (Companhia das Letras)

 

Ciências Humanas

A nervura do real II, de Marilena Chaui (Companhia das Letras)

Trópicos utópicos, de Eduardo Giannetti (Companhia das Letras)

 

Contos e crônicas

Diário das coincidências, de João Anzanello Carrascoza (Alfagura)

O sucesso, de Adriana Lisboa (Alfaguara)

Rio em shamas, de Anderson França (Objetiva)

Trinta e poucos, de Antonio Prata (Companhia das Letras)

Economia, administração, negócios, turismo, hotelaria e lazer

Anatomia de um desastre, de Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira (Portfolio-Penguin)

 

Histórias em Quadrinhos

Quadrinhos dos anos 10, de André Dahmer (Quadrinhos na Cia.)

 

Juvenil

Lua de vinil, de Oscar Pilagallo (Seguinte)

 

Poesia

Rol, de Armando Freitas Filho (Companhia das Letras)

 

Reportagem e documentário

O livro dos bichos, de Roberto Kaz (Companhia das Letras)

Petrobras: Uma história de orgulho e vergonha, de Roberta Paduan (Objetiva)

Turno da noite, de Aguinaldo Silva (Objetiva)

 

Romance

Como se estivéssemos em palimpsesto de putas, de Elvira Vigna (Companhia das Letras)

Machado, de Silviano Santiago (Companhia das Letras)

O marechal de costas, de José Luiz Passos (Alfaguara)

O tribunal da quinta-feira, de Michel Laub (Companhia das Letras)

Outros cantos, de Maria Valéria Rezende (Alfaguara)

Simpatia pelo demônio, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras)

Soy loco por ti, América, de Javier Arancibia Contreras (Companhia das Letras)

 

Teoria / Crítica literária

Mutações da literatura no século XXI, de Leyla Perrone-Moisés (Companhia das Letras)

 

Tradução

O reino, de Emmanuel Carrère, tradução de André Telles (Alfaguara)

Ouça a canção do vento / Pinball, 1973, de Haruki Murakami, tradução de Rita Kohl (Alfaguara)

Romeu e Julieta, de William Shakespeare, tradução de José Francisco Botelho (Penguin-Companhia)

 

>>> O Jabuti também premia livros brasileiros que ganharam edições em outros países. Dentre os indicados, oito títulos foram publicados originalmente pela Companhia das Letras:

Livro Brasileiro Publicado no Exterior

A Cup Of Rage, de Raduan Nassar (Penguin Random House UK)

Ancient Tilage, de Raduan Nassar (Penguin Random House UK)

Brasil: Una Biografia, de Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa M. Starling (Penguin Random House Grupo Editorial)

Broda Zalana Krwia, de Daniel Galera (Rebis)

El Vuelo de Madrugada, de Sérgio Sant’Anna (Hueders)

Mijn Duitse Broer, de Chico Buarque (De Bezige Bij)

Vég, de Fernanda Torres (Libri Kiadó)

Xangô Z Baker Street, de Jô Soares (Rebis)

Lançamentos · Programação

Galeria do Palácio da Abolição, em Fortaleza, recebe exposição de Antônio Bandeira

 

O dia que marca o cinquentenário da morte de Antônio Bandeira, um dos principais nomes das artes plásticas do Ceará e do Brasil, será de celebração na terra natal do pintor. De 6 de outubro a 6 de novembro deste ano, a Galeria do Palácio da Abolição, em Fortaleza, recebe a Exposição “Do Crepúsculo ao Noturno”, com cerca de 100 obras que perpassam várias fases da trajetória do autor, falecido em 6 de outubro de 1967, em Paris.

A abertura ocorre a partir das 19 horas desta sexta-feira (6), com presença do governador Camilo Santana. A visitação é gratuita, de segunda a sexta, das 8h às 17h, e a promoção da exibição é do Instituto Antônio Bandeira, gerido por parentes do pintor, e do Governo do Ceará.

A mostra “Do Crepúsculo ao Noturno” reúne obras de Antônio Bandeira que vieram dos Estados Unidos, da França, e do Rio de Janeiro e São Paulo. Contudo, são as peças pertencentes a colecionadores cearenses que despontam como diferencial da exposição. “Nossa ênfase é valorizar o acervo dos colecionadores particulares de Fortaleza. Aquelas obras que estão mais restritas, que não tiveram a oportunidade de serem apresentadas ao grande público”, destaca Francisco Bandeira, também artista plástico e sobrinho de Antônio Bandeira. Ele assina a curadoria da exposição, ao lado de Carlos Macedo.

Além dos óleos sobre tela, a exposição conta com desenhos, guaches, aquarelas e objetos pessoais do cearense, reunidos pelos familiares do ateliê de Bandeira, em Paris, após a morte do pintor. Bandeira não resistiu a uma parada cardíaca enquanto era submetido a uma cirurgia de garganta, na capital francesa. Ele contava apenas 45 anos e uma carreira ainda promissora.

Reconhecimento e morte prematura
Nascido em Fortaleza, em 1922, Antônio Bandeira é um dos ícones do Tachismo, uma das vertentes do Abstracionismo, que prega a desconstrução da obra, do real através do irreal – muito ligada à escola francesa de artes plásticas. Iniciou a carreira na cidade natal, ainda na década de 1940, tendo exposto no 1º Salão de Abril, em 1942. Morou no Rio de Janeiro e, por três ocasiões, em Paris, entre 1946 e 1967. Frequentou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (Escola Nacional Superior de Belas Artes) e a Académie de la Grande Chaumière, no entanto, não concluiu os estudos por não querer se apegar a uma arte acadêmica. Expôs 19 mostras individuais, em mais de 50 coletivas e inúmeras póstumas.

Mesmo com o reconhecimento internacional, o sobrinho Francisco Bandeira destaca a simplicidade do artista. “Meus pais relatam que ele era muito ligado à família. Apesar de ser amigo de Carlos Drummond de Andrade, de Manuel Bandeira, de viver entre intelectuais, quando estava em Fortaleza ele era visto ajudando a tirar as jangadas do mar e tomando cachaça com caju junto com os pescadores”.

Pesquisador responsável por coletar o material em exposição, Carlos Feldman aponta que Antônio “trouxe o mundo” para as artes plásticas cearenses. “Ele usa o sol para dizer da onde ele vem. Mas a linguagem não está presa, não esta presa a uma ferramenta do Ceará, brasileira; é universal. O Bandeira traz o mundo para o Ceará”.

Curiosidades
– Antônio Bandeira foi um dos fundadores do Museu de Artes da UFC.

– O Governo do Ceará é o maior detentor da obra de Antônio Bandeira, com cerca de 1.200 peças do autor.

– O Instituto Antônio Bandeira possui o intuito de construir um museu para abrigar o acervo do pintor cearense.

– O documentário “O Fazedor de Crepúsculo”, de João Maria Siqueira, traz imagens raras de Bandeira, em 1960. Há projeto para que a produção vire um filme.

– A última exibição na Galeria do Palácio da Abolição foi a “8ª Exposição de Obras de Arte”, do projeto Amigos em Ação, em novembro do ano passado.

Serviço
Exposição “Do Crepúsculo ao Noturno”

Lançamento:

Data: 6/10/2017
Horário: 19 horas
Local: Galeria do Palácio da Abolição (Rua Silva Paulet, 400)

Visitação:

Data: 6/10/2017 a 6/11/2017
Horário: 8h às 17h, de segunda a sexta-feira
Local: Galeria do Palácio da Abolição (Rua Silva Paulet, 400)
* Visitação gratuita.

Literatura

44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta pesquisa Retratos da Leitura

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil anuncia resultados de sua 4.ª edição em seminário em São Paulo; livro com análise será publicado na Bienal do Livro de São Paulo

Há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria.

Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados foram revelados na tarde desta quarta-feira, 18, e integram a quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil.

Realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o Ibope, 93% da população brasileira.

Para a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

do Cultura Estadão 

Literatura

Rubem Fonseca não é mais o mesmo, mas ainda é o melhor

 

Não existe autor vivo que me inspire mais do que Rubem Fonseca. Aos 92 anos de idade, graças a Deus, o contista continua escrevendo e lançando novas publicações.
Claro que com o tempo a impressão que temos é que tudo já foi dito por ele em suas diversas obras. Mas lendo um conto novo aqui e outro acolá surge a surpresa, o espanto, a atração.

Fonseca tem dessas coisas. Em Amalgama (2013) ele nos apresenta as mais absurdas histórias em 34 contos, uns aparentemente menos inspiradores e outros tão bons e cheios de significado quando do início da carreira, ali em meados dos anos 1960.
Vou seguindo o mestre Rubem Fonseca enquanto houver sol, pois ainda há muito a ser desvendado desta genial cabeça.

Em tempo: certa vez alguém disse que. meu texto parecia algo de Edgar Alan Poe. Não dei muita bola, acho muito pouco provável. Logo depois, a colega Elis Teixeira, coordenadora do curso de Letras da UFC disse “quem escreve assim é o Rubem Fonseca”. Bingo! Foi em cheio na vaidade deste aqui. Acertou em cheio. Me senti.