Cinema

O mundo não está preparado para “Mulheres do Século XX”(?)

O filme concorre apenas a um Oscar neste ano, ao de melhor roteiro original
O filme concorre apenas a um Oscar neste ano, ao de melhor roteiro original

Este filme é tão bonito, tão didático, tão bem executado, tão humanista que até agora estou me perguntando qual foi o pecado cometido por seus idealizadores para que esteja concorrendo apenas a um Oscar, o de melhor roteiro original (ainda que eu ache essa a estatueta mais importante da premiação).

Temos uma Annette Bening, como sempre, com uma atuação primorosa digna de indicação; um elenco todo carismático e esforçado; uma direção sem falhas (o longa é inspirado na vida da mãe de Mike Mills) e uma história politizada, atual e bem contada.

Espero que nos comentários alguém possa me explicar o que aconteceu com  20th Century Women no decorrer do ano para que ele fosse tão mal visto pela Academia. Será que a pouca distribuição e baixa bilheteria conta tanto assim? Talvez.  Para quem não viu, e nem ouviu falar a respeito, veja e perceba que o longa chega a ser superior, inclusive, ao enfadonho Lion, que força a barra em muitos momentos.

20th Century Women, me arrisco a dizer,  está ali ao lado de Moonlight e Arrival como os melhores filmes da última temporada. Será que o problema é que ele é feminista demais? Vou para o túmulo com essa dúvida.

Bem, o filme conta a história de uma mulher cresceu durante a Depressão americana e agora, em pleno a crise da guerra fria, já nos anos 1970 (sexos, drogas e rock n’ roll) tenta criar o filha adolescente. Entram em cena para ajudar o garoto, agora com 15 anos, outra adolescente em crise existencial (a namoradinha dos sonhos do rapaz) e uma jovem artista cheia de ideias, talvez, à frente de seu tempo.

Uma história linda, cativante, política e bem contada, sem ficar cansativa ou piegas. Merecia um mínimo de seis indicações (roteiro, atriz, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, trilha sonora e direção). Mas o longa está indicado ao Oscar de melhor roteiro original, e dificilmente levará visto as outras pedreiras na disputa.

5/5

Sinopse

Na Califórnia dos anos 70, uma mãe (Annette Bening) tenta cuidar de sua família da melhor forma possível enquanto também procura respostas para as vidas de suas duas jovens amigas – uma fotógrafa aficcionada pela cultura punk (Greta Gerwig), e uma amiga de seu filho (Elle Fanning).

 

Programação

Cineteatro São Luiz tem programação especial no fim das férias

O clássico Casablanca, de 1942, é  uma das principais atrações do equipamento.
O clássico Casablanca, de 1942, é uma das principais atrações do equipamento.

O Cineteatro São Luiz preparou uma programação especial neste fim de férias com clássicos do cinema, blockbusters e filmes infantis. A partir das 12h30 desta sexta-feira, a sessão “Café com Curtas” exibe “Memórias do Edifício São Pedro”, de Rebeca Prado, e “Raimundo dos Queijos”, de Victor Furtado. Do cearense Leonardo Mouramateus, o Cinema do Ceará, apresenta às 15h, o “Lagoa Remix” e logo após, em  primeira temporada de exibição no São Luiz,  “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2015), do norte-americano Colin Trevorrow (classificação indicativa: 12 anos).

Às 18h, na sessão “Nossos Clássicos”, o São Luiz traz o “Bem me quer”, filme de Levi Magalhães, de 2014. E, dando sequência será apresentado o clássico “Casablanca”, de 1942, dirigido por Michael Curtiz (classificação Indicativa: 12 anos), com os eternos astros Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

No sábado, 1/8, a programação da sessão matinês começa às 11h, com um dos filmes de animação mais concorridos pelo público infanto-juvenil, os“Minions”, de Chris Renaud (EUA, 2015, classificação livre, dublado). No turno da tarde, também no sábado, às 15h tem nova sessão com “Lagoa Remix”, do cearense Leonardo Mouramateus, e de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2015), do norte-americano Colin Trevorrow (classificação indicativa: 12 anos).

Já à noite, às 18h, a sessão “Nossos Clássicos”, traz nova oportunidade para os amantes do cinema assistirem a “Bem me quer”, filme de Levi Magalhães, de 2014, e ao clássico “Casablanca”.

No domingo, 2/8, segue a mesma programação, com as sessões de 15h e 18h. Às 15h com ““Lagoa Remix”, do cearense Leonardo Mouramateus, e “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2015). Às 18h, com “Bem me quer”, filme de Levi Magalhães, de 2014, e o clássico “Casablanca”.

Lançamentos · Programação

Jericoacoara recebe Festival Cinema Digital

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Pela quinta vez, realizadores audiovisuais de diversos estados brasileiros, responsáveis pelo novo cinema nacional, vão se encontrar em uma das praias mais belas de todo o mundo. De 15 a 21 de junho, o Festival de Jericoacoara – Cinema Digital realizará a sua quinta edição, sempre fiel à proposta original, de oferecer um novo olhar sobre o cinema brasileiro, um panorama da nova produção do audiovisual nacional, democratizada tanto em conteúdo quanto em forma, por meio da tecnologia digital.

O V Festival de Jericoacoara – Cinema Digital contará, na Mostra Competitiva de Curtas, com a exibição de 30 filmes, de realizadores de diversos estados, selecionados entre mais de 260 inscritos. Participam do festival filmes de até 20 minutos, sobre quaisquer temas, nos gêneros documentário, ficção, animação e experimental.

O festival também prestará homenagem ao cineasta cearense Hermano Penna, radicado em São Paulo, onde construiu uma trajetória de destaque no cenário do audiovisual brasileiro. Seu filme “Aos ventos que virão” será exibido especialmente no festival.

Lançamentos · Programação

Cine Ceará homenageia o novo cinema espanhol

O Cine Ceará reafirma sua vocação de mais tradicional evento cultural do estado, realizado ininterruptamente desde 1991. Neste ano, de 18 a 24 de junho, o festival Ibero-Americano de Cinema chega a sua 25ª Edição, com um sentimento especial pelo retorno ao Cineteatro São Luiz, em função da reabertura do equipamento cultural.

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São 25 anos atuando diretamente no fazer cultural do Ceará, instigando a produção local e proporcionando um valioso intercâmbio entre realizadores, produtores e a indústria do cinema no Brasil e outros países, em especial os latino-americanos e ibéricos.

Nesta edição, os filmes serão distribuídos nas seguintes mostras: Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem, Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem, Olhar do Ceará, Novo Cinema Espanhol, Mostras Sociais – O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece e Melhor Idade e Acessibilidade -e uma exibição especial.

Há ainda a realização de seminários, debates e oficinas. Toda a programação do Cine Ceará é gratuita. O acesso às sessões será mediante a troca de alimentos não perecíveis por ingressos. O evento acontecerá do dia 18 de junho a 24 de junho, e terá como homenageado o Novo Cinema Espanhol. A volta do Cine Ceará aos palcos do Cine São Luiz é outro motivo para comemoração. Vale a pena conferir.

Caiu na rede · Lançamentos

Chatô, filme de produção mais demorada da história do Brasil, ganha trailer

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E não é que o filme Chatô: o rei do Brasil vai sair. Pelo menos é o que garante o autor do livro que deu origem ao longa, o escritor Fernando Morais. Foi ele quem divulgou, na tarde deste domingo, “com exclusividade”, o primeiro trailer do longa que começou a ser produzido em 1995, há vinte anos.  “Tenho más notícias para os coleguinhas que urubuzaram o Guilherme Fontes nos últimos anos: o filme “Chatô, o rei do Brasil”, está pronto. Quem viu disse que é o máximo. Para quem não viu, como eu, aqui vai, com exclusividade e em primeiríssima mão (com cacófato), o trailer ainda sem finalização”, disse Morais em sua página no Facebook.

>> Fernando Morais e “Chatô” ganham ação na Justiça; filme completa 20 anos de produção

É nítido a passagem de tempo para alguns atores, como Leandra Leal, que ainda era uma menina quando do início das filmagens do filme. Se depender do que é visto no trailer (ainda sem finalização, como disse Fernando Morais), o filme não vai empolgar nenhum pouco. Poderia-se, quem sabe, escrever um roteiro agora sobre a difícil tarefa de um diretor para lançar um filme que custou milhões para ser feito e mais de vinte anos para ser lançado.

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Conheça dez fotografias tiradas pelo jovem Stanley Kubrick

Kubrick foi repórter fotográfico da revista Look dos 16 anos de idade aos 21. FOTO: DIVULGAÇÃO/INTERNET
Kubrick foi repórter fotográfico da revista Look dos 16 anos de idade aos 21. FOTO: DIVULGAÇÃO/INTERNET

Em abril de 1945, com 16 anos de idade, o lendário diretor de cinema, Stanley Kubrick,  iniciou uma parceria como fotógrafo para a revista Look, em Nova York, depois de vender uma foto para a publicação. No primeiro trabalho, um vendedor de jornais lamentava a morte do presidente Franklin D. Roosevelt. Desde então, iniciou-se um relacionamento de amor pela arte de fotografar que durou até 1950.

Foram mais de 27 mil fotografias em uma temporada de cinco anos que serviu como aprendizado na elaboração de histórias visuais, que o consagrariam depois como um dos maiores cineastas já vistos. Depois dessa experiência, Kubrick levaria aquilo que aprendeu para as telas do cinema, em filmes como Laranja Mecânica e 2001: uma Odisseia no Espaço.

Um engraxate olha um bando de pássaros voando; um homem em frente a um circo; uma garota aplica batom no espelho. Cada imagem tem sua própria narrativa, que estabelece o modelo para uma técnica que Kubrick descreveu nas seguintes palavras: “Eu nunca fotografei qualquer coisa que eu não queria”.

Clique nas imagens e confira:

da BBC