Cinema · Lançamentos

It: A Coisa é sobre superar medos e vencer desafios

Existe um mal muito cruel, uma coisa, que se alimenta do medo das pessoas. Ela prefere as crianças, pois essas são as mais vulneráveis. Mas como não ter medo diante o mundo trágico que nos cerca? It: A Coisa é um filme de terror/aventura, mas nos permite alguns reflexões para além do entretenimento.

O que faremos com os graves problemas que a vida nos apresenta? O pai abusador, a mãe super protetora, o outro frustrado que quer que o filho seja o exemplo que ele nunca foi ou aquele que acha que ensina mais com maus-tratos do que com diálogo.

Esses são apenas alguns dos personagens responsáveis pelos mais variados sentimentos r ações das crianças apresentadas no filme, baseado na obra de Stephen King (1986). Enquanto alguns jovens partem para a delinquência juvenil e são julgados pelo o que se tornaram, outros preferem superar seus medos e enfrentar esse mal que se alimenta de cada um.

O filme conta a história de sete pré-adolescentes membros do “Clube dos Perdedores”, que além de enfrentarem um cotidiano de perseguições na escola, têm que enfrentar pais totalmente desestruturados. Para completar o mal está solto e crianças começam a desaparecer.

Tem gente que descobriu a política depois de 2014, assim como pessoas que vão achar tudo muito Stranger Things. Mas o ovo veio primeiro que a galinha, pelo menos três décadas antes.

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Cinema · Lançamentos

Divinas Divas é um documento necessário ao Brasil

Que belezura de filme! Quanta vida, quanta histórias! Fico me perguntando o que seria de nós não fosse o empenho de Leandra Leal de levar a vida dessas divas às telonas. Talvez nunca soubéssemos da existência delas, e quem perderia com isso? Nós, claro.

Em Divinas Divas, a atriz e agora diretora Leandra Leal faz um resgate histórico da vida de sete travestis essenciais para tudo o que veio depois. A maioria delas iniciou carreira no teatro de revista e cabarés no fim dos anos 1960 e início de 1970, em plena ditadura militar.

São tantas histórias de luta, descobrimento, repulsa pela sociedade, encontros e desencontros… Todos esses ingredientes são apresentados de forma profissional, sem parecer piegas ou sensacionalista por uma diretora estreante que passou a vida toda nos palcos e em frente às câmeras. Aliás, foi em shows dessas travestis que Leal se apresentou pela primeira vez

Mais que um simples documentário, Divinas Divas é uma homenagem, um documento histórico que faz justiça à trajetórias dessas personagens do teatro, da música e do cinema brasileiros.

Cinema · Lançamentos

O Lagosta não é tão original assim; já vi esse filme antes

Só quem não assistiu a Dogma do Amor (2003) se surpreende ou acha a coisa mais estranha do mundo O Lagosta. Como na vida nada se cria, vi muito do roteiro de um no outro. No primeiro a trama se passa num futuro não tão distante em que pessoas solitárias têm o coração congelado e, simplesmente, morrem aos milhares pelas ruas das grandes cidades americanas.

O mais interessante (?) é que as pessoas vão caindo pelos cantos, agonizando, e os demais acompanham a cena com naturalidade. Neste contexto, John (Joaquim Phoenix) vai em busca de sua esposa Elena (Claire Danes) e descobre que ela foi clonada. É tudo muito estranho e surreal em Dogma do Amor em que você termina de ver o longa com muito mais questionamentos do que quando começou.

O Lagosta não foge muito deste conceito e é aqui que acho ele bem menos original do que muitos gritaram por aí. Num futuro distópico não tão distante (hmm) pessoas solteiras são transformadas em animais. Para evitarem ficar sozinhas, elas são enviadas a um hotel para experimentar as mais variadas relações a dois de forma bem artificial. É nesse contexto que o homem que quer virar lagosta (Colin Farrell) foge para s floresta r lá vai viver uma nova aventura com sua amada (Rachel Weis).

Você vê um filme e imediatamente lembra do outro. E, sim, os dois têm o mérito de nos fazer debater relações, da necessidade da livre escolha, do amor incondicional, cego e para além das aparências. Da busca pela felicidade mesmo em meio a um futuro cada vez. mais incerto.

Não consegui ver O Lagosta sem lembrar de todas as cenas de Dogma do Amor, que para mim foram mágicas, até porque lá em 2003, eu também tinha acabado de ver o espetacular Cidade dos Sonhos.

Então, apesar do nó que dá na gente logo de cara, com o passar dos primeiros 30 minutos você vê que O Lagosta não é tão surpreendente assim, ainda que seja um bom filme no melhor estilo Dogma do Amor (que particularmente amo de montão).

Cinema

O mundo não está preparado para “Mulheres do Século XX”(?)

O filme concorre apenas a um Oscar neste ano, ao de melhor roteiro original
O filme concorre apenas a um Oscar neste ano, ao de melhor roteiro original

Este filme é tão bonito, tão didático, tão bem executado, tão humanista que até agora estou me perguntando qual foi o pecado cometido por seus idealizadores para que esteja concorrendo apenas a um Oscar, o de melhor roteiro original (ainda que eu ache essa a estatueta mais importante da premiação).

Temos uma Annette Bening, como sempre, com uma atuação primorosa digna de indicação; um elenco todo carismático e esforçado; uma direção sem falhas (o longa é inspirado na vida da mãe de Mike Mills) e uma história politizada, atual e bem contada.

Espero que nos comentários alguém possa me explicar o que aconteceu com  20th Century Women no decorrer do ano para que ele fosse tão mal visto pela Academia. Será que a pouca distribuição e baixa bilheteria conta tanto assim? Talvez.  Para quem não viu, e nem ouviu falar a respeito, veja e perceba que o longa chega a ser superior, inclusive, ao enfadonho Lion, que força a barra em muitos momentos.

20th Century Women, me arrisco a dizer,  está ali ao lado de Moonlight e Arrival como os melhores filmes da última temporada. Será que o problema é que ele é feminista demais? Vou para o túmulo com essa dúvida.

Bem, o filme conta a história de uma mulher cresceu durante a Depressão americana e agora, em pleno a crise da guerra fria, já nos anos 1970 (sexos, drogas e rock n’ roll) tenta criar o filha adolescente. Entram em cena para ajudar o garoto, agora com 15 anos, outra adolescente em crise existencial (a namoradinha dos sonhos do rapaz) e uma jovem artista cheia de ideias, talvez, à frente de seu tempo.

Uma história linda, cativante, política e bem contada, sem ficar cansativa ou piegas. Merecia um mínimo de seis indicações (roteiro, atriz, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, trilha sonora e direção). Mas o longa está indicado ao Oscar de melhor roteiro original, e dificilmente levará visto as outras pedreiras na disputa.

5/5

Sinopse

Na Califórnia dos anos 70, uma mãe (Annette Bening) tenta cuidar de sua família da melhor forma possível enquanto também procura respostas para as vidas de suas duas jovens amigas – uma fotógrafa aficcionada pela cultura punk (Greta Gerwig), e uma amiga de seu filho (Elle Fanning).

 

Programação

Cineteatro São Luiz tem programação especial no fim das férias

O clássico Casablanca, de 1942, é  uma das principais atrações do equipamento.
O clássico Casablanca, de 1942, é uma das principais atrações do equipamento.

O Cineteatro São Luiz preparou uma programação especial neste fim de férias com clássicos do cinema, blockbusters e filmes infantis. A partir das 12h30 desta sexta-feira, a sessão “Café com Curtas” exibe “Memórias do Edifício São Pedro”, de Rebeca Prado, e “Raimundo dos Queijos”, de Victor Furtado. Do cearense Leonardo Mouramateus, o Cinema do Ceará, apresenta às 15h, o “Lagoa Remix” e logo após, em  primeira temporada de exibição no São Luiz,  “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2015), do norte-americano Colin Trevorrow (classificação indicativa: 12 anos).

Às 18h, na sessão “Nossos Clássicos”, o São Luiz traz o “Bem me quer”, filme de Levi Magalhães, de 2014. E, dando sequência será apresentado o clássico “Casablanca”, de 1942, dirigido por Michael Curtiz (classificação Indicativa: 12 anos), com os eternos astros Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

No sábado, 1/8, a programação da sessão matinês começa às 11h, com um dos filmes de animação mais concorridos pelo público infanto-juvenil, os“Minions”, de Chris Renaud (EUA, 2015, classificação livre, dublado). No turno da tarde, também no sábado, às 15h tem nova sessão com “Lagoa Remix”, do cearense Leonardo Mouramateus, e de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2015), do norte-americano Colin Trevorrow (classificação indicativa: 12 anos).

Já à noite, às 18h, a sessão “Nossos Clássicos”, traz nova oportunidade para os amantes do cinema assistirem a “Bem me quer”, filme de Levi Magalhães, de 2014, e ao clássico “Casablanca”.

No domingo, 2/8, segue a mesma programação, com as sessões de 15h e 18h. Às 15h com ““Lagoa Remix”, do cearense Leonardo Mouramateus, e “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2015). Às 18h, com “Bem me quer”, filme de Levi Magalhães, de 2014, e o clássico “Casablanca”.

Lançamentos · Programação

Jericoacoara recebe Festival Cinema Digital

festival-jeri

Pela quinta vez, realizadores audiovisuais de diversos estados brasileiros, responsáveis pelo novo cinema nacional, vão se encontrar em uma das praias mais belas de todo o mundo. De 15 a 21 de junho, o Festival de Jericoacoara – Cinema Digital realizará a sua quinta edição, sempre fiel à proposta original, de oferecer um novo olhar sobre o cinema brasileiro, um panorama da nova produção do audiovisual nacional, democratizada tanto em conteúdo quanto em forma, por meio da tecnologia digital.

O V Festival de Jericoacoara – Cinema Digital contará, na Mostra Competitiva de Curtas, com a exibição de 30 filmes, de realizadores de diversos estados, selecionados entre mais de 260 inscritos. Participam do festival filmes de até 20 minutos, sobre quaisquer temas, nos gêneros documentário, ficção, animação e experimental.

O festival também prestará homenagem ao cineasta cearense Hermano Penna, radicado em São Paulo, onde construiu uma trajetória de destaque no cenário do audiovisual brasileiro. Seu filme “Aos ventos que virão” será exibido especialmente no festival.

Lançamentos · Programação

Cine Ceará homenageia o novo cinema espanhol

O Cine Ceará reafirma sua vocação de mais tradicional evento cultural do estado, realizado ininterruptamente desde 1991. Neste ano, de 18 a 24 de junho, o festival Ibero-Americano de Cinema chega a sua 25ª Edição, com um sentimento especial pelo retorno ao Cineteatro São Luiz, em função da reabertura do equipamento cultural.

Sem título

São 25 anos atuando diretamente no fazer cultural do Ceará, instigando a produção local e proporcionando um valioso intercâmbio entre realizadores, produtores e a indústria do cinema no Brasil e outros países, em especial os latino-americanos e ibéricos.

Nesta edição, os filmes serão distribuídos nas seguintes mostras: Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem, Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem, Olhar do Ceará, Novo Cinema Espanhol, Mostras Sociais – O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece e Melhor Idade e Acessibilidade -e uma exibição especial.

Há ainda a realização de seminários, debates e oficinas. Toda a programação do Cine Ceará é gratuita. O acesso às sessões será mediante a troca de alimentos não perecíveis por ingressos. O evento acontecerá do dia 18 de junho a 24 de junho, e terá como homenageado o Novo Cinema Espanhol. A volta do Cine Ceará aos palcos do Cine São Luiz é outro motivo para comemoração. Vale a pena conferir.