Literatura · Programação

Companhia das Letras é editora com mais publicações na disputa do Prêmio Jabuti

O Prêmio Jabuti divulgou nesta terça-feira, dia 3, os finalistas de sua 59ª edição. Dentre os indicados em diversas categorias, 29 obras foram lançadas pelo Grupo Companhia das Letras, e mais oito títulos lançados originalmente pela editora estão entre os finalistas na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

Na categoria Romance, uma dos principais da premiação, estão entre os finalistas os autores Bernardo Carvalho, Elvira Vigna, Maria Valéria Rezende, Michel Laub, Silviano Santiago, José Luiz Passos e Javier Arancibia Contreras. A cerimônia de entrega do Prêmio Jabuti 2017 será realizada no dia 30 de novembro, onde também serão revelados os vencedores do Livro do Ano em Ficção e Não Ficção.

Conheça os finalistas publicados pelo Grupo Companhia das Letras.

 

Biografia

Diários da presidência 1997-1998, de Fernando Henrique Cardoso (Companhia das Letras)

Roberto Civita: O dono da banca, de Carlos Maranhão (Companhia das Letras)

 

Capa

Os Buddenbrook, de Thomas Mann. Capista: Raul Loureiro (Companhia das Letras)

Ciência da natureza, meio ambiente e matemática

A espiral da morte, de Claudio Angelo (Companhia das Letras)

 

Ciências da saúde

Palavra de médico, de Drauzio Varella (Companhia das Letras)

 

Ciências Humanas

A nervura do real II, de Marilena Chaui (Companhia das Letras)

Trópicos utópicos, de Eduardo Giannetti (Companhia das Letras)

 

Contos e crônicas

Diário das coincidências, de João Anzanello Carrascoza (Alfagura)

O sucesso, de Adriana Lisboa (Alfaguara)

Rio em shamas, de Anderson França (Objetiva)

Trinta e poucos, de Antonio Prata (Companhia das Letras)

Economia, administração, negócios, turismo, hotelaria e lazer

Anatomia de um desastre, de Claudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira (Portfolio-Penguin)

 

Histórias em Quadrinhos

Quadrinhos dos anos 10, de André Dahmer (Quadrinhos na Cia.)

 

Juvenil

Lua de vinil, de Oscar Pilagallo (Seguinte)

 

Poesia

Rol, de Armando Freitas Filho (Companhia das Letras)

 

Reportagem e documentário

O livro dos bichos, de Roberto Kaz (Companhia das Letras)

Petrobras: Uma história de orgulho e vergonha, de Roberta Paduan (Objetiva)

Turno da noite, de Aguinaldo Silva (Objetiva)

 

Romance

Como se estivéssemos em palimpsesto de putas, de Elvira Vigna (Companhia das Letras)

Machado, de Silviano Santiago (Companhia das Letras)

O marechal de costas, de José Luiz Passos (Alfaguara)

O tribunal da quinta-feira, de Michel Laub (Companhia das Letras)

Outros cantos, de Maria Valéria Rezende (Alfaguara)

Simpatia pelo demônio, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras)

Soy loco por ti, América, de Javier Arancibia Contreras (Companhia das Letras)

 

Teoria / Crítica literária

Mutações da literatura no século XXI, de Leyla Perrone-Moisés (Companhia das Letras)

 

Tradução

O reino, de Emmanuel Carrère, tradução de André Telles (Alfaguara)

Ouça a canção do vento / Pinball, 1973, de Haruki Murakami, tradução de Rita Kohl (Alfaguara)

Romeu e Julieta, de William Shakespeare, tradução de José Francisco Botelho (Penguin-Companhia)

 

>>> O Jabuti também premia livros brasileiros que ganharam edições em outros países. Dentre os indicados, oito títulos foram publicados originalmente pela Companhia das Letras:

Livro Brasileiro Publicado no Exterior

A Cup Of Rage, de Raduan Nassar (Penguin Random House UK)

Ancient Tilage, de Raduan Nassar (Penguin Random House UK)

Brasil: Una Biografia, de Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa M. Starling (Penguin Random House Grupo Editorial)

Broda Zalana Krwia, de Daniel Galera (Rebis)

El Vuelo de Madrugada, de Sérgio Sant’Anna (Hueders)

Mijn Duitse Broer, de Chico Buarque (De Bezige Bij)

Vég, de Fernanda Torres (Libri Kiadó)

Xangô Z Baker Street, de Jô Soares (Rebis)

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Literatura

“A noite da espera”, de Milton Hatoum

Nove anos após a publicação de Órfãos do Eldorado, Milton Hatoum retorna à forma da narrativa longa em uma série de três volumes na qual o drama familiar se entrelaça à história da ditadura militar para dar à luz um poderoso romance de formação.

Nos anos 1960, Martim, um jovem paulista, muda-se para Brasília com o pai após a separação traumática deste e sua mãe. Na cidade recém-inaugurada, ele trava amizade com um variado grupo de adolescentes do qual fazem parte filhos de altos e médios funcionários da burocracia estatal, bem como moradores das cidades-satélites.

Às descobertas culturais e amorosas de Martim contrapõe-se a dor da separação da mãe, de quem passa longos períodos sem notícias. Na figura materna ausente concentra-se a face sombria de sua juventude, perpassada pela violência dos anos de chumbo.

Neste que é sem dúvida um dos melhores retratos literários de Brasília, Hatoum transita com a habilidade que lhe é própria entre as dimensões pessoal e social do drama e faz de uma ruptura familiar o reverso de um país cindido por um golpe.

O lugar mais sombrio – Vol. 1

MILTON HATOUM nasceu em Manaus em 1952. Estudou arquitetura na USP e estreou na ficção com Relato de um certo Oriente (1989), vencedor do prêmio Jabuti (melhor romance). Seu segundo romance, Dois irmãos, de 2000, foi traduzido para oito idiomas e adaptado para a televisão, teatro e quadrinhos. Com Cinzas do Norte (2005) Hatoum ganhou os prêmios Jabuti, Bravo!, APCA e Portugal Telecom. Em 2008, sua primeira novela, Órfãos do Eldorado, foi adaptada para o cinema, e em 2013 reuniu suas crônicas em Um solitário à espreita. É colunista dos jornais O Estado de São Paulo e O Globo.

Literatura

Harari e a grande jornada sobre nós

Fiquei tão impressionado com Sapiens, do Yuval Noah Harari, que de pronto emendei com Homo Deus, livro que tenta dar seguimento à jornada do HOMO sapiens em busca da vida eterna.

Enquanto que o primeiro, de fato, é instigante do início ao fim. Harari tenta responder a questionamentos centenários. Por exemplo: o que aconteceu após o encontro dos sapiens com os neandertais? Talvez a primeira grande limpeza étnica da história. Por que os fortes laços sociais são tão importantes para os humanos? Talvez porque para sobrevivermos necessitamos da ajuda de toda uma comunidade.

Qual a religião que mais prosperou no mundo? O Capitalismo? Se nossa linguagem se desenvolveu através da fofoca, então somos antes de mais nada seres sociais.

Revolução Cognitiva, Agrícola e Científica são apenas alguns dos grande temas tratados por ele de uma maneira simples e direta, que faz com que a leitura transcorra de forma natural, sem cansar.

Em Homo Deus, o otimista Harari se revela como alguém que acredita na possibilidade de aumentarmos nossa capacidade de existência, ainda que ateste que a imortalidade ainda está um pouco distante de ser alcançada. No mundo em que vivemos morre-se mais de obesidade do que de fome.

Há mais suicídios do que assassinatos. No entanto, nossa posição como seres dominantes tem permitido praticarmos das mais variadas barbaridades com outras espécies.  Harari também nos apresenta a chamada revolução humanista na política (eleitor tem razão), na economia (o cliente tem sempre razão), na estética (a beleza está nos olhos de quem vê), na ética (se é bom pra você. ..) e na educação (pense por si mesmo).

No entanto, mais uma vez, Harari tende a acreditar que o humanismo liberal se sobreponha ao humanismo socialista ou ao que ele denomina de “humanismo evolutivo”, que tem como principais representantes os nazistas.

Homo Deus repete muito do que foi dito em Sapiens e parece que não brilha tanto quanto a primeira obra de Harari. Mas ainda assim é um ótimo estudo para reflexão científica, histórica e filosófica da espécie humana e seu futuro.

 

Descrição:

  • Homo Deus – Neste “Homo Deus”: uma breve história do amanhã, Yuval Noah Harari, autor do estrondoso best-seller Sapiens: uma breve história da humanidade, volta a combinar ciência, história e filosofia, desta vez para entender quem somos e descobrir para onde vamos. Sempre com um olhar no passado e nas nossas origens, Harari investiga o futuro da humanidade em busca de uma resposta tão difícil quanto essencial: depois de séculos de guerras, fome e pobreza, qual será nosso destino na Terra?

A partir de uma visão absolutamente original de nossa história, ele combina pesquisas de ponta e os mais recentes avanços científicos à sua conhecida capacidade de observar o passado de uma maneira inteiramente nova. Assim, descobrir os próximos passos da evolução humana será também redescobrir quem fomos e quais caminhos tomamos para chegar até aqui.

  • Sapiens –  autor repassa a história da humanidade, ou do homo sapiens, desde o surgimento da espécie durante a pré-história até o presente, mas em vez de apenas “inventariar” os fatos históricos ele os relaciona com questões do presente e os questiona de maneira surpreendente.

Além disso, para cada fato ou crença que temos como certa hoje em dia, o autor apresenta as diversas interpretações existentes a partir de diferentes pontos de vista, inclusive as muito atuais, e vai além, sugerindo interpretações muitas vezes desconcertantes. Yuval Noah Harari é professor do departamento de história da Universidade Hebraica de Jerusalém. É especialista em história mundial, medieval e militar.

Lançamentos · Literatura

Uma história do Samba abre temporada de publicações da Companhia das Letras

A Companhia das Letra, depois de muito se esperar, lança agora em fevereiro, o primeiro volume da saga de Lira Neto em busca de desvendar Uma História do Samba: as origens. Depois da aclamada trilogia biográfica de Getúlio Vargas, o escritor cearense se lançou ao desafio de contar a história do samba urbano.

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Em sua nova empreitada (de fôlego!), o escritor pretende retraçar, com sua verve narrativa singular, o percurso completo desse ritmo sincopado que é um dos sinônimos da brasilidade. Em virtude da riqueza e da amplitude do material compilado, recheado de documentos inéditos e registros fotográficos, o projeto será desdobrado em três volumes — neste primeiro, Lira leva o leitor das origens do samba até o desfile inicial das escolas de samba no Rio.

A Companhia preparou, também, outras publicações que prometem movimentar o mercado editorial neste começo de ano:

Título: Senhor D.

Autor: Alan Lightman

Gênero: Ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Após uma longa existência no Vazio, o onipotente Senhor D. resolve experimentar e criar o tempo, o espaço e a matéria. Aos poucos, surgem também os astros celestes, as primeiras formas de vida e os seres pensantes. E com eles, os dilemas inesperados até mesmo para o Criador — que parecia ter tudo sob controle. Como lidar com os anseios e incertezas dessas criaturas? Qual o sentido de sua existência? Até que ponto Ele consegue — e deve — intervir nesse novo mundo? Em Senhor D., Alan Lightman constrói um romance original sobre o surgimento do universo, narrado justamente pelo responsável por criá-lo. Uma fábula que discute com delicadeza questões de ciência, filosofia, religião e de nossa existência.

 

Título: É agora como nunca – Antologia incompleta da poesia contemporânea brasileira

Autor: Adriana Calcanhoto

Gênero: Ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Ao assinar célebres parcerias com nomes como Waly Salomão, Augusto de Campos e Antonio Cicero, Adriana Calcanhotto consolidou sua carreira musical com os dois pés fincados na poesia. Leitora assídua da lavra contemporânea, ela selecionou 42 poetas nascidos no Brasil entre 1973 e 1990 para criar uma antologia “pessoal, intransferível, autoral, ou o contrário”. Numa viagem de verão, em vez de levar na mala 42 livros, a organizadora apresenta uma amostra dos poetas novos e novíssimos em um único volume. É o “meu livro de férias”, ela explica. Com humor e melancolia, os versos, reunidos, formam um panorama vibrante e múltiplo da poesia atual — espalhada em saraus, blogs e, por que não, livros.

 

Título: Clarice, uma biografia

Autor: Benjamin Moser

Gênero: Não ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Este livro, lançado originalmente em 2009, deu aos brasileiros uma nova imagem de Clarice Lispector e consagrou sua obra no exterior.  Se hoje Clarice é uma figura mítica das letras brasileiras — bela, misteriosa e brilhante —, sua vida foi recheada de percalços que a tornam mais complexa do que mostra a imagem oficial. Ao empreender uma síntese inédita entre vida e obra de uma autora clássica, Benjamin Moser deu uma contribuição de extrema importância para a cultura brasileira. A edição da Companhia das Letras traz posfácio inédito de Michael Wood.

 

Título: Mensur

Autor: Rafael Coutinho

Gênero: Ficção

Selo: Quadrinhos na Companhia das Letras

 

Um dos artistas mais talentosos do quadrinho brasileiro, Rafael Coutinho volta à forma longa neste que é seu mais ambicioso trabalho desde Cachalote, romance gráfico criado em parceria com o romancista Daniel Galera. Em Mensur, Coutinho conta a história do Gringo, um andarilho que percorre cidades brasileiras em busca de bicos e trabalhos manuais. Todavia, o Gringo é também um dos últimos praticantes do mensur, uma luta de espadas surgida na Alemanha do século XV entre estudantes universitários.

Enquanto lida com seus próprios fantasmas e obsessões, um caso amoroso pode colocá-lo em rota de conflito com seu passado e com segredos que jamais deveriam vir à tona.

 

Título: O túmulo de Lênin – Os últimos dias do Império soviético

Autor: David Remnick

Gênero: Não ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Publicado originalmente em 1993, este livro tornou-se um clássico do jornalismo contemporâneo. Atual diretor da revista New Yorker, conhecida pela qualidade inigualável de suas reportagens, David Remnick foi correspondente do Washington Post na Rússia entre 1985 e 1991. Durante aqueles anos, assistiu à desintegração do império soviético e a sua transformação numa democracia turbulenta. As centenas de reportagens que produziu à época são a matéria-prima deste relato vencedor do Prêmio Pulitzer, o mais prestigioso do jornalismo mundial. Como num grande romance russo, todos têm o que dizer. Contradizendo uns aos outros, eles compõem um retrato exuberante de um povo ciente de que a história estava se movendo sob seus pés.

 

Título: A árvore de Gernika – Um estudo de campo da guerra moderna

Autor: G. L. Steer

Gênero: Não ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Em julho de 1936, o general Francisco Franco liderou uma revolta conservadora contra o governo de esquerda da República da Espanha. O levante durou até abril de 1939 e esteve na origem da guerra Civil Espanhola, um dos mais sangrentos conflitos civis do século XX. Publicado em forma de livro em 1938, A árvore de Gernika é um relato dessa guerra. Combatendo ao lado dos Bascos, o jornalista G. L. Steer acompanhou no front os lances decisivos da batalha vencida pelo general Francisco Franco. Seu texto sobre a destruição da cidade de Guernica, publicado na imprensa na época e presente neste livro, inspirou o artista Pablo Picasso a pintar a obra-prima homônima e despertou o mundo para as atrocidades do conflito.

 

Título: O espírito da ficção científica

Autor: Roberto Bolaño

Gênero: Ficção

Selo: Companhia das Letras

 

Ambientado na Cidade do México nos anos 1970, O espírito da ficção-científica conta a história de Remo Morán e Jan Schrella, dois jovens escritores obcecados por poesia e ficção científica. Enquanto o primeiro tenta incansavelmente encontrar seu espaço na literatura, o segundo passa os dias enviando cartas delirantes a seus atores favoritos de ficção científica. Escrito nos anos 1980 e descoberto agora, esse romance traz todos os elementos que fariam de Bolaño um dos autores mais célebres e importantes da literatura latino-americana. Seus fãs encontrão aqui não apenas a prosa tão facilmente reconhecível — e tão absolutamente inesperada — quanto seus temas mais caros, como a literatura, o amor, a juventude, a amizade, o humor e a rebeldia.

Lançamentos

A Hora dos Ruminantes será relançada

A Hora dos RuminantesConsiderado o romance mais importante de José J. Veiga, a obra A Hora dos Ruminantes é um dos lançamentos propostos pela editora Companhia das Letras para o mês de fevereiro. Tem alguns anos que li o livro, e desde então, ele figura entre os meus preferidos, uma vez que o suspense envolto na cidade de Mararairema é algo que vai te instigando a querer chegar logo ao fim da publicação para descobrir que segredos esconde uma legião de visitantes desconhecidos que chegam até a localidade.

De acordo com a Companhia das Letras, a primeira tiragem em capa dura faz parte do projeto de reedição da obra completa de José J. Veiga, com prefaciadores convidados, fotos do autor e sugestões de leitura. Ou seja, um deleite para os amantes da boa obra de escritores nacionais.  Veiga nasceu em Corumbá, Goiáis, em 1915, e morreu no rio de Janeiro em 1999. Ele é considerado um dos maiores autores de língua portuguesa do realismo fantástico, e por isso deve ter sua obra apreciada pelos entendedores de boa leitura.