Lançamentos · Literatura · Programação

Grupo Ceará em Letras promove I Jornada Ceará em Letras

O  Grupo Ceará em Letras promoverá na UFC, no dia 26 de outubro,  a I Jornada Ceará em Letras, organizada por Fernanda Diniz, Fernângela Diniz, Alexandre Vidal Marilde Alves e Weelington Rodrigues. Desde 2013, o grupo de pesquisadores se reúne para publicar anualmente uma obra com ensaios sobre obras de autores cearenses.

Em comemoração dos 5 anos do projeto, promoveremos a Jornada como forma de valorizar ainda mais a produção dos nossos escritores cearenses. Na ocasião serão apresentados, por meio de mesas-redondas, os ensaios que fazem parte do livro Percursos da Literatura do Ceará, que será lançado no dia 27/10, no Teatro José de Alencar às 18h30min.

O livro é organizado por Fernanda Diniz, Fernângela Diniz, Alexandre Vidal e Wellington Rodrigues.

Neste ano, o Grupo apresenta ao leitor o livro Percursos da Literatura no Ceará, uma edição comemorativa dos cinco anos do projeto. Composto por 19 artigos, no livro são estudados Adolfo Caminha, Airton Monte, Airton Monte, Arievaldo Viana, Artur Eduardo Benevides, Caio Porfírio Carneiro, Carlos Câmara, Eduardo Campos, Francisco Melchíades, Jards Nobre, José de Alencar, Juvenal Galeno, Oliveira Paiva, Rachel de Queiroz e Roberto Pontes.

Essa edição especial apresenta duas partes. Na primeira parte, são apresentados os estudos sobre obras de autores cearenses. Na segunda, publicamos alguns textos literários de pesquisadores do grupo, entre eles estão Mary Nascimento da Silva Leitão, Marilde Alves da Silva, Vanessa Paulino Venancio e Francisco Wellington Rodrigues Lima.

Desse modo, ao longo desses anos, o Grupo Ceará em Letras vem se destacando no âmbito da crítica literária com foco na obra de autores que, embora tenham obras de grande valor artístico, ainda não foram abordados suficientemente pela academia.

 

PROGRAMAÇÃO
8h às 8h30min – Credenciamento
8h30 às 9h – Abertura
9h às 10h – Conferência: Literatura no Ceará –
Prof. Dr. Roberto Pontes
10h às 10h30min – Merenda
10h30min às 12h

MESA 1 – CULTURA, POLÍTICA E
EDUCAÇÃO NA LITERATURA DO
CEARÁ
Lendas e Canções Populares, de Juvenal Galeno: a expressão poética do povo brasileiro Alexandre Vidal de Sousa / Fernanda Maria Diniz da Silva
“Tudo é sertão é mito e encantação”: o espaço sertanejo no poema “Cântico dos Cânticos”, de Artur Eduardo Benevides Fernângela Diniz da Silva
Da realidade à ficção: o crime passional de Dona Guidinha do Poço Avanúzia Ferreira Matias / Janicleide Vidal Maia
A História da Educação Brasileira em A Normalista
Gildênia Moura de Araújo Almeida A justiça encarnada em Roberto Pontes Mary Nascimento da Silva Leitão / Cássia Alves da Silva
14h às 17h20mim

MESA REDONDA 2 – HISTÓRIA, FICÇÃO
E CRIAÇÃO LITERÁRIA
Airton Monte: o homem e a obra sob o prisma da criação literária
Cintya Kelly Barroso Oliveira/ Francisca Solange Mendes da Rocha
As modulações tensivas do desejo em Curral de Pedras e Pássaros sem Canção, de Jards Nobre Marilde Alves da Silva
José de Alencar: ficcionista antes de tudo
Aline Leitão Moreira / Maria Bernardete Alves Feitosa
As menininhas de Rachel de Queiroz: representações do comportamento feminino em meio a modernização conservadora durante a ditadura militar (1964-1975) Lia Mirelly Távora Moita

MESA 3: CONTO, CRÔNICA E TEATRO
NA LITERATURA DO CEARÁ
Carlos Câmara e a alvorada do teatro nacional: tradição, modernidade, cultura, história e memória; o Ceará contado, recontado e cantado em A Bailarina e o Casamento da Peraldiana Francisco Wellington Rodrigues Lima
Sertão, um “meio” denso e quente para as
crianças: o sentimento infantil no conto O Pato de Lilico, de Caio Porfírio Carneiro Elayne Castro Correia
O anti-herói na literatura de cordel: uma análise do comportamento do protagonista nos cordéis artimanhas de João Grilo, de Arievaldo Viana, e as astúcias do filho de João Grilo, de Francisco Melchíades Stefanie Cavalcanti de Lima Silva
Crônica: do gênero literário tupiniquim à terra da luz Maria Lílian Martins de Abreu

Agradecimentos finais e sorteio de livros

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Lançamentos · Música

Amelinha expõe sentimentos do CD em que canta músicas de Belchior

por Mauro Ferreira do G1

Lançado nesta primeira semana de outubro de 2017, o 17º álbum de Amelinha, De primeira grandeza – As canções de Belchior (Deck), alinha no repertório dez músicas do cancioneiro do compositor cearense Antonio Carlos Belchior (26 de outubro de 1946 – 30 de abril de 2017), artista singular que saiu de cena há pouco mais de cinco meses.

Conterrâneo de Amelinha, cantora cearense que debutou há 40 anos no mercado fonográfico com o álbum Flor da paisagem (1977), Belchior tinha pedido a cantora que regravasse a composição De primeira grandeza, lançada na voz do autor e cantor há 30 anos, no álbum Melodrama (1987). Feito em meados dos anos 1990, o pedido foi atendido postumamente por Amelinha no disco idealizado pelo produtor Thiago Marques Luiz e gravado em agosto desde ano de 2017 no estúdio Canto da Coruja, situado em Piracaia (SP), cidade do interior do estado de São Paulo.

Sob a direção musical de Estevan Sincovitz (guitarra, violões e baixo), integrante da banda que também inclui Caio Lopes (bateria), Fabá Jimenez (guitarra e violão), Ricardo Prado (teclado, baixo e sanfona), Amelinha deu voz às canções A palo seco (1973), Alucinação (1976), Comentário a respeito de John (1979), Incêndio (Belchior e Petrúcio Maia, 1980), Mucuripe (1972), Na hora do almoço (1971), Paralelas (1975), Passeio (1974), Princesa do meu lugar (1980) – música que batizou álbum da cantora Guadalupe e que nunca foi gravada por Belchior – e, claro, De primeira grandeza (1987).

“Na década de 1990, por volta de 1996, encontrei com Bel nos bastidores de uma emissora de TV em São Paulo e ele me disse que tinha feito uma música chamada De primeira grandeza e que gostaria muito de ouvi-la na minha voz. Foi uma surpresa deliciosa, mas como estava num momento um tanto tumultuado na minha vida pessoal e profissional, guardei a música para fazer parte de um disco de carreira que tivesse uma representatividade mais ampla.

Depois, em 2000, gravei com ele e Ednardo o CD Pessoal do Ceará, produzido pelo Robertinho do Recife e lá também não coube De primeira grandeza, pois era um disco autoral com músicas já conhecidas.

Em 2012 fui convidada por Thiago Marques Luiz para gravar o CD Janelas do Brasil. Incluímos Galos, noites e quintais, canção emblemática do Bel (ele me chamava de Mel), que fizemos questão de inserir também no meu primeiro DVD, gravado em seguida com os meus sucessos e com convidados especiais que fizeram parte determinante e fundamental da minha trajetória: Fagner, Toquinho e um novo parceiro, Zeca Baleiro.

De primeira grandeza permaneceu na lista do que eu chamo de “meu balde de canções” para a continuação de Janelas do Brasil, assunto que eu já vinha falando com Thiago há um ano.

Em janeiro de 2017, no aniversário de São Paulo, cantei Passeio, música do primeiro disco do Bel, de período em que nossa convivência era bem intensa e no qual eu pude assistir de perto ao nascimento de canções como Mucuripe, A palo seco, Na hora do almoço, Paralelas e tantas outras.

Continuei dizendo nos shows: ‘Volta, Bel!’, mas nunca imaginei que fosse acontecer desta forma. No primeiro momento, fiquei sete dias muda, quieta, chocada e com um vazio enorme no meu peito. Mesmo assim, recebi o convite de Thiago com um sentimento não identificável, mas simplesmente disse ‘sim!’. E pensei: ‘Como vou conseguir?’, e isso ficou em mim até chegar o momento da gravação.

Fui conduzida por Deus, eu creio, através do produtor a um lugar belíssimo para gravarmos esse álbum, no interior de São Paulo com um clima puro e frio que transmitiu paz e esperança. Água de mina, cachoeira, comida orgânica. Tudo de uma pureza vital e restauradora. Acordávamos cedo, café às dez, gravação a partir das 14h até as 19h. Em quatro dias gravamos este disco, neste ritmo, basicamente ao vivo.

Foi um intensivão, penso que necessário para que eu, rodeada de tantas pessoas de almas bonitas, de crianças e de animais como ganso, galinha d’angola, cavalos, cachorros lindos, vacas, gatinhos, além de uma tremenda cachoeira sonora e transbordante ao largo, enfim. Aquilo tudo me ajudou poderosamente a realizar minha tarefa.

Respirei fundo e me entreguei de voz e alma. Eis-me aqui novamente com mais um álbum no qual, além da composição De primeira grandeza, veio uma cascata de outras músicas do saudoso amigo, a compor esta nova e delicada sinfonia.

Sinto-me agradecida, revigorada, muito mais forte. E tudo isso tem uma intrínseca relação com as conversas que desde os anos 1970, e ao longo do tempo, vinha desenvolvendo com o Bel, nesta nossa relação tão próxima que sempre foi, mesmo estando longe. Agradeço a todos que participaram deste momento de carinho, a toda equipe do disco De primeira grandeza, que foi maravilhosa e dedicada. E a Deck por abraçar o nosso projeto.

Espero que gostem de voar conosco nesse ‘Disco Voador, meu amor! Meu Amor! Meu Amor! É pra você’.

‘Quando estou sob as luzes, não tenho medo de nada e a face oculta da lua que era minha aparece iluminada’ “. Amelinha

(Créditos das imagens: Amelinha em foto de Murilo Alvesso. Capa do álbum De primeira grandeza – As canções de Belchior)

Literatura

Vem aí o I Festival de Gastronomia e Cultura do Aracati

A Prefeitura do Aracati o Sebrae-CE promovem, no dias 27 e 28 de outubro, o 1º Festival de Gastronomia e Cultura do Aracati. O evento, espera ter um público visitante de 1.500 pessoas/dia, e terá 12 stands capitaneados por empresas atuantes no ramo de alimentação no município do Aracati, além de espaço para food Trucks. Tudo isso montado no coração do centro tombado pelo patrimônio histórico e cultural, a Rua Grande. O evento integra a programação festiva dos 175 anos de emancipação política da cidade do Aracati, oficialmente comemorado no dia 25 de outubro, mas que nesse ano terá atrações durante todo o mês, em especial entre os dias 21 e 29.

Toda a potencialidade gastronômica da região do litoral leste cearense estará sendo valorizada, em especial os pescados e frutos do mar que terão três stands exclusivos. A eles se somarão dois standes de comida de boteco, dois de pizzas e massas, um de carnes/churrasco, um de bolos e doces, um de comida saudável e duas lanchonetes tradicionais da cidade, que oferecerão produtos preparados previamente e modelados especificamente para atendimento do público visitante do Festival.

Fortalecer a Gastronomia Regional

“A preocupação do Sebrae é contribuir para o fortalecimento da gastronomia regional, através da valorização da experiência gastronômica, como uma ferramenta de fidelização do cliente e diferencial competitivo para o pequeno negócio”, explica a analista do Sebrae-CE, Lucieuda Bezerra da Silva . Ao apresentar o evento hoje a microempresários do setor, secretários do município, vigilância sanitária e artesãos, a analista ainda lembrou que esse dia 05 de outubro, é o dia da Micro e Pequena Empresa, e data comemorativa dos 45 anos do Sebrae, manifestando a importância de iniciativa como essa parceria pela realização do festival de gastronomia e cultura se reveste como de extrema importância.

Para a secretária de Turismo e Cultura do município, Denise Pontes, a parceria com o Sebrae é fundamental para o desenvolvimento dos pequenos negócios no Aracati. “O festival gastronomico vem com a proposta de uma revitalização da Rua Grande, de ocupaçao de espaços publicos. Aliados ao Sebrae temos a garantia de que o que será exposto e vendido no festival vem com qualidade”. Ela ressalta ainda a importância na capacitação, já que uma das condições impostas pelo Sebrae ao expositores interessados é participar das ações preparatórias, aí se incluindo um treinamento sobre manipulação adequada de alimentos.

Valorizar o artesanato

Com a parceria da Secretaria de Cidadania e Desenvolvimento Social, que tem como titular Luisa da Costa Feitosa, o Sebrae abre nesse Festival também espaço para os artesãos do município, que poderão expor suas peças. A seleção dos participantes será feita pelas associações cadastradas e que já operam com a Prefeitura do Aracati e o Sebrae em projetos de capacitação e de estimulo da economia criativa.

No evento, a secretária Luisa Feitosa fez questão de frisar a importância do envolvimento dos artesão do município, ressaltando ainda que um trabalho que já vem sendo feito com as labirinteiras e com mulheres que trabalham com palha já vem surtindo efeito. “As labirinteiras e as artesão que foram por nós capacitadas para o trabalho com palha, estarão nesse ano na Casa Cor em Fortaleza, inclusive com publicação na revista especializada que é produzida para o evento. E ter um evento como esse Festival de Gastronomia e Cultura ajuda a dar visibilidade ao trabalho importante e belo que elas desenvolvem”, destacou a secretária de Cidadania e Desenvolvimento Social.

Durante os dois dias de evento haverá ainda um palco montado, onde diversos artistas da região serão convidos, inclusive com a realização simultânea do Festival de Cantadores e Repentistas do Aracati, durante os dois dias.

SERVIÇO

o 1º Festival de Gastronomia e Cultura do Aracati

o Período: 27 e 28 de outubro

o Horário: Das 18h30min às 23h30min

o Local: Rua Coronel Alexanzito (popularmente conhecida como Rua Grande), em Aracati.

o Pré-Inscrições dos interessados em montar um stand ou um food truck: até o dia 09 de outubro no Sebrae de Aracati (R. Cel. Alexanzito, 812 – Centro).

Literatura

MinC apresenta mudanças na Lei Rouanet

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Os projetos culturais apresentados ao Ministério da Cultura (MinC) para apoio via Lei Rouanet passam por novas regras de aprovação a partir da Instrução Normativa nº 1/2017. No bojo das atualizações para o uso da Lei Rouanet, a contratação de pareceristas técnicos também recebeu novas regras para a gestão de profissionais, a classificação e distribuição dos projetos, bem como para procedimentos de análise e emissão de pareceres técnicos.

Publicadas pela Portaria nº 39 da edição da última quinta-feira (13) do Diário Oficial da União, as novas regras passarão a ser aplicadas a partir do próximo edital de contratação de pareceristas, previsto para este semestre.

A análise técnica pelos pareceristas é uma das fases de análise responsável pelo processo de aprovação dos projetos apresentados ao Ministério da Cultura. A coordenadora do banco de pareceristas, Flávia Rodrigues Dias, explica que o novo fluxo de aprovação de projetos estabelecido pela IN proporciona maior qualidade na produção dos pareceres, que sinalizarão a efetiva viabilidade de execução dos projetos e subsidiarão a análise na próxima etapa, pelos membros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).

O novo modelo de contratação de pareceristas trará atualização do valor pago por cada parecer emitido. O objetivo é ter um banco com profissionais mais qualificados, que atuarão em projetos de todos os níveis de complexidade. Dessa forma, não haverá mais a separação do parecerista para atuação em apenas determinados projetos, definidos pelo seu nível de complexidade, como ocorre com os 319 pareceristas registrados pelo MinC atualmente. Ou seja, cada um deles só pode analisar projetos do seu nível específico, o que pode gerar, em determinado momento, acúmulo de análise, e noutro, ociosidade do parecerista.

Pelas definições da Portaria, o trabalho se dará com nova abordagem na emissão do parecer técnico. O parecerista deverá realizar uma análise mais cuidadosa em cada um dos itens técnico-orçamentários, de forma a aprimorar a análise dos projetos antes de chegar à CNIC. Outra alteração foi apresentadas no período de afastamento temporário – no qual o parecerista deixa de receber projetos a pedido-, que passa a ser de 30 dias. As sanções administrativas de advertência e suspensão serão acrescidas à de descredenciamento.

O que faz o parecerista

Depois de passar pela fase de admissibilidade, a proposta cultural segue para a unidade técnica correspondente ao segmento cultural do seu produto principal. Dentro do Sistema MinC (Secretarias e Instituições Vinculadas), há unidades diferentes que lidam com universos artístico-culturais diferentes e que têm a competência de realizar esta tarefa. As secretarias e entidades vinculadas podem convocar pareceristas de seu próprio corpo de servidores ou do banco de peritos do MinC, que são profissionais credenciados por meio de edital público.
A análise técnica se dá conforme requisitos estritamente objetivos como a adequação das fases do projeto; análise de preços de cada item orçamentário, conforme praticado pelo mercado. O parecer pode trazer sugestões de ajustes, com recomendação de aprovação total, parcial ou indeferimento, devidamente fundamentada.

Novo fluxo de aprovação

Agora, antes da análise técnica pelo parecerista e da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), os projetos recebem, já na fase de admissibilidade, aprovação para captar 10% do valor aprovado, comprovando sua viabilidade de execução. Isso reduzirá em torno de 60% o esforço do MinC com redução de custos para o Estado e muito mais agilidade e qualidade para os proponentes. Atualmente, dos quatro projetos aprovados pelo MinC, apenas um consegue captar os 20% necessários ao começo da sua execução.

A economia gerada pelo novo fluxo permitirá a atualização do valor dos pareceres, criando um novo modelo de contratação de pareceristas. O objetivo é que o profissional dedique mais atenção aos projetos com efetiva viabilidade, podendo atuar em projetos de todos os níveis de complexidade. Dessa forma, haverá o aprimoramento na análise dos itens orçamentários do projeto antes de chegar à CNIC.

da assessoria

Literatura

Escola Porto Iracema das Artes terá Laboratório de Escrita Criativa

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Ronaldo Correia de Brito e Socorro Acioli devem ministrar os cursos de Escrita Criativa no Porto Iracema das Artes

A Secretaria de Cultura do Ceará está preparando para o próximo ano o início das atividades do Laboratório de Escrita Criativa da Escola Porto Iracema das Artes, no Centro Cultural Dragão do Mar. O anúncio foi feito pelo gestor da pasta, Fabiano dos Santos Piúba,  que  afirmou ainda estar conversando com os escritores Socorro Acioli e o cearense radicado em Pernambuco,  Ronaldo Correia de Brito, que devem ministrar as aulas.

O secretário foi questionado sobre os motivos de o Ceará ainda não ter um curso voltado para a escrita criativa, e destacou a novidade, ressaltando também estar discutindo a ideia com a diretora da Escola Porto Iracema das Artes, Beth Jaguaribe, e com Paulo Linhares, responsável pela administração do Dragão do Mar. “Para o próximo ano a gente inaugura nosso laboratório de escrita criativa”, disse o secretário.

Atualmente, a Escola Porto Iracema das Artes é composta por cinco laboratórios: Audiovisual/Cinema, Artes Visuais, Música, Pesquisa Teatral e Dança.  De acordo com o portal da entidade, os laboratórios são espaços de experimentação, pesquisa e desenvolvimento de projetos culturais nas diversas linguagens.

“Funcionam em regime de imersão, através de processos formativos de excelência, desenvolvidos em torno das propostas previamente selecionadas. Os alunos recebem orientação de consultores/tutores, que conduzem a qualificação dos projetos, através de orientações individuais, oficinas, palestras e master class”.

 

Lançamentos

Filme A Lenda do Gato Preto será lançado no Cine Ceará

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Com direção de Clébio Viriato Ribeiro, A Lenda do Gato Preto é um filme de longa duração que se destina à exibição no circuito comercial de salas de cinema e salas digitais, no Brasil, em 2015. Sua avant-première mundial acontecerá no Cine São Luiz, 23 de junho de 2015, 21h, durante a realização do 25º Cine Ceará em Fortaleza.

O filme exalta a força da cultura cigana e sua contribuição para formação da identidade cultural brasileira. Uma proposta que respeita as diferenças das minorias étnicas, reconhecendo o legado que os povos ciganos (notadamente os que passaram pelo sertão nordestino em meados do século passado) deixaram às futuras gerações.

A historia se passa no sertão mas não fala de seca, cangaço e miséria. O filme tem ainda como mote inspirador uma lenda urbana propagada em Quixadá, município do sertão central do Ceará, que diz sobre uma menina tomada pelo desejo súbito e irresistível de subir pela parte mais íngreme da Pedra do Cruzeiro, vencendo seus 90 metros de altura sem a ajuda de qualquer equipamento, afirmando ser atraída por um gato preto que a conduzia até o topo da pedra.

Repleto de misticismo, surrealista e romântico, com uma temática lúdica, presente no imaginário de muita gente, a produção espera envolver e captar um público extenso, garantindo a propagação da obra para outras praças. Como resultado, espera-se atingir um público estimado em dois milhões de pessoas na faixa etária de 13 a 80 anos de idade entre cinéfilos, remanescentes de comunidades ciganas, jovens e adultos, homens e mulheres das classes sociais A, B e C no Brasil e Exterior.

Ciganos e lenda urbana
Porque um filme sobre ciganos? Ao contrário dos índios, hoje também uma minoria, os ciganos nem sequer são citados na Constituição Federal. A defesa dos direitos e interesses ciganos, no entanto, é bem mais difícil e complexa.

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A cultura cigana representa um conjunto de tradições e crenças que desafiam os modelos sociais por defender o direito à diferença. Os ciganos, ao longo da história, são testemunhas do preconceito social e religioso, exatamente por não reconhecerem um Deus próprio, nem sacerdotes, nem pastor. Para os citadinos, cigano muitas vezes é sinônimo de esperto, vagabundo ou ladrão. Esse ranço histórico é cultivado, inclusive, pela literatura em torno de estórias e histórias vividas ou imaginadas.

O filme, com tons de realismo fantástico, tem como fio condutor a passagem dos ciganos pelo sertão e uma lenda urbana de Quixadá que versa sobre uma garota que subia pela parte mais íngreme os 90 metros da Pedra do Cruzeiro sem ajuda de nenhum equipamento. Uma multidão se juntava no sopé da pedra para ver a garota e sua performance. Quando descia, falava para os populares que era um gato que a chamava e a conduzia para o topo da pedra.
A história

Sertão do Nordeste brasileiro, tempos atrás. Um grupo de ciganos acampa nos arredores de Quixadá, seguindo a previsão de que um novo tempo se anuncia. Ali passam semanas mudando a paisagem, interferindo no cotidiano do pequeno lugarejo.

Aos poucos se integram à vida da cidade e usando da habilidade para o comércio fazem da feira seu ponto de negócios. Lutando pelo direito de serem aceitos, um pequeno grupo de ciganos envolve-se numa grande confusão, após um rico comerciante local atropelar um Gato Preto, animal de estimação de uma Cigana. Conflito que finda por expulsar a todos os ciganos da cidade. Anos depois, Mariana, filha mais nova da família Amorim, sente-se tomada por uma força indômita que a faz correr pelas ruas de Quixadá e subir pela parte mais íngreme da Pedra do Cruzeiro.

A Cigana do gato morto retorna a Quixadá, agora dona do famoso Circo Estrela do Oriente. Seu filho e Mariana têm um romance proibido que mudará o rumo da história.

A Lenda do Gato Preto foi inteiramente rodado no Ceará tendo como cenários as paisagens de Quixadá e a beleza arquitetônica dos casarões e sobrados de Maranguape.

Caiu na rede

70% dos brasileiros não leram um livro sequer em 2014

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Sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer no ano passado, revela pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro sobre os hábitos culturais, feita em 70 cidades de nove regiões metropolitanas.

O mapa do lazer do brasileiro revela um consumidor sem muito entusiasmo pela arte e literatura. Cerca de 55% dos brasileiros responderam que não fizeram nenhuma atividade cultural em 2014. Em 2013, essa porcentagem era de 49%.

A leitura de livros caiu de 35% para quase 30% dos entrevistados. 70% dos pesquisados não leram um único livro neste ultimo ano.

O uso da internet, facilitado pelos smartphones é apontado na pesquisa como um dos responsáveis pela queda na leitura, principalmente entre os jovens.

Os frequentadores de cinema também diminuíram no ano passado. Já as idas ao teatro dobraram em relação a 2009.

Mas, ainda assim, 89% não assistiram uma peça sequer entre 2013 e 2014.

A resposta da maioria dos entrevistados é que eles não lêem ou não freqüentam atividades culturais por falta hábito. Mas, para os pesquisadores, a situação econômica do país também interfere no lazer dos brasileiros e muitos consumidores concordam com isso.

“O crescimento da economia está menor em 2015, a propensão das pessoas a frequentar ambientes culturais provavelmente vai ser muito próxima da de 2014. Então, é importante apostar em promoções, parceria com outras empresas, inclusive de outros segmentos, para atrair esse consumidor que esá mais desconfiado”, aponta Christian Travassos, gerente de economia da Fecomercio-RJ.

do Jornal da Globo