Literatura

Câmara Cearense do Livro quer melhores condições para produção literária no Estado

Câmara Cearense do Livro pediu apoio de parlamentares na sede da Fiec

A Câmara Cearense do Livro (CCE) reuniu na manhã de segunda-feira (10), durante café da manhã na cobertura da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), parlamentares, representantes do setor gráfico, produtores e autores do Estado, para discutir a possibilidade de se criarem melhores condições para a produção literária no Ceará. De acordo com Lucinda Marquês, presidente da CCE, a ideia do encontro foi abrir um diálogo com o parlamento para que as demandas do segmento sejam conhecidas e possam vir a ser atendidas.

Ela destacou dentre os vários pontos que o setor reclama, a maior produção no Ceará de obras didáticas e paradidáticas. Hoje, destacou, grande parte do material utilizado, por exemplo, no nível didático, é produzido por editoras de fora do Ceará, com maior volume oriundo do Rio de Janeiro e de São Paulo, além do Paraná.

Segundo Lucinda, essa cartelização poderia ser combatida caso houvesse uma política voltada ao aproveitamento do material aqui produzido, pois, de acordo com ela, nosso parque gráfico não deixa nada a desejar aos dos demais estados da federação. Ela cita ainda a qualidade das obras cearenses como outro componente a ser levado em conta.

Lucinda ressalta como proposta principal para que essa questão venha a ser resolvida, a criação de cotas regionais de produção de livros. Outros pontos, destacou, seriam a ampliação de feiras culturais pelo interior e um maior volume de publicações a ser contemplado em editais públicos.

Para o deputado federal José Airton Cirilo (PT), líder da bancada federal cearense, o pleito da CCE precisa ser entendido como uma questão de Estado, e não apenas de governo. Ele ressaltou que objetivamente muitas das propostas da CCE já constam do Plano Nacional de Educação (PNE) e que agora seria necessário reforçar essas ações.

O parlamentar afirmou que a proposta de regionalização da produção é uma pauta antiga e vem sendo adotada pelos governos Lula e Dilma, e que a questão cultural também requer essa atenção. Participaram do encontro, além de José Airton, os parlamentares federais Raimundo Gomes de Matos (PSDB) e Odorico Monteiro (PT), e os estaduais Carlos Matos (PSDB) e Roberto Mesquita (PV).

do portal do Senai-CE

Lançamentos

Editora lança livro inédito de Sartre

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O que é a subjetividade? traz importante discussão para a filosofia protagonizada por um dos maiores intelectuais do século XX

Inédito no Brasil, o livro O que é a subjetividade?, de Jean-Paul Sartre, chega ao país pela editora Nova Fronteira. O lançamento da obra reaquece debates entre interessados em filosofia, fãs do escritor francês, estudantes e profissionais da área de ciências humanas a respeito da subjetividade relativa ao indivíduo na sociedade capitalista. A discussão, apesar de antiga, não deixa de ser atual ao questionar como o homem vê a si mesmo e aos outros dentro do sistema econômico vigente.

A obra é fruto de uma conferência de três dias entre o autor e pensadores e dirigentes da esquerda italiana. “O problema que nos interessa é o da subjetividade no âmbito da filosofia marxista”, afirmou Sartre na abertura da assembleia, em 1961. Em uma época de grande debate sobre a luta de classes, o filósofo acreditava que os intelectuais tinham de desempenhar um papel ativo na sociedade e, por isso, apoiou causas políticas de esquerda ao longo de sua vida e em sua obra.

No posfácio do livro O que é a subjetividade?, Fredric Jameson – conceituado crítico literário e político marxista –, faz uma análise sobre a atualidade das ideias de Sartre. “Hoje, não se trata de reativar a noção de luta de classes: ela encontra-se em toda parte, insuperável. Temos necessidade é de uma apreensão renovada da natureza da consciência de classe e de seu funcionamento. O Sartre da conferência de Roma tem coisas importantes a dizer a esse respeito”, declara. Além da participação de Jameson, a edição inédita conta, ainda, com a tradução de Estela dos Santos Abreu, professora de Ciências Sociais com mais de oitenta livros traduzidos.

Sartre, considerado um dos maiores pensadores do século XX, não apenas publicou ensaios críticos e filosóficos, mas também produziu peças, contos e romances como forma de disseminar seus preceitos existencialistas. Uma de suas mais famosas obras literárias é a novela “A náusea”, que terá nova edição lançada pela Nova Fronteira em julho deste ano. O romance fará parte da Coleção 50 anos em comemoração do aniversário da editora.

Nova Fronteira completa 50 anos em 2015

A Editora Nova Fronteira comemora este ano um casamento de sucesso com um dos maiores catálogos de autores clássicos do mercado. A lista é grande e vai desde Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Rubem Fonseca, Carlos Heitor Cony, Nelson Rodrigues, Caio Fernando Abreu e Ariano Suassuna a Sartre, Simone de Beauvoir, Virginia Woolf, Jung, Bertrand Russell, Robert Musil, Albert Camus, Ezra Pound e T.S. Eliot. Isso para não falar das traduções, que juntas com esse time de primeira simplesmente registram, no tempo e nas estantes dos leitores tal como relíquias, a tradição e excelência de muitas edições.

Para comemorar as bodas de ouro, a editora lança a Coleção 50 Anos. Ao todo, serão 20 livros divididos em quatro lotes. Na primeira leva, já disponível nas livrarias, estão Sagarana, de Guimarães Rosa; Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf; O albatroz azul, de João Ubaldo Ribeiro; Contos novos, de Mário de Andrade; e Poemas escolhidos, de Ferreira Gullar.

FICHA TÉCNICA
ISBN: 9788520923177
Formato: 13,5 x 20,8 cm
Páginas: 160
Preço sugerido para o livro físico: R$ 39,90
Preço sugerido para o livro digital: R$27,40

Lançamentos · Literatura

Ediouro lança selo para público Young Adult

A Ediouro lançou, no último dia 13, um novo selo do Grupo. De olho no público YA (Young Adult), que cresce cada vez mais no Brasil e no mundo, a Agir Now planeja publicar títulos de novos e promissores autores, além de resgatar nomes de sucesso do catálogo da Agir, como Richelle Mead e Maggie Stiefvater. ​“Estamos muito otimistas com esse novo projeto. Criamos uma estratégia de lançamento totalmente focada no público YA. A marca vai investir na sua presença online, com forte atuação nas redes sociais e um blog com tudo o que o leitor YA adora. Queremos criar uma relação de identificação e confiança com os leitores.”, diz Beatriz Tepedino, gerente de marketing da divisão de Livros do Grupo Ediouro.

Com previsão de publicar um título por mês, o pontapé inicial da Agir Now é o livro Vivian contra o apocalipse, de Katie Coyle, vencedora do Young Writers Prize do jornal The Guardian, em 2012. A edição brasileira chega às lojas ainda este mês. E entre os próximos lançamentos estão títulos como No coração da floresta, de Emily Murdoch; Struck, de Jennifer Bosworth; Vendetta, de Catherine Doyle, eRainha Indomável, segundo livro da série Dark Swan, que será reeditada. Além das livrarias, a editora atuará ativamente nas lojas de Ebook.

Outra novidade é a criação de um blog dedicado ao conteúdo dos livros lançados pelo selo e sobre o universo YA. A página (www.agirnow.com.br) já está no ar. E para se aproximar ainda mais desses leitores, a editora realizou no último final de semana encontros com alguns blogueirosyoutubers e instagrammers em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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Veja o vídeo que a autora de Vivian contra o Apocalipse fez para leitores do Brasil

Lançamentos

Box resgata clássicos da literatura de terror

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Exemplos máximos da melhor literatura de terror, Drácula, Frankenstein e O médico e o monstro serviram de inspiração a uma legião de autores e até hoje atraem leitores por todo o mundo. As obras de Bram Stoker, Mary Shelley e Robert Louis Stevenson estão no box Mestres do Terror, que será lançado este mês pela Editora Nova Fronteira. Escritas no século XIX, suas tramas envolvem os leitores numa teia costurada por medo e sombria atração, fazendo muitas séries atuais parecerem historinhas de ninar.

Em Frankenstein, um jovem cria um ser cruel e perturbado, mas o abandona. A criatura, então, passa a buscar vingança de seu criador. JáDrácula traz um grupo de homens corajosos que inicia uma aventura a fim de matar o mais terrível vampiro do mundo. A história de O médico e o monstro conta como um conhecido médico desenvolve uma poção que lhe permite libertar seu lado mais obscuro.

Com tradução da premiada escritora e tradutora Adriana Lisboa, essas três obras-primas são lançadas juntas, numa reunião do que há de mais aterrorizante e espetacular da literatura.

 

Sobre os autores

Drácula
Abraham “Bram” Stoker nasceu em 1847, na Irlanda. Era amigo de Henry Irving, com quem trabalhou na administração do Lyceum Theatre de Londres. Escreveu diversos livros além de Drácula (1897) e se dedicou também a adaptações para o teatro. Bram Stoker faleceu em Londres, em 20 de abril de 1912.

Frankenstein
Mary Shelley (1797-1851) nasceu em Londres. Filha do filósofo William Godwin e da escritora Mary Wollstonecraft, e casada com o poeta Percy Bysshe Shelley, ela sempre esteve ligada à literatura. Além de Frankenstein (1818), escrito a partir de uma brincadeira proposta por Iorde Byron, a autora escreveu também Valperga (1823), O último homem (1826), Lodove (1835) e Falkner (1837).

O médico e o monstro
Robert Louis Stevenson nasceu na Escócia, em 1850. Começou seus estudos em engenharia, tendo em seguida mudado para o curso de direito. Logo, no entanto, ele saberia que se dedicaria à escrita. Além de O médico e o monstro, publicado originalmente em 1886, Stevenson escreveu A ilha do tesouro, As aventuras de David Balfour e outras obras que figuram entre romance, poesia, ensaio, peça e conto. Stevenson morreu em 1894.

Box Mestres do Terror

Disponível também em eBook

Box com os três títulos: R$ 89,90
ISBN: 978.85.209.2174-6
Formato: 15,5 x 23 cm
Editora: Nova Fronteira

Título:  Drácula
Autor: Bram Stoker
Páginas: 448

Título:  Frankenstein
Autor: Mary Shelley
Páginas: 240

Título:  O médico e o monstro
Autor: Robert Louis Stevenson
Páginas: 80

 

Caiu na rede · Lançamentos

Editora prepara lançamento comemorativo de 150 anos de Alice…

A editora Zahar está preparando um lançamento especial em comemoração aos 150 anos de publicação do livro As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, com ilustrações originais de John Tenniel, que serão revisitadas em colagens digitais por Adriana Peliano. O livro será lançado em julho, quando se completa 150 anos da primeira edição do trabalho mais conhecido de Charles Lutwidge Dogson, ou como ele ficou conhecido, Lewis Carroll.

Alce… foi publicado pela primeira vez no dia 4 de julho de 1865, e conta a história da pequena Alice que cai em uma toca de coelho que a transporta para um lugar impressionante, cheio de criaturas estranhas e antropomórficas, como que em um sonho. A obra foi lançada com dois livros em um texto só, sendo um para crianças e um para adultos.