Caiu na rede

Nações mais ricas tendem a ser menos religiosas; veja o quadro

Um estudo do Pew Research Center em diversos países do mundo mostrou que quanto mais religiosa é uma nação, menos desenvolvida ela é. A pesquisa, concluída no ano passado, por exemplo, apresentou resultado em que cidadãos de algumas dessas regiões do globo consideram a religião muito importante  em suas vidas, e são justamente eles os menos desenvolvidos.

Paquistão, Senegal, Indonésia, Filipinas, El Salvador, Quênia, Uganda e até o Brasil estão na lista dos mais religiosos.  Cerca de 74% dos brasileiros consideram importante fazer parte de qualquer culto religioso. No Paquistão são 98% e Nigéria 90%.

No outro lado estão aqueles que menos se consideram religiosos, e que não consideram a religião como algo importante em suas vidas. São eles: Austrália, Japão, Canadá, Alemanha, Coréia do Sul, Espanha, Israel, China e França. Somente 2% dos chineses acreditam na força da religião em suas vidas, e no Japão 10%.

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Estados Unidos é exceção na lista da Pew Research Center

Os franceses somam 13% de religiosos, e os russos 18%.  Somente os americanos  não se encaixam na estatística, pois sendo a nação mais desenvolvida do planeta tem quase 60% dos cidadãos acreditando na importância da religião em suas decisões diárias.

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Lançamentos · Literatura

Prostituição à brasileira na Europa

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São cerca de 75 mil brasileiros e brasileiras se prostituindo no velho continente

Muito se fala sobre a vulgarmente chamada “profissão mais antiga do mundo”. Termos recorrentes nos noticiários (e também na ficção) como “tráfico de pessoas”, “turismo sexual”, “indústria do sexo”, assim como o montante de dinheiro movimentado pela prostituição são repetidos à exaustão.

Porém, poucos dão voz aos verdadeiros protagonistas dessa história. Estima-se que o número de pessoas se prostituindo no mundo ultrapasse os 40 milhões. Mas quem são realmente essas pessoas?

Neste livro, José Carlos Sebe B. Meihy nos traz o relato de cinco vidas, de cinco histórias de brasileiras e brasileiros que entraram no universo da prostituição internacional, narradas por eles mesmos.

O autor nos oferece, assim, múltiplos olhares e experiências vindos de dentro do mundo que trata o sexo como negócio, deixando aberto para que o leitor julgue por si cada um desses impressionantes relatos. São cinco longas entrevistas contadas por três mulheres e dois homens, que falam sobre a problemática da vida como prostitutos na Europa. José Carlos procurou valorizar os direitos pessoais dentro de um quadro de injustiças sociais, desmandos e falta de oportunidade, valorizando o potencial humano de reagir em uma situação de dominação.

Nº de Páginas: 240
Formato: 16 x 23
ISBN: 978-85-7244-892-5

R$ 45,oo

O autor fala um pouco sobre a produção do livro

Literatura

Yasmina Khadra para entender o desconhecido Oriente Médio

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Nascido em 1955, na Argélia, Mohamed Moulessehoul, conhecido como Yasmina Khadra (nome de sua esposa) é hoje um dos principais nomes de divulgação da cultura e do povo árabe no mundo. Com uma linguagem simples e direta, o escritor consegue tocar na alma e diminuir a distância entre  ocidentais e orientais, como seres construtores de uma  única terra cheia de contrastes, diferenças, atritos e desarmonia. Mas, acima de tudo, um espaço em constante modificação.

Autor de dezenas de trabalhos, Khadra já foi publicado em diversos países e hoje é considerado um dos grandes nomes de propagação da língua francesa no globo, uma vez que escreve suas obras em francês. Nos anos 2000, devido às investidas americanas no Oriente Médio, o autor decidiu escrever sobre aquele lugar que ele conhecia como poucos, nascendo assim a trilogia sobre o povo árabe: As Andorinhas de Cabul, O Atentado e As Sirenas de Bagdá.

Para quem quer conhecer um pouco mais da história do povo de maioria muçulmana, suas dores, seus amores e anseios, a dica é essas três obras, que no Brasil foram publicadas pela Sá Editora.

As Andorinhas de CabulArquivoExibir

A história se passa no ano 2000, quando os talebans comandam o Afeganistão com punhos de ferro, imprimindo um regime cruel, que retira de homens e mulheres todos os seus direitos como seres formadores do espaço vivente.

Mohsen, Zunaira, Atiq e Mussarat são as personagens principais de um enredo, que aos poucos, vai contando o dia a dia de uma população pobre, sem perspectivas, que outrora tinha um mundo todo pela frente, e aos poucos vai minguando, diante um regime autoritário e, claro, fundamentalista.
Um gesto impensado por Mohsen durante o apedrejamento de uma mulher acusada de adultério é o estopim para uma história, que devagarinho, vai se mostrando trágica, cheia de contradições em um mundo de guerra político-religiosa.

O Atentado

oatentado_capaAté aqui a maior obra de Khadra, O Atentado foi aclamado pela crítica e já recebeu diversos prêmios literários, dentre eles o Prêmio dos Livreiros Frances (2006), chegando, inclusive, a ir para as telas do cinema de Israel. Informações dão conta de que um estúdio de Hollywood também adquiriu os direitos autorais para uma produção americana. A história também se passa nos anos 2000, quando o cirurgião israelense de origem palestina, Amin, acaba descobrindo que sua esposa, acaba de praticar um atentado suicida matando dezenas de pessoas em Tel-Aviv.
A partir daí, a vida do renomado médico deixa de ter um rumo certo, e ele vai em busca de informações sobre o passado da esposa, e acaba relembrando e revivendo histórias suas na devastada Palestina, que quer apenas ter o seu espaço para viver em paz, uma paz que não chega nunca. A saga de Amin em busca de explicar o inexplicável é a mesma vivida pelo leitor a cada página lida.

As Sirenas de Bagdaassirenasdebagda_capa

O terceiro livro da trilogia segue a mesma temática: tentar apresentar ao mundo os costumes e o dia a dia de um povo em que conhecemos apenas pelos clichês da guerra, que muitas das vezes, nos são apresentados pelas imagens da TV. Um jovem iraquiano deixa a faculdade depois que o exército norte-americano invade seu País para depor o ditador Sadam Houssein.

De volta para sua terra natal, ele percebe a desgraça em que se tornou aquele lugar que aprendeu a mar, a terra dos seus pais. O desejo de vingança lhe soube a cabeça, e a partir daí nada mais importa. Em tempos de ISIS, a história, muito atual, mostra como ocorrem os recrutamentos de jovens sem qualquer perspectiva de futuro.