Dois filmes que falam sobre a morte de forma tocante

#TotheBone(O Mínimo para Viver)

#AMonsterCalls (Sete Minutos depois da Meia Noite)

E a morte hein? Ainda que seja a única certeza do homem, ela é temida. Nestes dois longas disponíveis na #Netflix, a vida e a morte caminham lado a lado e o aprendizado é constante. Filmes que falam diretamente com o público jovem, sem pieguice ou escondendo a realidade de um tema que mais cedo ou mais tarde teremos que bater de frente.

1 – Em O Mínimo para Viver uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

2 – Já em Sete Minutos Minutos Depois da Meia Noite,  Conor, um garoto de 13 anos de idade, com muitos problemas na vida. Seu pai é muito ausente, a mãe sofre um um câncer em fase terminal, a avó é uma megera, e ele é maltratado na escola pelos colegas.

No entanto, todas as noites Conor tem o mesmo sonho, com uma gigantesca árvore que decide contar histórias para ele, em troca de escutar as histórias do garoto.
Embora as conversas com a árvore tenham consequências negativas na vida real, elas ajudam Conor a escapar das dificuldades através do mundo da fantasia.

Em tempo: fiquem de olho nesse diretor J. A. Bayona

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Shape of Water não chega a ser original, mas é um belo conto de nosso tempo

A história de  The Shape of Water tem o foco em Elisa (Sally Hawkins), uma zeladora muda que trabalha em um laboratório onde um homem meio anfíbio (Doug Jones) é mantido em cativeiro. Quando ela acaba se apaixonando pela criatura, começa a fazer um plano para ajudá-lo a escapar com a ajuda de seu vizinho (Richard Jenkins). O mundo fora do laboratório, no entanto, pode se provar mais perigoso para o homem anfíbio do que Elisa poderia imaginar.

De início, não vi nada de tão extraordinário, de tão espetacular ou original em The Shape of Water que já não tenha visto em O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, Okja ou A Dama da Água. Fiquei a primeira uma hora me perguntando por que ele tem levado todos os prêmios a que concorreu e os citados acima não? Não sou dos fandom do Guillermo del Toro, mas tem muita gente por aí se derretendo com esta produção, somente pela assinatura do mexicano mais querido da galerinha geek.

Apesar do protesto, venho através deste dizer que esta é uma bela fábula de nosso tempo, com todos os ingredientes para virar um verdadeiro clássico do cinema contemporâneo. Del Toro, enfim, se redime. Graças à história, à direção, mas, principalmente, ao elenco de peso que conduz a trama de forma excepcional. Como disse, na primeira uma hora nada de novo. Nada que já não tenha visto em Okja/Amelie Poulain/ A Dama da Água (até na trilha sonora).

Como Del Toro gosta de misturar a ideia da fábula com violência, é aí que o longa vai se diferenciando e passa a ter um tom mais original. Não me surpreenderia se levasse a estatueta do Oscar nas categorias roteiro original, direção, atriz, atriz coadjuvante e ator coadjuvante. Se levar de filme, vai ser porque o negócio não foi tão produtivo em Hollywood no último ano, como se fato não tem sido há um bom tempo.

Three Billboards Outside Ebbing Missouri é entretenimento de qualidade

Melhor filme visto no fim de semana.  Three Billboards Outside Ebbing Missouri é um filme policial de humor negro britânico-americano de 2017, escrito, produzido e dirigido por Martin McDonagh.

A história gira em torno de Mildred Hayes (Frances McDormand), que teve a filha brutalmente assassinada e o criminoso nunca foi encontrado pela polícia. Após perceber que o caso foi deixado de lado pela autoridade local, ela aluga três outdoors em uma estrada abandonada onde exige justiça ao xerife Bill Willoughby (Woody Harrelson).

Ponto alto é o ótimo elenco e o roteiro intrigante. Em determinado momento você acha tudo muito estranho e improvável, mas isso está longe de ser um ponto negativo. Filmão!

A Bela e a Fera deixa a desejar, mas arrecadou horrores em bilheteria

A Bela e a Fera, lançado no início do ano passado, despontou como a maior bilheteria de 2017 até Star Wars – Os Últimos Jedi desbancar o longa da… Disney. No entanto, apesar do número impressionante do que foi arrecadado nas salas de cinema no mundo todo, o filme é um live action que consegue ser mais chato e sem graça do que a animação.

Aliás, isso tem sido uma regra desde sempre, as animações, geralmente, têm nos tocado bem mais além do que suas versões de carne e osso. Ainda assim, a ótima campanha publicitária da Disney rendeu mais de 1,2 bilhão de dólares em bilheteria no mundo todo, em 2017.

Sinopse:
Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Moonlight é um filme sobre descobertas e aceitação

O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.
O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.

Você é aquilo que os outros pensam que é; você é o que acha que é; você é quem realmente é. Alguém deve ter dito isso num passado distante, mas como nunca encontrei patente para a frase, tomo ela como minha, pois a repito desde sempre.

O longa Moonlight, um dos melhores filmes da temporada, é uma jornada em busca do “conhece a ti mesmo” (essa com dono) e em meio a tudo isso um drama cheio de intensidade, como quase todo filme sobre negros na sociedade americana. Little, Chiron e Black são três pessoas em uma em busca do automaticamente e auto aceitação.

 O filme é dividido em três capítulos iniciando pela história do “moleque” que sofre todo tipo de perseguição apenas por ser diferente, agir diferente, pensar diferente. Na adolescência, as perseguições se intensificam, mas da mesma forma, Black começa a entender quem é. Quando adulto, Chiron até tenta ser quem não é, mas o destino (ou desejo) o faz voltar para tentar se encontrar mais uma vez.

Sempre achei que os filmes que contam a história de personagens afro-americanos pesam a mão na hora do drama, e da comédia também. E isso acontece em Moonlight em alguns momentos, mas longe de tirar o mérito da produção. Existem duas cenas de muita intimidade feitas de forma pontual, que são das coisas mais encantadoras do cinema.

Acima de tudo um filme que fala sobre o amor. É como aquela outra famosa (?) frase que diz que “Você só pode amar a outro se amar a si”. E aqui eu emendo: para amar a si é preciso se conhecer muito bem. O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.

 

4/5

Sinopse

Black (Trevante Rhodes) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

 

A Cura tem muita informação e um tanto de confusão

A fotografia é o ponto alto filme. Imagens belíssimas por sinal, que não salvam a produção de um fracasso retumbante.

Depois de sair da sessão de  A Cura, novo filme do diretor  Gore Verbinski, você fica com algumas impressões, nem todas boas. Uma delas, talvez das principais, é a demora para conclusão de todo o suspense na tentativa errada de se criar um clássico de thriller psicológico.

São quase duas horas e meia de enrolação, referências, homenagens e quem sabe até plágio para chegar ao desfecho nem lá tão surpreendente. O filme cansa muito e, pelo menos na sala em que estava, com mais quatro pessoas (sim, na estreia e somente três casas na sessão) não teve muita animação.

Uma mistura de Drácula com Hitler,  com O Iluminado e outras homenagens (?) a Kubrick. São  tantas referências que te deixam muito entediado e não apresentam nada de novo  ou instigante para o estilo. Basicamente conta a história do mocinho (nem tão moço assim) que vai em busca de um dos acionistas de uma grande empresa que foi se aventurar em um spa nos Alpes Suíços.

Chegando lá coisas estranhas começam a acontecer, pessoas a desaparecer e o mocinho a enlouquecer (?). Nada de novo abaixo do sol. Depois de mais de duas horas acompanhando a coisa toda a impressão que tive foi de que se fosse uma série, dessas que todo adolescente (ou não) aplaude na Netflix, talvez seria uma das melhores produções.

É sério, tem coisas que funcionam muito bem como série, mas fossem para a telona, sei não. E vice-versa, claro. Ah, a fotografia é o ponto alto filme. Imagens belíssimas por sinal, que não salvam a produção de um fracasso retumbante.

 

2/5