Literatura

MinC apresenta mudanças na Lei Rouanet

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Os projetos culturais apresentados ao Ministério da Cultura (MinC) para apoio via Lei Rouanet passam por novas regras de aprovação a partir da Instrução Normativa nº 1/2017. No bojo das atualizações para o uso da Lei Rouanet, a contratação de pareceristas técnicos também recebeu novas regras para a gestão de profissionais, a classificação e distribuição dos projetos, bem como para procedimentos de análise e emissão de pareceres técnicos.

Publicadas pela Portaria nº 39 da edição da última quinta-feira (13) do Diário Oficial da União, as novas regras passarão a ser aplicadas a partir do próximo edital de contratação de pareceristas, previsto para este semestre.

A análise técnica pelos pareceristas é uma das fases de análise responsável pelo processo de aprovação dos projetos apresentados ao Ministério da Cultura. A coordenadora do banco de pareceristas, Flávia Rodrigues Dias, explica que o novo fluxo de aprovação de projetos estabelecido pela IN proporciona maior qualidade na produção dos pareceres, que sinalizarão a efetiva viabilidade de execução dos projetos e subsidiarão a análise na próxima etapa, pelos membros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).

O novo modelo de contratação de pareceristas trará atualização do valor pago por cada parecer emitido. O objetivo é ter um banco com profissionais mais qualificados, que atuarão em projetos de todos os níveis de complexidade. Dessa forma, não haverá mais a separação do parecerista para atuação em apenas determinados projetos, definidos pelo seu nível de complexidade, como ocorre com os 319 pareceristas registrados pelo MinC atualmente. Ou seja, cada um deles só pode analisar projetos do seu nível específico, o que pode gerar, em determinado momento, acúmulo de análise, e noutro, ociosidade do parecerista.

Pelas definições da Portaria, o trabalho se dará com nova abordagem na emissão do parecer técnico. O parecerista deverá realizar uma análise mais cuidadosa em cada um dos itens técnico-orçamentários, de forma a aprimorar a análise dos projetos antes de chegar à CNIC. Outra alteração foi apresentadas no período de afastamento temporário – no qual o parecerista deixa de receber projetos a pedido-, que passa a ser de 30 dias. As sanções administrativas de advertência e suspensão serão acrescidas à de descredenciamento.

O que faz o parecerista

Depois de passar pela fase de admissibilidade, a proposta cultural segue para a unidade técnica correspondente ao segmento cultural do seu produto principal. Dentro do Sistema MinC (Secretarias e Instituições Vinculadas), há unidades diferentes que lidam com universos artístico-culturais diferentes e que têm a competência de realizar esta tarefa. As secretarias e entidades vinculadas podem convocar pareceristas de seu próprio corpo de servidores ou do banco de peritos do MinC, que são profissionais credenciados por meio de edital público.
A análise técnica se dá conforme requisitos estritamente objetivos como a adequação das fases do projeto; análise de preços de cada item orçamentário, conforme praticado pelo mercado. O parecer pode trazer sugestões de ajustes, com recomendação de aprovação total, parcial ou indeferimento, devidamente fundamentada.

Novo fluxo de aprovação

Agora, antes da análise técnica pelo parecerista e da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), os projetos recebem, já na fase de admissibilidade, aprovação para captar 10% do valor aprovado, comprovando sua viabilidade de execução. Isso reduzirá em torno de 60% o esforço do MinC com redução de custos para o Estado e muito mais agilidade e qualidade para os proponentes. Atualmente, dos quatro projetos aprovados pelo MinC, apenas um consegue captar os 20% necessários ao começo da sua execução.

A economia gerada pelo novo fluxo permitirá a atualização do valor dos pareceres, criando um novo modelo de contratação de pareceristas. O objetivo é que o profissional dedique mais atenção aos projetos com efetiva viabilidade, podendo atuar em projetos de todos os níveis de complexidade. Dessa forma, haverá o aprimoramento na análise dos itens orçamentários do projeto antes de chegar à CNIC.

da assessoria

Literatura

Escola Porto Iracema das Artes terá Laboratório de Escrita Criativa

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Ronaldo Correia de Brito e Socorro Acioli devem ministrar os cursos de Escrita Criativa no Porto Iracema das Artes

A Secretaria de Cultura do Ceará está preparando para o próximo ano o início das atividades do Laboratório de Escrita Criativa da Escola Porto Iracema das Artes, no Centro Cultural Dragão do Mar. O anúncio foi feito pelo gestor da pasta, Fabiano dos Santos Piúba,  que  afirmou ainda estar conversando com os escritores Socorro Acioli e o cearense radicado em Pernambuco,  Ronaldo Correia de Brito, que devem ministrar as aulas.

O secretário foi questionado sobre os motivos de o Ceará ainda não ter um curso voltado para a escrita criativa, e destacou a novidade, ressaltando também estar discutindo a ideia com a diretora da Escola Porto Iracema das Artes, Beth Jaguaribe, e com Paulo Linhares, responsável pela administração do Dragão do Mar. “Para o próximo ano a gente inaugura nosso laboratório de escrita criativa”, disse o secretário.

Atualmente, a Escola Porto Iracema das Artes é composta por cinco laboratórios: Audiovisual/Cinema, Artes Visuais, Música, Pesquisa Teatral e Dança.  De acordo com o portal da entidade, os laboratórios são espaços de experimentação, pesquisa e desenvolvimento de projetos culturais nas diversas linguagens.

“Funcionam em regime de imersão, através de processos formativos de excelência, desenvolvidos em torno das propostas previamente selecionadas. Os alunos recebem orientação de consultores/tutores, que conduzem a qualificação dos projetos, através de orientações individuais, oficinas, palestras e master class”.

 

Lançamentos · Literatura

Biblioteca Pública do Ceará será reaberta, quinta-feira

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A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) reabre na próxima quinta-feira, 23/4, a partir das 8 horas, a Biblioteca Pública do Estado do Ceará, com o acervo disponibilizado à sociedade em um novo local: o “Espaço Estação”, em um dos antigos galpões da RFFSA, ao lado da Estação João Felipe, no Centro de Fortaleza. O espaço, que integra as instalações da futura Pinacoteca do Estado do Ceará, acolherá a partir de quinta-feira mais de 50 mil títulos da Biblioteca Pública, que novamente serão colocados ao acesso da população, para consultas e estudo, com acesso gratuito e em funcionamento diário das 8h às 18h de segunda a sexta-feira e, aos sábados, das 8h às 17h. O espaço abrigará o acervo enquanto o prédio original da Biblioteca passa por reforma.

A programação cultural na quinta-feira começa às 8h e se estende ao longo de todo o dia. A solenidade de reabertura acontece às 15h, com a presença do secretário da Cultura, Guilherme Sampaio, e de representantes de entidades ligadas ao livro e à leitura. Também está prevista a presença do governador Camilo Santana.

Com os títulos mais procurados pelos frequentadores da Biblioteca, salas de estudo, laboratório de informática e uma agenda cultural permanente, o “Espaço Estação” vem atender as demandas dos usuários da Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, que atualmente passa por reforma geral, com investimento de R$ 9 milhões realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura.

“O intuito do Espaço Estação é garantir o acesso a estas obras durante o período em que a Menezes Pimentel passa pela reforma e, ao mesmo tempo, criar um novo fluxo cultural nesta área da cidade, que já se prepara para receber, naquele local, a Pinacoteca do Estado”, explica o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Guilherme Sampaio. O gestor reforça que os títulos que não estiverem disponíveis no Espaço Estação, como as obras raras, poderão ser acessados por meio de solicitação e agendamento prévio.

Programação de abertura

Para esta quinta-feira, 23/4, dia da abertura do espaço, foi montada uma extensa programação cultural, a partir das 8h, quando acontece, no hall de entrada do equipamento, a abertura de uma exposição sobre o compositor cearense Paurillo Barroso, com performance do ator Klístenes Braga. Das 9 às 10 horas, o Grupo de Teatro de Bonecos Turminha do Ronda faz a alegria da criançada no pátio multiuso, localizado no interior do equipamento. Às 10 horas é a vez de o Grupo de Teatro de Bonecos da Cagece se apresentar.

No período da tarde, das 13h30min às 14h50min, o Grupo Baú de Leitura da Coelce/Casa do Conto realiza contação de histórias infantis. Às 15 horas, está prevista a presença do governador Camilo Santana, para solenidade de abertura oficial do Espaço Estação. O secretário Guilherme Sampaio e os convidados farão uma visita aos diversos setores do espaço, ao som da Banda de Sopro de Pindoretama. Das 16h30min às 18 horas, diversos setores da sociedade civil ligados ao livro, leitura e literatura realizam um primeiro debate sobre a proposta de instalação do Fórum Permanente Biblioteca Viva, colegiado que deve auxiliar as ações e programas daquele equipamento.

A transferência do acervo

Dos 132 mil livros existentes na Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, cerca de 50 mil serão disponibilizados para a população, durante o período em que o prédio passará por renovação de todas as instalações elétricas, hidráulicas e estruturais. Para que tudo fosse feito de forma rápida e organizada, as profissionais da Biblioteca separaram os livros na mesma sequência em que eles já estavam arquivados e catalogados, dessa maneira, ao chegar no Espaço Estação, bastou montar as estantes.

“Fizemos um trabalho de higienização e reorganização dos livros para deixar o prédio pronto para receber as obras”, detalha a diretora da Biblioteca Pública do Estado, Enide Vidal.

Ainda segundo Enide, estão sendo levados para o Espaço Estação 12 mil títulos infantis, 10 mil sobre o Ceará ou de literatura cearense, 13 mil de literatura geral, 10 mil obras gerais (referentes às áreas de conhecimento das grades escolares) e 2.500 volumes em braile. Também funcionará no local o Centro Digital do Ceará, que dispõe de dez computadores com acesso à Internet para pesquisas e trabalhos.

A coordenadora de Políticas do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, Mileide Flores, reforça que a escolha pelo novo espaço integra um conjunto de ações no sentido de promover uma ocupação cultural daquela área da cidade. “Procuramos as associações, comunidades e entidades da região para apresentar o projeto e receber propostas para esta ação. Estamos todos muito animados”, relata.

SERVIÇO: 

Reabertura da Biblioteca Pública do Estado do Ceará – Espaço Estação

Rua 24 de maio, nº 60, Centro, Fortaleza

Programação de inauguração

8h – Abertura da exposição acessível sobre Paurillo Barroso c/ performance de Klístenes Braga (Hall de entrada)

9h às 10h – Apresentação do Teatro de Bonecos Turminha do Ronda (Pátio multiuso) – qual o conteúdo da peça solicitar release

10h às 11h – Apresentação grupo de Teatro de Boneco da CAGECE (Pátio multiuso)

13h30min às 14h50min – Apresentação do Baú de Leitura da Coelce/Casa do Conto (Pátio multiuso).

13h às 16h

– Apresentações multiculturais concomitantes

– Visitas guiadas aos setores da Biblioteca em vários momentos

– Leituras dramáticas com artistas do curso de Princípios Básicos de Teatro/TJA em vários momentos

14h50min – Abraço a Biblioteca Pública do Estado do Ceará – Espaço Estação

15h – Banda de Sopro de Pindoretama (Recepção ao governador Camilo Santana – a confirmar – e ao secretário de Cultura Guilherme Sampaio). Distribuição de rosas. Performances/esquetes com artistas do curso de Princípios Básicos de Teatro/TJA (Cervantes, Monteiro Lobato e Shakespeare)

16h30min às 18h – Proposta de constituição do Fórum Biblioteca Viva

da assessoria

Caiu na rede

O que se festeja nas festas literárias?

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Sem moralidades, mas tratando de ser útil, no melhor sentido que essa palavra possa ter, tenho me perguntado: qual a função das feiras e eventos literários que se alastram país afora? Levam mais pessoas a ler? Nosso país ainda tão cheio de analfabetos e analfabetos funcionais, tão necessitado de uma educação para a leitura precisa desses movimentos que custam bem caro aos nossos bolsos? Pagar autores para cruzarem os quatro cantos do país e uma estrutura como a das feiras, valerá a pena no sentido de cativar público para a literatura?

“Talvez, mas não muito, talvez, mas quase nunca” é o que respondo com uma certa autoridade de quem trabalha com eventos há mais de duas décadas e não é somente uma agitadora cultural que sai fabricando programações literárias. Falo desde minha condição de professora de literatura, escritora com publicações na área infantil e juvenil, com ensaios sobre leitura, no mínimo, úteis e de produtora de eventos. Falo também a partir da experiência como editora e coeditora de revistas (”Poesia Sempre/Buriti”, da FBN) e diretora há quase 20 anos da Estação das Letras que criei e coordeno no Rio de Janeiro. Soma-se a essas atividades o projeto Caravanas de Escritores, que organizei recentemente para a Diretoria do Livro e da Leitura do MinC, entre tantos que venho desenvolvendo. Enfim, são muitas experiências com todos os lados dessa moeda chamada livro, da sua criação à divulgação, comercialização e leitura.

É preciso entender que eventos são o que o próprio nome diz: eventuais. Podem ou não acontecer, dependendo da boa vontade, da necessidade de renúncia fiscal ou marketing das empresas. Ou de verba adicional, pública ou não. Eventos não levam ninguém a ler mais ou a comprar mais livros. Eventos literários sejam eles festas, feiras, bienais com maior ou menor projeção nacional, são fenômenos de marketing. Ou seja: eventualmente ouve-se falar num produto chamado livro, em seus autores, como quem anuncia uma nova marca de refrigerante. O cidadão escuta através da mídia que livros são essenciais, que ler faz bem, acorre às feiras, as escolas se movimentam, as prefeituras distribuem o vale livro ou que nome tenha essa ajuda essencial dos órgãos envolvidos.

Na verdade, feiras e eventos cumprem essa missão de popularizar o objeto livro, divulgar alguns nomes da produção literária nacional e internacional, mas são, como disse acima, eventuais. E nessa afirmação não vai nenhuma crítica. São importantes? Sem dúvida! Num mundo em que a propaganda virou a alma de tudo, são essenciais. Mas não formam leitores por mais longos, bem estruturados ou completos que sejam.

Escrevo pela necessidade premente que temos de separar alhos de bugalhos quando o que está em jogo é a educação de um povo. E ensinar a ler é, sem dúvida, educar. E educação? Bem, educar é e sempre será ensinar a ler melhor o mundo em que vivemos. Precisamos considerar algumas questões concernentes à necessidade, no país, de medidas que levem as pessoas a valorizar mais o ato de ler livros a ponto de comprá-los, trazendo-os para o cotidiano como informação, formação, lazer.

Certamente é na escola que essa valoração se dá. É nela, onde ficamos — da infância à juventude — mais tempo, que essa espécie de milagre pode acontecer. É lá, com bons mestres, bons educadores e condições de ensino/aprendizagem dignas, que iremos nos tornar leitores para além do ambiente familiar. A escola precisa, portanto, responder à altura dos eventos literários e da propaganda das feiras. Nesse caso, a leitura deveria ocupar uma boa parte das grades curriculares transformando-se em matéria escolar, uma matéria artística, como música, desenho, pintura… Lúdica, mas necessária, do fundamental à universidade. Como matemática ou ciências, mas sem a obrigatoriedade daquelas e com tratamento especial. Matéria opcional, inclusive para estudantes de medicina, engenharia, física nuclear, que tanto precisam da leitura para humanizar mais suas práticas científicas.

Cabe a nós, educadores e produtores culturais, pensar que gosto pela leitura é hábito e hábito se adquire no cotidiano, como escovar os dentes, comprar uma entrada para o teatro. Nossa fome de gastar e consumir tomaria, certamente, outras direções, entre elas adquirir mais informação, ampliar o imaginário, tornando-nos mais autônomos, independentes. Talvez só então possamos descobrir as bibliotecas, acessar Google e quejandos de modo mais inteligente. Só então, talvez, a propaganda deixe de ser a alma dos negócios evoluindo em seus objetivos.

Essa conversa é longa, controversa, contraditória, mas nunca irreal e estamos, de fato, precisando dela. Talvez oficializar uma cadeira de leitura existente em todos os níveis escolares, inclusive no universitário, independentemente do curso ou especialização. Na mesa, a discussão.

*Suzana Vargas é escritora, professora de Literatura, mestre em Teoria Literária pela UFRJ, criadora e diretora da Estação das Letras, no Rio de Janeiro

do O Globo 

Caiu na rede

70% dos brasileiros não leram um livro sequer em 2014

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Sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer no ano passado, revela pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro sobre os hábitos culturais, feita em 70 cidades de nove regiões metropolitanas.

O mapa do lazer do brasileiro revela um consumidor sem muito entusiasmo pela arte e literatura. Cerca de 55% dos brasileiros responderam que não fizeram nenhuma atividade cultural em 2014. Em 2013, essa porcentagem era de 49%.

A leitura de livros caiu de 35% para quase 30% dos entrevistados. 70% dos pesquisados não leram um único livro neste ultimo ano.

O uso da internet, facilitado pelos smartphones é apontado na pesquisa como um dos responsáveis pela queda na leitura, principalmente entre os jovens.

Os frequentadores de cinema também diminuíram no ano passado. Já as idas ao teatro dobraram em relação a 2009.

Mas, ainda assim, 89% não assistiram uma peça sequer entre 2013 e 2014.

A resposta da maioria dos entrevistados é que eles não lêem ou não freqüentam atividades culturais por falta hábito. Mas, para os pesquisadores, a situação econômica do país também interfere no lazer dos brasileiros e muitos consumidores concordam com isso.

“O crescimento da economia está menor em 2015, a propensão das pessoas a frequentar ambientes culturais provavelmente vai ser muito próxima da de 2014. Então, é importante apostar em promoções, parceria com outras empresas, inclusive de outros segmentos, para atrair esse consumidor que esá mais desconfiado”, aponta Christian Travassos, gerente de economia da Fecomercio-RJ.

do Jornal da Globo 

Teatro

Sincero Teatral Companhia encena obra de Socorro Acioli

O Sincero Teatral Companhia levará aos palcos do Teatro Sesc Senac Iracema, a partir do dia 21 de junho (sábado), o espetáculo Inventário de Segredos, peça baseada na obra homônima da escritora cearense Socorro Acioli, uma das autoras locais mais conhecidas e premiadas da atualidade. O livro Inventário de Segredos foi escolhido para representar o Brasil na Feira de Bologna (Bologna Children´s Book Fair) de 2011, e recebeu o Selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, sendo também selecionado pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE, do Ministério da Educação, que distribuirá a publicação pelas bibliotecas escolares de todo o Brasil.

A peça marca a estreia nacional da companhia de teatro, que tem a proposta de gerar intercâmbio com outros grupos do país, e já traz grandes nomes como o diretor Bruce Gomlevsky na direção do espetáculo.

O narrador avisa:
“Quem for ler esse inventário, por favor, tenha cuidado,
Olhe bem ao seu redor,
Se não há ninguém do lado…”

Assim começa o espetáculo teatral ‘Inventário de Segredos’, que tem texto de livre adaptação da autora teatral e roteirista Denise Crispun. O projeto é fundamentado na força lúdica dos versos e nos desdobramentos educacionais gerados da fusão do livro de Acioli e encenação teatral. A estreia acontece neste sábado, às 16h, no Teatro SESC SENAC Iracema e fica em cartaz até o dia 31.
No elenco estão os atores Aline Gomes, Cadu Lopes, Georgina Castro, Marcos Bruno Cunha e William Mendonça. Ao todo, são mais de 30 profissionais envolvidos na montagem do espetáculo que vai desde elenco a equipe de criação e técnica.

Sinopse:
A cidade de Urupemba está recebendo vários investimentos para o desenvolvimento arquitetônico e estrutural. Seus habitantes têm qualidades e defeitos naturais de qualquer sociedade. Porém, muitos segredos velados por seus moradores comprometem o verdadeiro e o mais importante desenvolvimento: o humano. Mas com a chegada de um fenômeno natural eles se veem com suas questões em jogo. Assim, serão convidados a se revelarem.
FICHA TÉCNICA
INVENTÁRIO DE SEGREDOS – O ESPETÁCULO
Do livro de Socorro Acioli
Livre Adaptação de Denise Crispun
Direção de Bruce Gomlevsky
Elenco: Aline Gomes, Cadu Lopes, Georgina Castro, Marcos Bruno Cunha e William Mendonça
Direção Musical: Marcelo Alonso Neves
Cenografia: Pati Faedo
Figurino: Carol Lobato
Iluminação: David Bosboom

SERVIÇO
Local: Teatro SESC SENAC Iracema
Quando: 21, 22, 28 e 29/03, às 16h e 30 e 31/03, às 19h30

Lançamentos

Box resgata clássicos da literatura de terror

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Exemplos máximos da melhor literatura de terror, Drácula, Frankenstein e O médico e o monstro serviram de inspiração a uma legião de autores e até hoje atraem leitores por todo o mundo. As obras de Bram Stoker, Mary Shelley e Robert Louis Stevenson estão no box Mestres do Terror, que será lançado este mês pela Editora Nova Fronteira. Escritas no século XIX, suas tramas envolvem os leitores numa teia costurada por medo e sombria atração, fazendo muitas séries atuais parecerem historinhas de ninar.

Em Frankenstein, um jovem cria um ser cruel e perturbado, mas o abandona. A criatura, então, passa a buscar vingança de seu criador. JáDrácula traz um grupo de homens corajosos que inicia uma aventura a fim de matar o mais terrível vampiro do mundo. A história de O médico e o monstro conta como um conhecido médico desenvolve uma poção que lhe permite libertar seu lado mais obscuro.

Com tradução da premiada escritora e tradutora Adriana Lisboa, essas três obras-primas são lançadas juntas, numa reunião do que há de mais aterrorizante e espetacular da literatura.

 

Sobre os autores

Drácula
Abraham “Bram” Stoker nasceu em 1847, na Irlanda. Era amigo de Henry Irving, com quem trabalhou na administração do Lyceum Theatre de Londres. Escreveu diversos livros além de Drácula (1897) e se dedicou também a adaptações para o teatro. Bram Stoker faleceu em Londres, em 20 de abril de 1912.

Frankenstein
Mary Shelley (1797-1851) nasceu em Londres. Filha do filósofo William Godwin e da escritora Mary Wollstonecraft, e casada com o poeta Percy Bysshe Shelley, ela sempre esteve ligada à literatura. Além de Frankenstein (1818), escrito a partir de uma brincadeira proposta por Iorde Byron, a autora escreveu também Valperga (1823), O último homem (1826), Lodove (1835) e Falkner (1837).

O médico e o monstro
Robert Louis Stevenson nasceu na Escócia, em 1850. Começou seus estudos em engenharia, tendo em seguida mudado para o curso de direito. Logo, no entanto, ele saberia que se dedicaria à escrita. Além de O médico e o monstro, publicado originalmente em 1886, Stevenson escreveu A ilha do tesouro, As aventuras de David Balfour e outras obras que figuram entre romance, poesia, ensaio, peça e conto. Stevenson morreu em 1894.

Box Mestres do Terror

Disponível também em eBook

Box com os três títulos: R$ 89,90
ISBN: 978.85.209.2174-6
Formato: 15,5 x 23 cm
Editora: Nova Fronteira

Título:  Drácula
Autor: Bram Stoker
Páginas: 448

Título:  Frankenstein
Autor: Mary Shelley
Páginas: 240

Título:  O médico e o monstro
Autor: Robert Louis Stevenson
Páginas: 80