Caiu na rede · Música

Quem foi o maior frontman da história do rock? Veja a lista e descubra

Quem foi o maior frontman de todos os tempos? Vez por outra sai uma lista com esse questionamento, e quase sempre os mesmos nomes estão lá no topo. E isso já tem um bom tempo que é assim. A Giwise, uma revista online de música do Reino Unido, resolveu  fazer a sua listinha, e eis que as mesmas figurinhas carimbadas aprecem entre os primeiros, mas outros nomes que surgiram nos últimos anos, como o líder do Muse Matt Bellamy, e Julian Casablancas, do The Strokes, despontam como as novidades, e quem sabe, em uma avaliação futura possam figurar entre os maiorais. Isso  o tempo e o trabalho deles quem vai dizer.

A lista da Gigwise elegeu os 100 maiores frontmen de todos os tempos, e eu, até mesmo para não cansar vocês, republico os 50 mais. Ser o cara que vai animar o público, dar a cara a tapa não é nada fácil, até porque ele é o primeiro nome que os críticos de plantão vão apontar na hora do erro. O frontman é aquele cara que canaliza as músicas no palco, um verdadeiro porta-voz junto aos fãs. É quem vai fazer com que a banda entre para a história da música. Eis aqui os 50 mais segundo a publicação britânica. Você concorda ou discorda? Quem devera estar entre os 50 mais em sua opinião?

Os 50  maiores frontmen de todos os tempos

50.Bruce Dickson, Iron Maiden

49.Brian Mlko, Placebo

48.Corey Taylor, Slipknot

47.Samuel T. Herring Future Islands

46.Samuel T. Hering

45.Ian Brown, Stone ORses

44.Bono, U2

43.Josh Homme, Queens Of the Stone Age

42.Mike Patton, Faith No More

41.Damon Albarn, Blur/Gorilaz

Damon Albarn, Blur_Gorilaz

40.Tyler The Creator, Odd Future

39.Pete Doherty, The Libertines

38.Joey Ramone, The Ramones

37.James Murphy, LCD SOundsystem

36.Alex Turner, Arctic Monkeys

35.Davve Grohl, Foo Fighters

34.Julian Casablancas, The Strokes

33.Bryan Ferry, Roxy Music

32.Robert Smith, The Cure

31.Nick cave, The Bad Seeds

Nick cave, The Bad Seeds

30.Henry Rolons, Black Flag

29.Axl Rose, Gnns n’ roses

28.Steven Tyler, Aerosmith

27.Ozzy Osbourne, Black Sabbath

26.Dave Gahan, Depeche Mode

25.John Lydon, Sex Pistols

24.Richard Ashcroft, The Verve

23.Brandon Flowers, The Killers

22.Tohm Yorke, Radiohead

21.Paul Weller, The Jam

Paul Weller, The Jam

20.Chuck D, Public Enemy

19.Zack de la Rocha, Rage Against the Machine

18.Jarvis Cocker, Pulp

17.Marc Bolan T. Rex

16.Roger Daltrey, The Who

15.Keith Flint, The Prodigy

14.David Byrne, The Talking Heads

13.Jack WHite, The White Stripes

12.Lou Reed,Velvet Underground

11.Morrissey, The Smiths

The Smiths

10.Matt Bellamy, Muse

9.Fela Kuti, Africa 70

8.Liam Gallagher, Oasis

7.Iggy Pop, The Stooges

6.Jim Morrison, The Doors

5.Mick Jagger, Rolling Stones

4.Kurt Cobain, Nirvana

3.Robert Plant, Led Zeppelin

2.Joe Summer, The Clash

1.Freddie Mercury, Queen

Freddie Mercury, QUEEN

Caiu na rede · Programação

Maestrick interpreta músicas de disco clássico do Queen

Banda se apresenta nesta sexta-feira,em São Paulo. FOTO: DIVULGAÇÃO
Banda se apresenta nesta sexta-feira,em São Paulo. FOTO: DIVULGAÇÃO

Em março de 1974, o Queen lançava o seu segundo álbum, denominado Queen II, com uma sonoridade superior ao anterior, Queen, com músicas que seriam a base para grandes clássicos, como The March Of the Black Queen, que tem estrutura semelhante à operística Bohemian Rhapsody; e Seven Seas Of Rhye, primeiro single de sucesso da banda. Eis que mais de quatro décadas depois, o  Maestrick, banda de  metal progressivo do Interior de São Paulo aceitou o desafio do Sesc para tocar na íntegra todas as músicas do disco.

A informação pegou fãs da banda de Freddie Mercury e companhia de surpresa, e todos estão ansiosos para acompanhar as versões que o Maestrick preparou para a noite desta sexta-feira (31), uma vez que há canções que nunca foram executadas ao vivo, nem mesmo pelos integrantes do Queen.  Ogre Battle, por exemplo, um dos primeiros heavy metal da banda, e um dos mais pesados já escrito por Mercury, é  de uma execução ímpar ao vivo, tanto que o grupo a utilizou em diversos shows até o fim dos anos 1970.

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A ideia para interpretar um disco do Queen na íntegra partiu do Sesc Rio Preto, em São Paulo, que no mês de julho promoveu um projeto chamado Rock Conceitual, que escolhe algumas bandas para executar discos clássicos. “Para nossa felicidade, o Sesc escolheu o Maestrick pela identidade que temos com a música deles e por termos executado em alguns shows o cover de “Bohemian Rhapsody”. Na banda somos todos fãs, mas eu, em especial, tenho tudo deles e coincidentemente o “Queen II” é meu disco preferido”, disse o vocalista Fábio Caldeira. O disco também é o favorito de Brian May.

O Maestrick, que tem influência clara da banda britânica, segundo Caldeira, procura sempre fazer o trabalho de forma espontânea, analisando cada nota, cada palavra, cada arranjo, sem se preocupar em ficar dentro da mesma estética sempre. “A discografia do Queen fala por si só nesse quesito. E claro, as apresentações ao vivo, onde sempre temos a ideia de levar o melhor possível, não importa para onde formos. Nosso show tem começo, meio e fim. Como uma peça teatral, uma ópera rock”, explica.

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A banda entende muito bem a responsabilidade de interpretar o disco

Parece um tanto perigoso para um banda atual interpretar os sons desse disco, que é tido como um verdadeiro embrião do que viria a ser o Queen nos anos seguintes. Mas para Fábio Caldeira, buscando entender o contexto, as ideias e o conceito por trás do disco, com seus arranjos e músicas, você acaba conseguindo conquistar os fãs e um  novo público.

“O Maestrick entendeu a missão, e por isso, com respeito e muito estudo, as coisas estão indo muito bem”. O grupo está trabalhando em um novo disco, mas algumas propostas de shows surgiram, e a banda está estudando a possibilidade de fazer uma pequena tour em setembro. Vai depender do feedback dado pelo show de logo mais.

Sobre o Maestrick

O Maestrick é uma banda de músicas próprias, que tem nove anos de existência. Ele trabalha na linha do Heavy Metal/Rock Progressivo, anexando sempre outros estilos, desde música regional até world music em geral. Eles trabalham com um conceito por trás dos trabalhos, e as músicas normalmente são trilhas sonoras de histórias.

O primeiro titulo da banda, intitulado “Unpuzzle!”, saiu em dezembro de 2011 no Brasil e depois foi lançado  mundialmente através de uma gravadora da Alemanha. “No momento estamos finalizando a pré-produção do nosso segundo disco, que temos a intenção de lançar no ano que vem e então partir para uma turnê”, explicou o vocalista.

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Queen II (1974)

Procession” (Instrumental)
“Father to Son”
“White Queen (As It Began)”
“Some Day One Day”
“The Loser in the End”
“Ogre Battle”
“The Fairy Feller’s Master-Stroke”
“Nevermore”
“The March of the Black Queen”
“Funny How Love Is”
“Seven Seas of Rhye”

Lançamentos · Música

Artur Menezes lança “Drive Me” em Fortaleza

O guitarrista se apresenta no Dragão do Mar nesta sexta-feira. FOTO: ANA LU GROSSO

Artur Menezes, o antigo “menino prodígio do blues” e agora o “homem virtuoso do blues”, já se consolidou na cena local como um dos principais artistas da nova safra da música cearense, e prepara para amanhã um show de lançamento de seu mais novo disco “Drive Me”, com uma pegada mais madura e diversificada. Tem uma coisa que encanta os fãs do artista de cara. Além de ser um excepcional guitarrista e vocalista, Menezes é uma simpatia só, e falou para o blog sobre o álbum que vai ser lançado em um showzaço no Dragão do Mar.

Para melhorar o contato com seus admiradores, Menezes deve aprimorar seu site oficial na internet, e sempre que pode está respondendo às pessoas nas redes sócias. Essa interação tem possibilitado uma aproximação maior com o artista, que vem há 12 anos tocando não somente em casas de shows do Ceará, mas de outros estados e até fora do País.

Morando há cinco anos em São Paulo, ele acredita que  cena cearense do blues, até por ser menor, é mais unida. A associação Casa do Blues, que ele ajudou a conceber, tem ajudado e muito a consolidar esse espaço no Estado. Diferente de outros artistas que demoram até anos para concluir um trabalho, Drive Me foi feito em poucos dias e traz um pouco de rock, country, funk, soul, dentre outros sons. Segue a entrevista.

 

O que as pessoas podem desse novo disco?

AM – Um disco mais maduro. Maturidade que veio com a idade mesmo e com a estrada. Estou com 30 anos, acho que essa denominação que me deram já está ultrapassada (menino prodígio do Blues). As composições mais trabalhadas, melhor execução no canto e na guitarra e um cuidado maior na produção e gravação.

Que influências estão aí contidas? Aliás, quem tem te influenciado desde o início da carreira?

AM – Minhas influências são muitas. Então quando componho meu blues ele sempre tem uma pitada de outros estilos que curto (rock, country, funk, soul etc). De influências não exatamente para esse disco, mas minhas mesmo posso citar Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix, Eric Gales, BB King, Albert King, James Brown, Luiz Gonzaga, Matt Schofield, Buddy Guy e muitos outros.

O mercado cearense entende e consome bem este tipo de som que você faz?

AM – Estou morando em São Paulo há cinco anos, então não estou acompanhando de perto a cena blues no Ceará. Mas sei que tem muita coisa boa acontecendo com as bandas da associação Casa do Blues. Em SP, por ser muito grande, a cena é um pouco menos unida. São muitas cidades e muitos artistas. Não dá pra reunir todo mundo. Mas circulo bastante na capital e em cidades do interior e em festivais.

Você conheceu o blues através do rock. Você tem acompanhado a cena roqueira do Ceará? Muita coisa nova, experimental e boa tem surgido. O que está faltando para que os produtores percebam isso e invistam nesse som?

AM – Não venho acompanhando, mas sei que tem uma galera massa. O que noto é que muitas bandas sempre esperam que as coisas aconteçam (não todas, obviamente). Talvez o que falte mesmo é o “santo de casa fazer milagre”. O público, a mídia e os produtores locais valorizarem mais os artistas locais.

 

Com o seu retorno aos estudos, no ano passado, o que mudou? O que foi aperfeiçoado?

AM – A técnica no canto e na guitarra melhoraram bastante. Estou sempre estudando, agora por conta própria – realmente não consigo durar por muito tempo em um ambiente acadêmico. (risos) Mas quanto mais sabemos, mais sabemos que nada sabemos.

Como você tem acompanhado as mudanças ocorridas na indústria fonográfica com o advento da Internet? É algo que mais fascina ou mais assusta?

AM- Ambos. Recentemente escrevi para uma revista especializada em guitarra justamente sobre esse assunto. Por um lado temos muitas facilidades que nos ajudam a economizar, mostrar a cara e ter o trabalho conhecido por mais pessoas. Por outro lado, essa facilidade faz com que tudo seja muito rápido, principalmente o consumo. Os trabalhos consistentes e de qualidade sempre conseguem sobreviver diante disso.

Aos fãs que vão assistir o seu show no Dragão, o que eles podem esperar?

AM – Opa! Nesta sexta-feira, 31/7, às 22h, convido todos para curtir o show de lançamento do meu novo disco, “Drive Me”. Vai ser um show com uma super banda e com grandes músicos. Vale a pena conferir! Um grande abraço e tudo de bom!

 

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Drive Me

Artur Menezes (2015)

Drive Me

I Have Screwed Up

Bitterness

Getting Cold

Novos Ares

More Than You Know

Nosso Shuffle

Too Soon

Cartão Postal

 

Caiu na rede · Música · Programação

Onze artistas iranianos que você precisa conhecer

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Você conhece a música produzida no Irã? E o rock n’ roll feito por lá? O rock iraniano é produzido, principalmente, na Europa, Estados Unidos e também em círculos underground de Teerã, a Capital do Irã. Quase que em sua totalidade, a música é cantada em farsi, a língua oficial do País. É influenciado pelo estilo  americano, britânico e também no alemão. No entanto,  elementos regionais são inseridos na música feita por lá.

A história da música iraniana, depois da Revolução Islâmica, no ano de 1979, demonstra um capítulo negro da história da arte e cultura local.  No início da década de 1970, assim como ocorria na maior parte do mundo, a cena roqueira do Irã começava a dar seus primeiros passos, mas, infelizmente com a Revolução, o aiatolá Ruhollah Khomeini proibiu o rock, assim como toda forma de expressão musical no País, um verdadeiro retrocesso para o lugar.

Informações dão conta de que toda a música foi proibida, inclusive, com instrumentos musicais sendo queimados em praça pública. Gravações, concertos e o porte de instrumentos, tudo isso foi proibido. “A música é como uma droga. Quem adquire o hábito já não pode dedicar-se a atividades importantes… Temos de eliminá-la completamente”, disse o aiatolá a uma rádio daquele País.

Somente no início da década de 1990, o então presidente Mohammad Khatami defendeu  um ambiente cultural mais amplo e o Irã chegou a vislumbrar um florescimento de uma cena musical mais regular. A cena underground iraniana foi surgindo e no final dos anos 1990, e  o público dessas bandas também apareceu, ainda que os shows sejam  feitos de forma restrita pelo Governo e as bandas tenham que pedir permissão para poderem realizar suas apresentações de rock, o que requer que a música passe por uma censura do Ministério da Cultura.

Conheci o som do Irã há uns quatro anos, quando assisti ao filme No One Knows About Persian Cats, do diretor Bahman Ghobadi. O longa conta a história real de um casal de jovens músicos e a dificuldade para montar e promover uma banda de indie rock em Teerã.

O diretor Bahman Ghobadi chegou a ser detido duas vezes enquanto rodava o filme por querer passar uma imagem que vai contra aos padrões rígidos de seu País. Ele insistiu na produção por causa do “entusiasmo” e “energia” dos jovens atores.

Dito isto, vamos ao meu “top ten” da música iraniana:

Pallet

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Possivelmente, a banda iraniana que mais escuto na atualidade. Eles tocam no Irã mesmo, e sempre lotam onde quer que andem. As músicas são bem regionalizadas, com utilização de instrumentos locais, nada muito espetacular. Um pouco intimista, um tanto iraniano.

Comment Band

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Conheci eles há pouco tempo, mas percebi no Comment Band um som alternativo com muita sonoridade britânica. Arrisco a dizer que lembra aquele rock feito nos anos 1990 na Inglaterra. A banda traz Kian Pourtorab nos vocais, Nima Ramezan na guitarra, Bardia Amir batera, Ashkan Abron teclados e Arin Keshishi  no baixo.

 

Atria

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O Atria é um dos grupos mais foderosos que existe. Tocando o que se denominou technical/melodic death metal a banda surgiu em 2007 tocando cover do Iron Maiden, Slayer e Megadeth. O primeiro álbum dos caras, chamado “Sound Of Atria “ foi lançado no dia 16 de agosto de 2010.

 

Rana Farhan

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Assim como muitos músicos iranianos, Rana foi tentar a sorte nos Estados Unidos, onde é radicada. Seu estilo musical tem claro, influencias de sua terra natal, mas sua especialidade é o jazz e blues.

 

Kiosk

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Talvez a banda iraniana mais promissora de seu País, apesar de ter todos os seus seis discos não lançados por lá. O Kiosk tem em sua música influências do blues, rock alternativo e country rock. É uma das bandas que sempre está tocando no meu mp3 player ou smartphone.

 

Bomrani

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Como diz na página oficial do Facebook deles, Bomrani é formado por um grupo de moleques que se inspiram no blues e na música country, tentando conquistar um público iraniano com esses estilos, adaptando cada letra ao farsi. Rola muito improviso no som dos caras e muitas das vezes tudo não passa de uma brincadeira, sem qualquer pretensão em especial. Por isso curto eles.

 

Mohsen Namjoo

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Considerado pelo New York Times como o Bob Dylan do Irã, Namjoo é um mestre na arte de fazer boa música, com letras marcantes que falam da cultura, religião e cotidiano da sociedade iraniana. Influenciado pelo Blues e Rock, o artista foi ao longo de sua carreira foi construindo os alicerces para fazer a crítica que queria ao Governo de seu País. Em 2006 foi condenado à prisão de cinco anos por tribunais iranianos por supostamente ter ridicularizado o “ash-Shams”, um sura do Alcorão na canção chamada “Shams”. Claro que não sofreu a pena, visto que está seguro sob os braços fortes da América.

 

Ballgard

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Formada em 2005, a Ballgard é uma banda de rock underground do Irã, com umas pegadas bem rock britânico. Tudo o que ouvi deles até aqui eu gostei. Ganhei do guitarrista, o Amin, toda a discografia deles, que se resume a dois discos, e super indico  Rajazzalin.
Eendo

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Por que o Eendo aqui? Bem, a dupla está em seu primeiro disco, Bord o Baakht (Ganhar ou perder em farsi), e como os dois acreditam, o ritmo é o caminho que deve ser seguido, por isso não se prendem a estilos musicais. Tanto que no álbun você vai ouvir influências de Gypsy Jazz, Rock, Klezmer, Trad Jazz, Latina e Clássica. Como o título sugere, o álbum é sobre contradições na vida: alegria e tristeza, União e Separação, compaixão e crueldade, contentamento e Ganância, celebração e Luto, amor e luxúria, intoxicação e sobriedade, divina e terrestre, alto e baixo, Vencer e perder. Ou seja, é intenso e delicado, como uma boa música deve ser.

 

Marjan Farsad

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Os aiatolás não devem gostar nem um pouco de ver Marjan rebolando em vestidinhos curtos cantando músicas de protesto. Mas tá valendo,e por isso que a moça está na lista. Marjan Farsad é muito nova e tem muito a aprender, mas também a ensinar.

 

Ali Azimi

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Um dos principais representantes da música iraniana pelo mundo. Ali Azimi é um dos principais críticos do período pelo qual o Irã vem passando desde a Revolução ocorrida no País em 1979. Já conseguiu espaço no meio musical fora de seu País, e tem tido boa aceitação por onde passa. Como os demais artistas iranianos espalhados pelo mundo, vai galgando aos poucos seu espaço, e é um dos cantores da terra dos aiatolás que mais tenho admiração.

Reunião Kiosk e Mohsen Namjoo interpretando clássicos da música persa

Texto escrito originalmente no blog Rock Nordeste

Caiu na rede · Programação

Dicas de uma stalker para você se dar bem nos shows que vêm por aí

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Marília Ramos com Math Bellamy. Para ela um dia inesquecível. FOTO: FACEBOOK

 

Marilia Ramos ficou muito feliz ao saber que o Muse vai voltar ao Brasil em outubro próximo. Não apenas porque vai sorrir e cantar ao som de Math Bellamy e companhia, mas porque terá a oportunidade de poder, mais uma vez, tocar e abraçar. A jovem é aquilo que se pode dizer de uma stalker profissional, e no currículo de autógrafos, selfies e toques já se encontrou com os caras do Keane, Muse, Panic! At The Disco e o mais recente, James Blunt.

Eu conversei com ela para saber quais os truques para ser um bom seguidor e conseguir um momento ao lado do ídolo. Papel e caneta na mão porque as dicas, apesar de simples devem ser seguidas à risca para não ocasionar constrangimentos e até uma antipatia por parte do artista.

Como foi que você fez para chegar em todos esses caras? Tem algum mecanismo especial ou é ficar no pé deles direto?
– James,Keane e Muse consegui na segunda vez que os vi. O Panic! At The Disco é que foi de primeira.

Tom Chaplin (Keane) também não escapou das garras da moça. FOTO: FACEBOOK
Tom Chaplin (Keane) também não escapou das garras da moça. FOTO: FACEBOOK

Mas como é o esquema?
– Bom, a base de tudo é a sorte mesmo. É como uma loteria. (risos) A primeira coisa que fazemos é pesquisar em que hotel eles vão ficar. Em alguns casos descobrimos o voo de chegada e de ida também. Na maior parte é tudo dedução ,sabe? Vemos qual foi o local que ficaram da última vez e tal. Não é nem preciso seguir os caras pra todo lado ou algo assim. Geralmente eu vou com certeza de onde estão.

E acerta sempre?
– Sim, acaba que sempre acertamos. E também a prática, né?

E tem toda uma turma que faz isso?
– Quando vi James pela primeira vez, eu ainda consegui falar com ele no final do show, isso lá em Porto Alegre, mas não rolou foto, embora eu tenha conseguido autógrafo. Mas eu não tinha prática de stalker, por isso nem fui atrás da foto em aeroporto ou hotel. Tem muita gente quer isso.

E quem vai ser a próxima vítima?
– Eu queria que fosse o Ed Sheeran. Mas o show do James me quebrou, então vai ficar pra próxima. Os próximos da lista são Matt,Dom e Chris. Três marmanjos que tocam numa banda chamada Muse.

Teve um chameguinho com James Blunt também. FOTO: FACEBOOK
Teve um chameguinho com James Blunt também. FOTO: FACEBOOK

Isso em outubro?
– Espero que sim

E quais suas dicas para quem quer stalkear também?
– Tem o lance do comportamento nessas abordagens, sabe?

Não pode se descabelar, gritar, dar uma de louca?
– Isso!

E como tem q ser?
– Tipo, no dia antes do Lollapalooza, uma galera foi no (Hotel) Fasano, e estavam fazendo um mega barulho pelo o que eu soube. Até cantaram! O Muse não desceu, nem na janela eles apareceram. Não pode haver gritos ,histeria essas coisas porque quem não gosta disso, principalmente, são os seguranças. Eles ficam p… da vida. Temem pela segurança dos artistas.
Então… Fiquei sabendo por uma amiga que eles iriam embora 22h do dia 6 de abril (de 2014). Daí fui com outra amiga que me levou pro Fasano porque eu não sei andar em São Paulo.
Chegamos lá umas 13h mais ou menos. Nem sinal deles. Já tinham uns fãs, uns dez. Ficamos lá de plantão. Alguns outros fãs chegaram e erámos uns 13 agora. As 15h, o Chris saiu. Pela frente do hotel com um amigo da banda que eu não sei quem é. Enfim, como estávamos todos entretidos conversando, não vimos, mas uma fã da Argentina sim. Então, corremos atrás dele.
Mas nem todos foram porque ficaram na dúvida. Acharam ele muito diferente e tal. Só tinham umas seis pessoas quando corremos. Todos calmos, tranquilos, Chris atendeu de boa, e deixamos que ele fosse pra padaria. Voltamos para a calçada que ficava de frente para o hotel. O Chris voltou lá pelas 16h, de novo pela frente do hotel, e nos atendeu de novo. Ele estava adorando conversar com a gente. Gostou da nossa educação, com certeza, e eu dei graças a Deus pelo bom comportamento da galera.
Umas 17h:30 uma van veio pegar Tom Kirk e Morgan Nicholls. Ainda falei com eles, mas não rolou foto. Eles estavam com pressa. Acho que foram na frente pra fazer o check in dos outros. As 18h duas vans chegaram. Todos na expectativa, muita tensão. Eu estava pálida. A minha amiga que avisou que eles iam embora 22h,foi lá pra me ajudar. Achávamos que eles iriam entrar na van,e nem falar com a gente.
As 19hs,o tour manager saiu, ficou na calçada do hotel,fez uma contagem de quantas pessoas tinham e voltou pra dentro. Dez minutos depois, um cara brasileiro da staff veio com a boa notícia : Façam uma fila organizada, calmamente, sem desespero, porque Dominic e Matthew vão atender um por um. Nunca, nem em meus sonhos mais loucos, eu teria imagino algo assim acontecendo.

O que é Stalker?
Stalker é uma palavra inglesa que significa “perseguidor”. É aplicada a alguém que segue de forma insistente e obsessiva uma outra pessoa que, em muitos casos, é uma celebridade.

Caiu na rede

Uma versão de Creep como você nunca viu antes

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O nome dela é Haley Reinhart, e pelo que pesquisei ficou em terceiro lugar em um American Idol da vida. A moça surge agora fazendo uma versão sensualíssima de uma das canções mais emblemáticas do Radiohead, e, simplesmente detona do início ao fim. Já vi diversas versões dessa música sendo interpretadas por artistas consagrados, até Bono Vox já cantou, mas igual à Reainhart difícil. Ah, ela está acompanhada do Postmodern Jukebox,e  a música postada no Youtube na quarta-feira, 7, jé teve mais de meio milhão de visualizações. Vejam.

 

 

Caiu na rede · Lançamentos · Música

Tame Impala lança novo single e surpreende alguns fãs

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Os australianos do Tame Impala acabaram de disponibilizar em sua conta no Youtube, o novo single da banda Cause I’m a man e pegaram alguns fãs (os mais xiitas, claro) de surpresa. Isso porque a música tem uma pegada a la Michael Jackson ou alguma coisa bem a la anos 1980, e poderia facilmente ter sido lançada pelo rei do pop. Aliás, essa é a ligação que você faz de cara, e pode até se perguntar “Onde está o psicodelismo característico do Tame Impala?”, mas ele está lá. O  resultado é muito bom e, devido a repetição do refrão (bem coisa de pop mesmo) você vai pegar a letra num instante. É um grude só.

Ouça a nova do Tame Impala 

Currents

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Os caras também aproveitaram para apresentar a capa do terceiro disco da banda: Currents. Vem coisa nova e boa por aí. Ah, ainda não tem data para o lançamento do álbum, mas quem quiser comprar a música I’m a Man, ela vai estar disponível para download na meia noite do dia 7 de abril.