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Editora lança livro inédito de Sartre

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O que é a subjetividade? traz importante discussão para a filosofia protagonizada por um dos maiores intelectuais do século XX

Inédito no Brasil, o livro O que é a subjetividade?, de Jean-Paul Sartre, chega ao país pela editora Nova Fronteira. O lançamento da obra reaquece debates entre interessados em filosofia, fãs do escritor francês, estudantes e profissionais da área de ciências humanas a respeito da subjetividade relativa ao indivíduo na sociedade capitalista. A discussão, apesar de antiga, não deixa de ser atual ao questionar como o homem vê a si mesmo e aos outros dentro do sistema econômico vigente.

A obra é fruto de uma conferência de três dias entre o autor e pensadores e dirigentes da esquerda italiana. “O problema que nos interessa é o da subjetividade no âmbito da filosofia marxista”, afirmou Sartre na abertura da assembleia, em 1961. Em uma época de grande debate sobre a luta de classes, o filósofo acreditava que os intelectuais tinham de desempenhar um papel ativo na sociedade e, por isso, apoiou causas políticas de esquerda ao longo de sua vida e em sua obra.

No posfácio do livro O que é a subjetividade?, Fredric Jameson – conceituado crítico literário e político marxista –, faz uma análise sobre a atualidade das ideias de Sartre. “Hoje, não se trata de reativar a noção de luta de classes: ela encontra-se em toda parte, insuperável. Temos necessidade é de uma apreensão renovada da natureza da consciência de classe e de seu funcionamento. O Sartre da conferência de Roma tem coisas importantes a dizer a esse respeito”, declara. Além da participação de Jameson, a edição inédita conta, ainda, com a tradução de Estela dos Santos Abreu, professora de Ciências Sociais com mais de oitenta livros traduzidos.

Sartre, considerado um dos maiores pensadores do século XX, não apenas publicou ensaios críticos e filosóficos, mas também produziu peças, contos e romances como forma de disseminar seus preceitos existencialistas. Uma de suas mais famosas obras literárias é a novela “A náusea”, que terá nova edição lançada pela Nova Fronteira em julho deste ano. O romance fará parte da Coleção 50 anos em comemoração do aniversário da editora.

Nova Fronteira completa 50 anos em 2015

A Editora Nova Fronteira comemora este ano um casamento de sucesso com um dos maiores catálogos de autores clássicos do mercado. A lista é grande e vai desde Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Rubem Fonseca, Carlos Heitor Cony, Nelson Rodrigues, Caio Fernando Abreu e Ariano Suassuna a Sartre, Simone de Beauvoir, Virginia Woolf, Jung, Bertrand Russell, Robert Musil, Albert Camus, Ezra Pound e T.S. Eliot. Isso para não falar das traduções, que juntas com esse time de primeira simplesmente registram, no tempo e nas estantes dos leitores tal como relíquias, a tradição e excelência de muitas edições.

Para comemorar as bodas de ouro, a editora lança a Coleção 50 Anos. Ao todo, serão 20 livros divididos em quatro lotes. Na primeira leva, já disponível nas livrarias, estão Sagarana, de Guimarães Rosa; Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf; O albatroz azul, de João Ubaldo Ribeiro; Contos novos, de Mário de Andrade; e Poemas escolhidos, de Ferreira Gullar.

FICHA TÉCNICA
ISBN: 9788520923177
Formato: 13,5 x 20,8 cm
Páginas: 160
Preço sugerido para o livro físico: R$ 39,90
Preço sugerido para o livro digital: R$27,40

Lançamentos · Literatura

Rubem Fonseca lança Histórias curtas

Ao completar 90 anos, Rubem Fonseca lança, hoje, pela Editora Nova Fronteira, mais uma obra inédita: Histórias curtas. A coletânea, que reúne 38 contos bem concisos, trata de temas como a velhice, o excesso de peso e outras questões que envolvem a decadência humana. Desta vez, porém, Rubem dá ênfase especial à loucura e à desordem mental do ser humano. Esquizofrênicos que tomam choque elétrico, um sujeito que se apaixona por uma árvore, um palhaço que destrambelha, pessoas que têm complexo de perseguição são alguns dos personagens marcantes deste livro.

As histórias também contam com o humor já conhecido do escritor e assuntos improváveis ganham reflexão, como no conto “O peido”: “Não há quem não ame o perfume do próprio peido. Mas todos odeiam o das outras pessoas, acham-no de um fedor desagradável, insuportável mesmo. Até o dos respectivos consortes, com quem invariavelmente dividem o mesmo lençol.”

Desde que chegou à editora, em 2009, o autor lançou três inéditos: JoséAxilas e outras histórias indecorosas; e Amálgama, vencedor do Prêmio Jabuti 2014 na categoria Contos e Crônicas. Autor que levou vários escritores a seguirem o mesmo caminho, Rubem Fonseca escreveu 29 livros, entre os quais romances, novelas, coletâneas de contos e O romance morreu, que reúne crônicas publicadas no Portal Literal. Entre suas principais obras estão Lúcia McCartney (1969), O caso Morel (1973), Feliz Ano Novo (1975), O cobrador (1979),A grande arte (1983) e Agosto (1990). Rubem Fonseca recebeu seis vezes o Jabuti e, em 2003, os prêmios Juan Rulfo e Camões.

FICHA TÉCNICA

Título: Histórias curtas

Autor: Rubem Fonseca

ISBN: 9788520933992

Preço: R$ 34,90

Formato: 13,5 x 20,8 cm

Páginas: 176 páginas

Lançamentos

Box resgata clássicos da literatura de terror

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Exemplos máximos da melhor literatura de terror, Drácula, Frankenstein e O médico e o monstro serviram de inspiração a uma legião de autores e até hoje atraem leitores por todo o mundo. As obras de Bram Stoker, Mary Shelley e Robert Louis Stevenson estão no box Mestres do Terror, que será lançado este mês pela Editora Nova Fronteira. Escritas no século XIX, suas tramas envolvem os leitores numa teia costurada por medo e sombria atração, fazendo muitas séries atuais parecerem historinhas de ninar.

Em Frankenstein, um jovem cria um ser cruel e perturbado, mas o abandona. A criatura, então, passa a buscar vingança de seu criador. JáDrácula traz um grupo de homens corajosos que inicia uma aventura a fim de matar o mais terrível vampiro do mundo. A história de O médico e o monstro conta como um conhecido médico desenvolve uma poção que lhe permite libertar seu lado mais obscuro.

Com tradução da premiada escritora e tradutora Adriana Lisboa, essas três obras-primas são lançadas juntas, numa reunião do que há de mais aterrorizante e espetacular da literatura.

 

Sobre os autores

Drácula
Abraham “Bram” Stoker nasceu em 1847, na Irlanda. Era amigo de Henry Irving, com quem trabalhou na administração do Lyceum Theatre de Londres. Escreveu diversos livros além de Drácula (1897) e se dedicou também a adaptações para o teatro. Bram Stoker faleceu em Londres, em 20 de abril de 1912.

Frankenstein
Mary Shelley (1797-1851) nasceu em Londres. Filha do filósofo William Godwin e da escritora Mary Wollstonecraft, e casada com o poeta Percy Bysshe Shelley, ela sempre esteve ligada à literatura. Além de Frankenstein (1818), escrito a partir de uma brincadeira proposta por Iorde Byron, a autora escreveu também Valperga (1823), O último homem (1826), Lodove (1835) e Falkner (1837).

O médico e o monstro
Robert Louis Stevenson nasceu na Escócia, em 1850. Começou seus estudos em engenharia, tendo em seguida mudado para o curso de direito. Logo, no entanto, ele saberia que se dedicaria à escrita. Além de O médico e o monstro, publicado originalmente em 1886, Stevenson escreveu A ilha do tesouro, As aventuras de David Balfour e outras obras que figuram entre romance, poesia, ensaio, peça e conto. Stevenson morreu em 1894.

Box Mestres do Terror

Disponível também em eBook

Box com os três títulos: R$ 89,90
ISBN: 978.85.209.2174-6
Formato: 15,5 x 23 cm
Editora: Nova Fronteira

Título:  Drácula
Autor: Bram Stoker
Páginas: 448

Título:  Frankenstein
Autor: Mary Shelley
Páginas: 240

Título:  O médico e o monstro
Autor: Robert Louis Stevenson
Páginas: 80

 

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Obra de Caio Fernando Abreu, o queridinho das redes sociais, é relançada

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Há algum tempo esgotada e fora de mercado, a obra de Caio Fernando Abreu chega às livrarias até fevereiro de 2015, em novas edições publicadas pela Editora Nova Fronteira. Os dragões não conhecem o paraísoPequenas epifaniasLimite brancoOnde andará Dulce Veiga?Pedras de Calcutá e também as antologias de Caio, com o essencial de sua produção nas décadas de 1970, 1980 e 1990 são os títulos que já podem ser encontrados à venda. E para este ano, estão previstos Morangos mofados e o Teatro completo. “Este é um momento muito precioso para o Caio e sua obra; pode-se dizer que a sua literatura está realmente viva. Já há algum tempo e principalmente este ano houve uma revitalização boa e mais do que justa da história do autor, e tenho certeza de que este projeto de edições novas e bem-cuidadas será muito bem-recebido pelos leitores”, diz Márcia de Abreu Jacintho, irmã do escritor.

Em Os dragões não conhecem o paraíso, Caio Fernando Abreu reúne 13 contos girando todos em torno do mesmo tema – o amor. O livro foi vencedor do prêmio Jabuti em 1988. Já as crônicas escritas por Caio em Pequenas epifanias levam o leitor a enxergar, como num clarão, verdades bem escondidas. Em Limite branco, seu primeiro romance, escrito em 1967 e publicado pela primeira vez em 1970, o autor já antecipava as angústias que dominariam toda sua obra posterior.

Onde andará Dulce Veiga? é a segunda incursão do autor pelo gênero romance. Tendo como coadjuvantes os universos da redação jornalística e da música popular dos anos 1980, esta ficção-verdade desvenda o desejo reprimido e o tesão liberado, a convivência com um mundo opressivo e a maneira de fugir dele. E em Pedras de Calcutá, Caio Fernando Abreu traz contos amadurecidos, mostrando os principais temas que caracterizaram a sua obra: a hesitação, a espera da morte, o preconceito e a paranoia.

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A primeira antologia da série com três livros, Caio Fernando Abreu: o essencial da década de 1970, reúne, nas palavras de Maria Adelaide Amaral, “contos, poesia, correspondência e até uma precoce peça de teatro no mais autêntico estilo gótico”. Na segunda, Caio Fernando Abreu: o essencial da década de 1980, o leitor se depara com um Caio F. literariamente mais maduro. Seus textos são marcados por uma escrita mais coesa, além da presença dos questionamentos existenciais, da angústia e da paixão, que continuam como traços característicos de sua obra. E, por fim, Caio Fernando Abreu: o essencial da década de 1990 traz uma visão única da obra do escritor de 1990 a 1996. É nessa fase que o escritor atinge a maturidade plena e o domínio dos meios de expressão, enquanto, paradoxalmente, enfrenta o declínio físico progressivo, consequência da aids, doença de que viria a falecer.

Em Morangos mofados, o escritor apresenta contos nos quais são patentes a fineza de estilo e a percepção de Caio para tratar do que há de mais profundo no ser humano. Morangos mofados foi um dos maiores sucessos editoriais da época e até hoje é um dos livros preferidos pelos fãs do autor. E o Teatro completo de Caio apresenta, em ordem cronológica de suas estreias, as oito peças de teatro que o autor escreveu, acompanhadas de fichas técnicas e fotos das montagens.unnamed

A popularidade de Caio Fernando Abreu é tanta que até documentários sobre ele foram produzidos. Em outubro do ano passado, o Para sempre teu, Caio F., do diretor Candé Salles, foi exibido no Festival do Rio. A linha narrativa é conduzida através de depoimentos de amigos, editores e estudiosos que mantiveram relação com o autor. No mesmo mês, o SescTV estreou outro documentário sobre Caio Fernando Abreu:Sobre sete ondas verdes espumantes, dirigido por Bruno Polidoro e Cacá Nazario.