Cinema

E o Oscar (do coração) vai para…

Arrival, 20th Century Women, Moonlight e Toni Erdmann foram os filmes mais cativantes da temporada.
Arrival, 20th Century Women, Moonlight e Toni Erdmann foram os filmes mais cativantes da temporada.

Sentimos que La La Land já garantiu boa parte daquilo a que foi nomeado (ainda que os bolsões de aposta nos últimos dias mostrem o contrário, inclusive com Moonlight levando tudo no Spirit Awards). Dito isso, segue minha lista do coração, independente do que a Academia deve escolher e premiar.

Melhor Filme
Moonlight

Melhor Diretor
Denis Villeneuve por Arrival

Melhor Ator
Denzel Washington (Fences)

Melhor Atriz
Isabelle Huppert (Elle)

Ator Coadjuvante
Jeff Bridges (Hell or High Water)

Atriz Coadjuvante
Viola Davis (Fences)

Roteiro Original
20ht Century Women

Roteiro Adaptado
Arrival

Animação
Zootopia

Filme Estrangeiro
Toni Erdmann

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Cinema

Manchester by the Sea quer levar a estatueta falando sobre a morte

No Oscar deste ano concorre em seis das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor ator, melhor atriz coadjuvante e roteiro original.
No Oscar deste ano concorre em seis das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor ator, melhor atriz coadjuvante e roteiro original.

Um dos principais candidatos à estatueta neste ano. Drama que pega a gente pelo tom denso e situações que, certeza, passaremos um dia. Falar sobre a morte não é fácil, mas creio que Manchester by  the Sea pesa a mão em algumas cenas, porém, acerta em todos os momentos.

A trilha sonora também ajuda e ali também está muito carregado. Fora a atuação de Casey Affleck , elogiada por toda  a crítica (e eu não achei lá essas coisas), fico meio perguntando por que diabos a Academia ainda não premiou Michelle Williams?

Cinco minutos daquela mulher em cena valem mais que duas horas de muitas que estão por aí sendo oscarizadas. Vale lembrar que esta é a quinta indicação da moça, mas levando em conta que a Academia quer acertar a mão diante os protestos do ano passado, acho pouco provável uma loira, branca dos olhos. azuis vencer na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

Enfim, um ótimo filme, que no Oscar deste ano concorre em seis das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor ator, melhor atriz coadjuvante  e roteiro original.

5/5

 

 

 

Cinema

Moonlight é um filme sobre descobertas e aceitação

O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.
O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.

Você é aquilo que os outros pensam que é; você é o que acha que é; você é quem realmente é. Alguém deve ter dito isso num passado distante, mas como nunca encontrei patente para a frase, tomo ela como minha, pois a repito desde sempre.

O longa Moonlight, um dos melhores filmes da temporada, é uma jornada em busca do “conhece a ti mesmo” (essa com dono) e em meio a tudo isso um drama cheio de intensidade, como quase todo filme sobre negros na sociedade americana. Little, Chiron e Black são três pessoas em uma em busca do automaticamente e auto aceitação.

 O filme é dividido em três capítulos iniciando pela história do “moleque” que sofre todo tipo de perseguição apenas por ser diferente, agir diferente, pensar diferente. Na adolescência, as perseguições se intensificam, mas da mesma forma, Black começa a entender quem é. Quando adulto, Chiron até tenta ser quem não é, mas o destino (ou desejo) o faz voltar para tentar se encontrar mais uma vez.

Sempre achei que os filmes que contam a história de personagens afro-americanos pesam a mão na hora do drama, e da comédia também. E isso acontece em Moonlight em alguns momentos, mas longe de tirar o mérito da produção. Existem duas cenas de muita intimidade feitas de forma pontual, que são das coisas mais encantadoras do cinema.

Acima de tudo um filme que fala sobre o amor. É como aquela outra famosa (?) frase que diz que “Você só pode amar a outro se amar a si”. E aqui eu emendo: para amar a si é preciso se conhecer muito bem. O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.

 

4/5

Sinopse

Black (Trevante Rhodes) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

 

Cinema

Estrelas Além do Tempo ou mais uma história americana

 Estrelas Além do Tempo concorre a três Oscar, dentre eles o de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer
Estrelas Além do Tempo concorre a três Oscar, dentre eles o de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer

Quando em 2014 assisti O Jogo da Imitação, fiquei me perguntando quantos e quantos gênios anônimos (ainda que Alan Turing não seja tão anônimo assim) não estariam por aí realizando grandes serviços à humanidade, com histórias espetaculares e que a gente se quer sabe da existência deles?

Esperei um pouco e eis que Hollywood nos presenteia com Estrelas Além do TempoHidden Figures – essa comovente história de três mulheres, negras e cheias de fibra responsáveis por escreverem uma parte da história americana.

Como imaginar que três mulheres. negras, no início dos anos 1960, em meio ao vergonhoso apartheid americano pudessem se sobressair e chegarem aos principais cargos da Nasa, sendo elas também responsáveis pelo avanço tecnológico na disputa espacial entre Estados Unidos e União Soviética?

Pois isso aconteceu com Katherine Johnsom, Doroty Vaughan e Mary Jackson. As atrizes Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monae roubam a cena a todo momento e o filme tem aquele tom que a Academia adora, e não sei, não, ele pode surpreender.

A felicidade foi em dobro porque tivemos Kevim Costner de volta às boas produções. Pena que #KirstenDunst está subaproveitada no longa, mas isso é o de menos, não tira o mérito do filme.  Estrelas Além do Tempo concorre a três Oscar, dentre eles o de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer.

5/5

 

Sinopse

1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte.

É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

 

 

Cinema

A Chegada é um daqueles presentes que só a sétima arte nos proporciona

Arrival (A Chegada) concorre a 8 Oscar, dentre eles melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.
Arrival (A Chegada) concorre a 8 Oscar, dentre eles melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.

Da primeira vez (?) que vi A Chegada – Arrival –  no cinema, o sono era tanto que depois dos 30 minutos apaguei e só acordei nos créditos. Depois de vê-lo por completo agora (?) percebi todo o frenesi em torno da obra Denis Villeneuve, o que só fica palpável nos momentos finais do longa quando a Dra. Louise Banks, numa interpretação como sempre impecável de Amy Adams, recebe o “presente” de um dos heptapods.

Ao invés de tentar me aprofundar na produção de Villeneuve ou no roteiro de Eric Heisserer ou viajar na música de Johann Johannsson (que por sinal é muito boa, me lembrando a fase mais experimental do #Radiohead), fui em busca do conto de Ted Chiang, Story of your life, e eis aqui a barreira da linguagem.

Pouca coisa em português, tive que arriscar no meu péssimo inglês. Aliás, só encontrei o filme Arrival com legendas em inglês, mas aí foi mais tranquilo. Inclusive, o longa mostra que foi, justamente, por falta de compreensão da linguagem do outro que o planeta Terra quase perdeu a chance de ganhar o maior presente de todos, até aqui guardado com Dra Banks.

Interessante que o núcleo da história (do conto) surgiu após Chiang ver a apresentação de um monólogo sobre a luta de uma mulher contra o câncer, bem como comentários de uma amiga sobre o nascimento de seu bebê. Mexendo mais um pouco me deparo com uma frase de Kurt Vonnegut em que ele cita Stephen Hawking, e já tô querendo ler Matadouro 5, que conta a história de Billy Pilgrim, que “se desprende do tempo” durante o bombardeio à cidade de Dresden, durante a Segunda Guerra Mundial.

“Lembrar do futuro, para mim, agora é brincadeira de criança. Sei o que vai acontecer com. meus bebês indefesos e ingênuos porque agora eles são crescidos… ‘Sejam pacientes. Seu futuro vai chegar e se deitar aos pés como um cachorro que o conhece e o ama, independente de quem você seja'”. – Vonnegut, Kurt.

Talvez eu tenha dormido da primeira vez(?) que vi o filme porque já sabia de tudo isso. Arrival (A Chegada) concorre a 8 Oscar, dentre eles melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado.

5/5

Sinopse

Seres extraterrestres chegam em doze naves e pousam em doze pontos diferentes da Terra. Após as autoridades americanas perceberem que eles querem fazer contato, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma renomada linguista que já ajudara o Estado anteriormente, e o físico Ian Donnelly (Jeremy Renner), são procurados por militares para interagirem com as criaturas, traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não.
Ambos são pressionados a descobrir o propósito dos extraterrestres, assim como outras onze equipes de países onde as naves pousaram. Porém, os interesses políticos, a corrida pela supremacia, o medo do desconhecido e as diferenças culturais entrarão no caminho da ciência.