E com vocês o Oscar da razão e o Oscar do coração

Existe uma diferença enorme entre aqueles filmes que você quer que ganhem a disputa de logo mais e aqueles que, por um motivo ou outro, um lobby a mais ou a menos, vão ser, de fato, os agraciados com a maior honraria do cinema mundial, o Oscar 2018. Então, com o coração apertado, como sempre acontece, fiz uma lista com aqueles que acho que vão levar a estatueta e aqueles que desejo, com toda força, que surpreendam e levem o prêmio para a casa. Espero que gostem. E quem quiser palpitar, tá liberado.

Melhor Filme

Quem eu gostaria que levasse: Trama Fantasma

Quem acho que leva: Três Anúncios Para um Crime

 

Melhor Direção

Quem eu gostaria que levasse: Greta Gerwig ou  Paul Thomas Anderson

Quem acho que leva: Guillermo del Toro

 

Melhor Atriz

Quem eu gostaria que levasse: Frances McDormand

Quem acho que leva: Frances McDormand

 

Melhor Ator

Quem eu gostaria que levasse: Gary Oldman

Quem acho que leva: Gary Oldman

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Melhor Ator Coadjuvante

Quem eu gostaria que levasse: Richard Jenkins

Quem acho que leva: Sam Rockwell

 

Melhor Atriz Coadjuvante

Quem eu gostaria que levasse: Lesley Manville ou Laurie Metcalf

Quem acho que leva: uma das duas

 

Melhor Roteiro Original

Quem eu gostaria que levasse: Doentes de Amor

Quem acho que leva: Corra! ou A Forma da Água ou Três Anúncios

 

Melhor Roteiro Adaptado

Quem eu gostaria que levasse: Me Chame Pelo Seu Nome

Quem acho que leva: Me Chame Pelo Seu Nome

 

Melhor Animação

Quem eu gostaria que levasse: The Breadwinner

Quem acho que leva: Viva – A Vida é uma Festa

 

Melhor Filme Estrangeiro

Quem eu gostaria que levasse: Uma Mulher Fantástica (Chile)

Quem eu acho que leva: Uma Mulher…, The Square (Suécia) ou Sem Amor (Rússia)

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The Post e o fazer jornalístico

#ThePost

Último filme visto entre os nove concorrentes à estatueta mais cobiçada da indústria do cinema. Um longa bem comportadinho com tudo no seu devido lugar. Uma história intrigante, que já faz parte do documento histórico dos Estados Unidos e todas as falcatruas de seus governos.

Um filme sobre a arte do fazer jornalismo, que se vez em quando a gente teima a esquecer. A vitória da liberdade de imprensa e a derrota dos maus políticos. Apesar de toda a importância histórica por trás do mais recente longa com a assinatura de Spielberg, a produção não chega a ser cativante para quem não é americano ou não se interessa pelo assunto jornalismo.

Muito centrado nas figuras interpretadas por Tom Hanks e Meryl Streep (que concorre a mais um Oscar), a sensação que dá é que algumas personagens poderiam ser melhor trabalhadas. Mas isso não tira o brilho da direção, das atuações e nem do roteiro. Já posso dizer que The Post entrará para a história do cinema americano, ao lado de Todos os Homens do Presidente e Spotlight. Ah, antes que eu esqueça, Truth, de 2015, também está nesta lista.

Brasil errou ao não indicar Aquarius; errou de novo ao não indicar Como Nossos Pais

#ComoNossosPais fala desse momento difícil da vida da gente chamado “crise da meia idade”. E se essa fase já é complicada, imagina você passar por ela recebendo duas informações trágicas que vão mudar totalmente o rumo que tu tava tomando para tua vida. Pois é justamente isso o que acontece com Rosa, interpretada magistralmente pela atriz explosão Maria Ribeiro.

Rosa é uma mulher que almeja a perfeição como profissional, mãe, filha, esposa e amante. Filha de intelectuais e mãe de duas meninas pré-adolescentes, ela se vê pressionada pelas duas gerações que exigem que ela seja engajada, moderna e onipresente. É aí que o sinal amarelo registra o momento de tentar colocar tudo no lugar.

Laís Bodanzky segue a sina de outros nomes sa nova geração de cineastas brasileiros que contam a história do Brasil urbano e suas crises existenciais. Apostava no longa para tentar o #Oscar deste ano, mas nossos mestres preferiram#Bingo, que apesar de ser uma ótima produção, não faz o perfil da Academia. Vamos ver se nos próximos meses surge um filme digno para a disputa em 2019. Ah, Como Nossos Pais estreou no Canal Brasil.

The Breadwinne e a comovente história de uma família afegã

#TheBreadwinne

Difícil não se emocionar com a história sofrida de Parvana, a garotinha do Afeganisão controlado pelos talibãs. São dias e dias de sofrimento que nos fazem refletir sobre as condições humanas de milhares e milhares de pessoas mundo afora. Um filme comovente que, me perdoe “Coco”, mas DEVERIA levar a estatueta de melhor animação. Em meio a campanha contra o abuso sexual de mulheres em Hollywood, nada mais justo do que reconhecer este filme que é um alerta para toda a sociedade do planeta Terra.


Depois de seu pai, Nurullah, ser injustamente preso, Parvana, uma garota em Taliban, controlada pelo Afeganistão, veste-se de um garoto para que ela possa trabalhar para ajudar sua mãe, Fattema, e sua irmã, Soraya.

James Franco e o seu melhor ‘desastre’ como artista

#OArtistadoDesastre

O filme da vida de James Franco, que por motivos de assédio sexual ficou meio que de lado. Direção e atuação dignas, mas o garotão vai ter que se contentar com apenas uma indicação, a de melhor roteiro. Nada mau para quem está contando a história daquele que foi considerado o pior filme de todos os tempos.

O aspirante a diretor Tommy Wiseau e o ator Greg Sestero se mudam para Los Angeles para alcançar o estrelato em Hollywood. Wiseau banca a produção de “The Room”, além de escrever, dirigir e atuar no filme. O resultado é controverso, com críticas negativas e se tornou um clássico cult justamente pelos seus defeitos.

 

The Square e o conceito de arte pós redes sociais

Daqueles filmes sobre o mundo das artes que me chamam a atenção. Uma crítica ao novo, ao choque das realidades das redes sociais versus o que já estava aí estipulado como conceito de arte. E esse choque é causador de diversas faíscas que podem consumir o artista por completo. The Square tem das cenas mais incômodas do Oscar deste ano, e talvez isso lhe dê um pontinho a mais rumo à garantia da estatueta. A conferir.


A história gira em torno de gerente de museu que está usando de todas as armas possíveis para promover o sucesso de uma nova instalação e decide contratar uma empresa de relações públicas. Porém, isso acaba gerando consequências infelizes e um grande embaraço.

Marina, uma mulher fantástica

#UmaMulherFantástica

O filme mais intenso que está concorrendo ao Oscar deste ano, por diversos motivos. Marina é uma mulher trans de força, que não se abala por qualquer cara feia. Ela sabe, sempre soube, que ser diferente é ter que suportar uma sociedade que teme aquilo que desconhece, e que por isso mesmo ataca, e das piores maneiras possíveis. E como ela sofre, e como tem forças para lutar, se levantar a cada dia e seguir em frente. Agora sozinha, sem o grande amor da sua vida. Mas a vida continua e o mundo cão está ali à espreita, querendo roubar mais um pouquinho de sua dignidade. Mas Marina sabe que tem que lutar. E luta. Que mulher!

Marina e Orlando, vinte anos mais velho do que ela, amam-se longe dos olhares e fazem projectos futuros. Quando ele morre repentinamente, Marina é alvo da hostilidade dos familiares de Orlando: uma “santa família” que rejeita tudo o que Marina representa. Marina lutará com a mesma energia que dedica desde sempre para se tornar naquilo que é: uma mulher forte, corajosa, digna… Uma mulher fantástica!