Lançamentos

Livro do escritor Lira Neto vai virar série da Netflix

Lira Neto informou que os detalhes sobre produção, roteiro e direção ainda estão em negociação com a Netflix

A mais recente publicação do escritor e jornalista Lira Neto, Uma História do Samba, vai virar série produzida pela Netflix. De acordo com o cearense, os direitos autorias da publicação já foram negociados com a provedora de filmes e séries e, muito em breve, o seriado deve ser lançado.

Ele informou ao blog que os detalhes sobre roteiro, direção e produção ainda estão sendo acertados. Também não está fechado o formato do seriado, se através de ficção biográfica ou documentário. Lira destacou ainda que não se sabe se a produção vai aguardar o lançamento dos três volumes para poder produzir a série ou se o fará em consonância com os lançamentos literários.

O próximo volume da trilogia sobre o Samba, que trata da era de ouro do estilo, será lançado no próximo ano, provavelmente, no período que antecede o Carnaval. Já o terceiro volume, ainda sem título, fica para 2019.

No livro, o escritor cearense busca traçar o percurso completo do ritmo, um dos sinônimos da cultura brasileira. Em virtude da riqueza e da amplitude do material compilado, recheado de documentos inéditos e registros fotográficos, o projeto será desdobrado em três volumes. Neste primeiro, Lira leva o leitor das origens do samba até o desfile inicial das escolas de samba no Rio.

O samba carioca nasceu no início do século XX a partir da gradativa adaptação do samba rural do Recôncavo baiano ao ambiente urbano da então capital federal. Descendente das batidas afro-brasileiras, mas igualmente devedor da polca dançante, o gênero encontrou terreno fértil nos festejos do Carnaval de rua.

Nas décadas de 1920 e 1930, com o aprimoramento do mercado fonográfico e da radiodifusão, consolidou seu duradouro sucesso popular, simbolizado pelo surgimento das primeiras estrelas do gênero e pela fundação das escolas de samba.

Nota

Li o primeiro volume de um sopro só, em uma viagem recente que fiz à Argentina. Como o voo tinha escalas tanto na ida quanto na volta, aproveitei todo o tempo para me deliciar com essa narrativa impecável sobre a história do samba. Ao ler o livro ficava imaginando a possibilidade daquela história ser cinematografada, o que deve acontecer muito em breve, graças ao olhar atento da Netflix para ótimas produções. Estamos na torcida!

Cinema

E o Oscar (do coração) vai para…

Arrival, 20th Century Women, Moonlight e Toni Erdmann foram os filmes mais cativantes da temporada.
Arrival, 20th Century Women, Moonlight e Toni Erdmann foram os filmes mais cativantes da temporada.

Sentimos que La La Land já garantiu boa parte daquilo a que foi nomeado (ainda que os bolsões de aposta nos últimos dias mostrem o contrário, inclusive com Moonlight levando tudo no Spirit Awards). Dito isso, segue minha lista do coração, independente do que a Academia deve escolher e premiar.

Melhor Filme
Moonlight

Melhor Diretor
Denis Villeneuve por Arrival

Melhor Ator
Denzel Washington (Fences)

Melhor Atriz
Isabelle Huppert (Elle)

Ator Coadjuvante
Jeff Bridges (Hell or High Water)

Atriz Coadjuvante
Viola Davis (Fences)

Roteiro Original
20ht Century Women

Roteiro Adaptado
Arrival

Animação
Zootopia

Filme Estrangeiro
Toni Erdmann

Cinema

Só três atrizes ganharam Oscar sem interpretarem personagens que falam inglês

A espanhola Penélope Cruz ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante
A espanhola Penélope Cruz ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante

O que Penélope Cruz, Sophia Loren e Marion Cotillard têm em comum? Elas foram as únicas atrizes que ganharam a estatueta do Oscar sem terem interpretado papéis falados em inglês. No Oscar deste ano, a atriz francesa Isabelle Huppert, com um currículo de mais de cem filmes na carreira, é indicada pela primeira vez ao principal prêmio da indústria cinematográfica.

Até o momento, somente Sophia Loren em Duas Mulheres (1960), Marion Cotillard por Piaf (2007) e Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona (2008) conquistaram a estatueta. A atriz brasileira Fernanda Montenegro, em 1999, também disputou o Oscar de melhor atriz, pelo filme Central do Brasil, mas foi desbancada pela americana Gwyneth Paltrow.

Cinema

O mundo não está preparado para “Mulheres do Século XX”(?)

O filme concorre apenas a um Oscar neste ano, ao de melhor roteiro original
O filme concorre apenas a um Oscar neste ano, ao de melhor roteiro original

Este filme é tão bonito, tão didático, tão bem executado, tão humanista que até agora estou me perguntando qual foi o pecado cometido por seus idealizadores para que esteja concorrendo apenas a um Oscar, o de melhor roteiro original (ainda que eu ache essa a estatueta mais importante da premiação).

Temos uma Annette Bening, como sempre, com uma atuação primorosa digna de indicação; um elenco todo carismático e esforçado; uma direção sem falhas (o longa é inspirado na vida da mãe de Mike Mills) e uma história politizada, atual e bem contada.

Espero que nos comentários alguém possa me explicar o que aconteceu com  20th Century Women no decorrer do ano para que ele fosse tão mal visto pela Academia. Será que a pouca distribuição e baixa bilheteria conta tanto assim? Talvez.  Para quem não viu, e nem ouviu falar a respeito, veja e perceba que o longa chega a ser superior, inclusive, ao enfadonho Lion, que força a barra em muitos momentos.

20th Century Women, me arrisco a dizer,  está ali ao lado de Moonlight e Arrival como os melhores filmes da última temporada. Será que o problema é que ele é feminista demais? Vou para o túmulo com essa dúvida.

Bem, o filme conta a história de uma mulher cresceu durante a Depressão americana e agora, em pleno a crise da guerra fria, já nos anos 1970 (sexos, drogas e rock n’ roll) tenta criar o filha adolescente. Entram em cena para ajudar o garoto, agora com 15 anos, outra adolescente em crise existencial (a namoradinha dos sonhos do rapaz) e uma jovem artista cheia de ideias, talvez, à frente de seu tempo.

Uma história linda, cativante, política e bem contada, sem ficar cansativa ou piegas. Merecia um mínimo de seis indicações (roteiro, atriz, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, trilha sonora e direção). Mas o longa está indicado ao Oscar de melhor roteiro original, e dificilmente levará visto as outras pedreiras na disputa.

5/5

Sinopse

Na Califórnia dos anos 70, uma mãe (Annette Bening) tenta cuidar de sua família da melhor forma possível enquanto também procura respostas para as vidas de suas duas jovens amigas – uma fotógrafa aficcionada pela cultura punk (Greta Gerwig), e uma amiga de seu filho (Elle Fanning).

 

Cinema

Manchester by the Sea quer levar a estatueta falando sobre a morte

No Oscar deste ano concorre em seis das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor ator, melhor atriz coadjuvante e roteiro original.
No Oscar deste ano concorre em seis das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor ator, melhor atriz coadjuvante e roteiro original.

Um dos principais candidatos à estatueta neste ano. Drama que pega a gente pelo tom denso e situações que, certeza, passaremos um dia. Falar sobre a morte não é fácil, mas creio que Manchester by  the Sea pesa a mão em algumas cenas, porém, acerta em todos os momentos.

A trilha sonora também ajuda e ali também está muito carregado. Fora a atuação de Casey Affleck , elogiada por toda  a crítica (e eu não achei lá essas coisas), fico meio perguntando por que diabos a Academia ainda não premiou Michelle Williams?

Cinco minutos daquela mulher em cena valem mais que duas horas de muitas que estão por aí sendo oscarizadas. Vale lembrar que esta é a quinta indicação da moça, mas levando em conta que a Academia quer acertar a mão diante os protestos do ano passado, acho pouco provável uma loira, branca dos olhos. azuis vencer na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

Enfim, um ótimo filme, que no Oscar deste ano concorre em seis das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor ator, melhor atriz coadjuvante  e roteiro original.

5/5

 

 

 

Cinema

Moonlight é um filme sobre descobertas e aceitação

O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.
O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.

Você é aquilo que os outros pensam que é; você é o que acha que é; você é quem realmente é. Alguém deve ter dito isso num passado distante, mas como nunca encontrei patente para a frase, tomo ela como minha, pois a repito desde sempre.

O longa Moonlight, um dos melhores filmes da temporada, é uma jornada em busca do “conhece a ti mesmo” (essa com dono) e em meio a tudo isso um drama cheio de intensidade, como quase todo filme sobre negros na sociedade americana. Little, Chiron e Black são três pessoas em uma em busca do automaticamente e auto aceitação.

 O filme é dividido em três capítulos iniciando pela história do “moleque” que sofre todo tipo de perseguição apenas por ser diferente, agir diferente, pensar diferente. Na adolescência, as perseguições se intensificam, mas da mesma forma, Black começa a entender quem é. Quando adulto, Chiron até tenta ser quem não é, mas o destino (ou desejo) o faz voltar para tentar se encontrar mais uma vez.

Sempre achei que os filmes que contam a história de personagens afro-americanos pesam a mão na hora do drama, e da comédia também. E isso acontece em Moonlight em alguns momentos, mas longe de tirar o mérito da produção. Existem duas cenas de muita intimidade feitas de forma pontual, que são das coisas mais encantadoras do cinema.

Acima de tudo um filme que fala sobre o amor. É como aquela outra famosa (?) frase que diz que “Você só pode amar a outro se amar a si”. E aqui eu emendo: para amar a si é preciso se conhecer muito bem. O filme está concorrendo a oito Oscar, incluindo de melhor filme, diretor e roteiro adaptado.

 

4/5

Sinopse

Black (Trevante Rhodes) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

 

Cinema

Estrelas Além do Tempo ou mais uma história americana

 Estrelas Além do Tempo concorre a três Oscar, dentre eles o de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer
Estrelas Além do Tempo concorre a três Oscar, dentre eles o de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer

Quando em 2014 assisti O Jogo da Imitação, fiquei me perguntando quantos e quantos gênios anônimos (ainda que Alan Turing não seja tão anônimo assim) não estariam por aí realizando grandes serviços à humanidade, com histórias espetaculares e que a gente se quer sabe da existência deles?

Esperei um pouco e eis que Hollywood nos presenteia com Estrelas Além do TempoHidden Figures – essa comovente história de três mulheres, negras e cheias de fibra responsáveis por escreverem uma parte da história americana.

Como imaginar que três mulheres. negras, no início dos anos 1960, em meio ao vergonhoso apartheid americano pudessem se sobressair e chegarem aos principais cargos da Nasa, sendo elas também responsáveis pelo avanço tecnológico na disputa espacial entre Estados Unidos e União Soviética?

Pois isso aconteceu com Katherine Johnsom, Doroty Vaughan e Mary Jackson. As atrizes Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monae roubam a cena a todo momento e o filme tem aquele tom que a Academia adora, e não sei, não, ele pode surpreender.

A felicidade foi em dobro porque tivemos Kevim Costner de volta às boas produções. Pena que #KirstenDunst está subaproveitada no longa, mas isso é o de menos, não tira o mérito do filme.  Estrelas Além do Tempo concorre a três Oscar, dentre eles o de melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer.

5/5

 

Sinopse

1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte.

É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.