Música

Há 26 anos, o mundo perdia Freddie Mercury; suba a hashtag #MercuryForever

No dia 23 de novembro de 1991, a informação que milhões de fãs do Queen no mundo inteiro não queriam ouvir foi anunciada: Freddie Mercury, o líder da lendária banda de rock n’ roll, através de nota, confirmava ser portador do vírus causador da AIDS. Um dia após o choque, a triste notícia: um dos artistas mais completos da música pop havia morrido, depois de alegrar a vida de pessoas ao redor do globo durante quase 20 anos. Era 24 de novembro.

Ficou o legado, a obra de Freddie Mercury, que continuará sendo tocado em shows, estádios, durante eventos esportivos, nas rádios, smartphones, TVs, sites especializados, cantarolado por uma criança na Tanzânia. Para comemorar a vida do vocalista do Queen, entramos na campanha para subir a hashtag #MercuryForever.

Portanto, faça o mesmo em suas redes sociais: twitter, instagram ou facebook. Logo abaixo uma seleção das músicas feita por fãs brasileiros  do Queen, interpretadas pela “rainha do rock”, para animar seu dia.



 

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Caiu na rede

Ouça nova versão de All Dead All Dead, do Queen, na voz de Freddie Mercury

A banda Queen divulgou na manhã desta sexta-feira (27) uma nova versão da música All Dead, All Dead, interpretada no disco News of The World (1977) pelo guitarrista Brian May. Para surpresa dos fãs, a nova versão é cantada pelo vocalista do grupo Freddie Mercury. É um deleite para os fãs do álbum, que completa 40 anos de lançamento, em 2017.

Vale muito a pena conferir o clipe até o final.

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Quem foi o maior frontman da história do rock? Veja a lista e descubra

Quem foi o maior frontman de todos os tempos? Vez por outra sai uma lista com esse questionamento, e quase sempre os mesmos nomes estão lá no topo. E isso já tem um bom tempo que é assim. A Giwise, uma revista online de música do Reino Unido, resolveu  fazer a sua listinha, e eis que as mesmas figurinhas carimbadas aprecem entre os primeiros, mas outros nomes que surgiram nos últimos anos, como o líder do Muse Matt Bellamy, e Julian Casablancas, do The Strokes, despontam como as novidades, e quem sabe, em uma avaliação futura possam figurar entre os maiorais. Isso  o tempo e o trabalho deles quem vai dizer.

A lista da Gigwise elegeu os 100 maiores frontmen de todos os tempos, e eu, até mesmo para não cansar vocês, republico os 50 mais. Ser o cara que vai animar o público, dar a cara a tapa não é nada fácil, até porque ele é o primeiro nome que os críticos de plantão vão apontar na hora do erro. O frontman é aquele cara que canaliza as músicas no palco, um verdadeiro porta-voz junto aos fãs. É quem vai fazer com que a banda entre para a história da música. Eis aqui os 50 mais segundo a publicação britânica. Você concorda ou discorda? Quem devera estar entre os 50 mais em sua opinião?

Os 50  maiores frontmen de todos os tempos

50.Bruce Dickson, Iron Maiden

49.Brian Mlko, Placebo

48.Corey Taylor, Slipknot

47.Samuel T. Herring Future Islands

46.Samuel T. Hering

45.Ian Brown, Stone ORses

44.Bono, U2

43.Josh Homme, Queens Of the Stone Age

42.Mike Patton, Faith No More

41.Damon Albarn, Blur/Gorilaz

Damon Albarn, Blur_Gorilaz

40.Tyler The Creator, Odd Future

39.Pete Doherty, The Libertines

38.Joey Ramone, The Ramones

37.James Murphy, LCD SOundsystem

36.Alex Turner, Arctic Monkeys

35.Davve Grohl, Foo Fighters

34.Julian Casablancas, The Strokes

33.Bryan Ferry, Roxy Music

32.Robert Smith, The Cure

31.Nick cave, The Bad Seeds

Nick cave, The Bad Seeds

30.Henry Rolons, Black Flag

29.Axl Rose, Gnns n’ roses

28.Steven Tyler, Aerosmith

27.Ozzy Osbourne, Black Sabbath

26.Dave Gahan, Depeche Mode

25.John Lydon, Sex Pistols

24.Richard Ashcroft, The Verve

23.Brandon Flowers, The Killers

22.Tohm Yorke, Radiohead

21.Paul Weller, The Jam

Paul Weller, The Jam

20.Chuck D, Public Enemy

19.Zack de la Rocha, Rage Against the Machine

18.Jarvis Cocker, Pulp

17.Marc Bolan T. Rex

16.Roger Daltrey, The Who

15.Keith Flint, The Prodigy

14.David Byrne, The Talking Heads

13.Jack WHite, The White Stripes

12.Lou Reed,Velvet Underground

11.Morrissey, The Smiths

The Smiths

10.Matt Bellamy, Muse

9.Fela Kuti, Africa 70

8.Liam Gallagher, Oasis

7.Iggy Pop, The Stooges

6.Jim Morrison, The Doors

5.Mick Jagger, Rolling Stones

4.Kurt Cobain, Nirvana

3.Robert Plant, Led Zeppelin

2.Joe Summer, The Clash

1.Freddie Mercury, Queen

Freddie Mercury, QUEEN

Caiu na rede · Programação

Maestrick interpreta músicas de disco clássico do Queen

Banda se apresenta nesta sexta-feira,em São Paulo. FOTO: DIVULGAÇÃO
Banda se apresenta nesta sexta-feira,em São Paulo. FOTO: DIVULGAÇÃO

Em março de 1974, o Queen lançava o seu segundo álbum, denominado Queen II, com uma sonoridade superior ao anterior, Queen, com músicas que seriam a base para grandes clássicos, como The March Of the Black Queen, que tem estrutura semelhante à operística Bohemian Rhapsody; e Seven Seas Of Rhye, primeiro single de sucesso da banda. Eis que mais de quatro décadas depois, o  Maestrick, banda de  metal progressivo do Interior de São Paulo aceitou o desafio do Sesc para tocar na íntegra todas as músicas do disco.

A informação pegou fãs da banda de Freddie Mercury e companhia de surpresa, e todos estão ansiosos para acompanhar as versões que o Maestrick preparou para a noite desta sexta-feira (31), uma vez que há canções que nunca foram executadas ao vivo, nem mesmo pelos integrantes do Queen.  Ogre Battle, por exemplo, um dos primeiros heavy metal da banda, e um dos mais pesados já escrito por Mercury, é  de uma execução ímpar ao vivo, tanto que o grupo a utilizou em diversos shows até o fim dos anos 1970.

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A ideia para interpretar um disco do Queen na íntegra partiu do Sesc Rio Preto, em São Paulo, que no mês de julho promoveu um projeto chamado Rock Conceitual, que escolhe algumas bandas para executar discos clássicos. “Para nossa felicidade, o Sesc escolheu o Maestrick pela identidade que temos com a música deles e por termos executado em alguns shows o cover de “Bohemian Rhapsody”. Na banda somos todos fãs, mas eu, em especial, tenho tudo deles e coincidentemente o “Queen II” é meu disco preferido”, disse o vocalista Fábio Caldeira. O disco também é o favorito de Brian May.

O Maestrick, que tem influência clara da banda britânica, segundo Caldeira, procura sempre fazer o trabalho de forma espontânea, analisando cada nota, cada palavra, cada arranjo, sem se preocupar em ficar dentro da mesma estética sempre. “A discografia do Queen fala por si só nesse quesito. E claro, as apresentações ao vivo, onde sempre temos a ideia de levar o melhor possível, não importa para onde formos. Nosso show tem começo, meio e fim. Como uma peça teatral, uma ópera rock”, explica.

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A banda entende muito bem a responsabilidade de interpretar o disco

Parece um tanto perigoso para um banda atual interpretar os sons desse disco, que é tido como um verdadeiro embrião do que viria a ser o Queen nos anos seguintes. Mas para Fábio Caldeira, buscando entender o contexto, as ideias e o conceito por trás do disco, com seus arranjos e músicas, você acaba conseguindo conquistar os fãs e um  novo público.

“O Maestrick entendeu a missão, e por isso, com respeito e muito estudo, as coisas estão indo muito bem”. O grupo está trabalhando em um novo disco, mas algumas propostas de shows surgiram, e a banda está estudando a possibilidade de fazer uma pequena tour em setembro. Vai depender do feedback dado pelo show de logo mais.

Sobre o Maestrick

O Maestrick é uma banda de músicas próprias, que tem nove anos de existência. Ele trabalha na linha do Heavy Metal/Rock Progressivo, anexando sempre outros estilos, desde música regional até world music em geral. Eles trabalham com um conceito por trás dos trabalhos, e as músicas normalmente são trilhas sonoras de histórias.

O primeiro titulo da banda, intitulado “Unpuzzle!”, saiu em dezembro de 2011 no Brasil e depois foi lançado  mundialmente através de uma gravadora da Alemanha. “No momento estamos finalizando a pré-produção do nosso segundo disco, que temos a intenção de lançar no ano que vem e então partir para uma turnê”, explicou o vocalista.

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Queen II (1974)

Procession” (Instrumental)
“Father to Son”
“White Queen (As It Began)”
“Some Day One Day”
“The Loser in the End”
“Ogre Battle”
“The Fairy Feller’s Master-Stroke”
“Nevermore”
“The March of the Black Queen”
“Funny How Love Is”
“Seven Seas of Rhye”

Lançamentos · Música

Artur Menezes lança “Drive Me” em Fortaleza

O guitarrista se apresenta no Dragão do Mar nesta sexta-feira. FOTO: ANA LU GROSSO

Artur Menezes, o antigo “menino prodígio do blues” e agora o “homem virtuoso do blues”, já se consolidou na cena local como um dos principais artistas da nova safra da música cearense, e prepara para amanhã um show de lançamento de seu mais novo disco “Drive Me”, com uma pegada mais madura e diversificada. Tem uma coisa que encanta os fãs do artista de cara. Além de ser um excepcional guitarrista e vocalista, Menezes é uma simpatia só, e falou para o blog sobre o álbum que vai ser lançado em um showzaço no Dragão do Mar.

Para melhorar o contato com seus admiradores, Menezes deve aprimorar seu site oficial na internet, e sempre que pode está respondendo às pessoas nas redes sócias. Essa interação tem possibilitado uma aproximação maior com o artista, que vem há 12 anos tocando não somente em casas de shows do Ceará, mas de outros estados e até fora do País.

Morando há cinco anos em São Paulo, ele acredita que  cena cearense do blues, até por ser menor, é mais unida. A associação Casa do Blues, que ele ajudou a conceber, tem ajudado e muito a consolidar esse espaço no Estado. Diferente de outros artistas que demoram até anos para concluir um trabalho, Drive Me foi feito em poucos dias e traz um pouco de rock, country, funk, soul, dentre outros sons. Segue a entrevista.

 

O que as pessoas podem desse novo disco?

AM – Um disco mais maduro. Maturidade que veio com a idade mesmo e com a estrada. Estou com 30 anos, acho que essa denominação que me deram já está ultrapassada (menino prodígio do Blues). As composições mais trabalhadas, melhor execução no canto e na guitarra e um cuidado maior na produção e gravação.

Que influências estão aí contidas? Aliás, quem tem te influenciado desde o início da carreira?

AM – Minhas influências são muitas. Então quando componho meu blues ele sempre tem uma pitada de outros estilos que curto (rock, country, funk, soul etc). De influências não exatamente para esse disco, mas minhas mesmo posso citar Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix, Eric Gales, BB King, Albert King, James Brown, Luiz Gonzaga, Matt Schofield, Buddy Guy e muitos outros.

O mercado cearense entende e consome bem este tipo de som que você faz?

AM – Estou morando em São Paulo há cinco anos, então não estou acompanhando de perto a cena blues no Ceará. Mas sei que tem muita coisa boa acontecendo com as bandas da associação Casa do Blues. Em SP, por ser muito grande, a cena é um pouco menos unida. São muitas cidades e muitos artistas. Não dá pra reunir todo mundo. Mas circulo bastante na capital e em cidades do interior e em festivais.

Você conheceu o blues através do rock. Você tem acompanhado a cena roqueira do Ceará? Muita coisa nova, experimental e boa tem surgido. O que está faltando para que os produtores percebam isso e invistam nesse som?

AM – Não venho acompanhando, mas sei que tem uma galera massa. O que noto é que muitas bandas sempre esperam que as coisas aconteçam (não todas, obviamente). Talvez o que falte mesmo é o “santo de casa fazer milagre”. O público, a mídia e os produtores locais valorizarem mais os artistas locais.

 

Com o seu retorno aos estudos, no ano passado, o que mudou? O que foi aperfeiçoado?

AM – A técnica no canto e na guitarra melhoraram bastante. Estou sempre estudando, agora por conta própria – realmente não consigo durar por muito tempo em um ambiente acadêmico. (risos) Mas quanto mais sabemos, mais sabemos que nada sabemos.

Como você tem acompanhado as mudanças ocorridas na indústria fonográfica com o advento da Internet? É algo que mais fascina ou mais assusta?

AM- Ambos. Recentemente escrevi para uma revista especializada em guitarra justamente sobre esse assunto. Por um lado temos muitas facilidades que nos ajudam a economizar, mostrar a cara e ter o trabalho conhecido por mais pessoas. Por outro lado, essa facilidade faz com que tudo seja muito rápido, principalmente o consumo. Os trabalhos consistentes e de qualidade sempre conseguem sobreviver diante disso.

Aos fãs que vão assistir o seu show no Dragão, o que eles podem esperar?

AM – Opa! Nesta sexta-feira, 31/7, às 22h, convido todos para curtir o show de lançamento do meu novo disco, “Drive Me”. Vai ser um show com uma super banda e com grandes músicos. Vale a pena conferir! Um grande abraço e tudo de bom!

 

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Drive Me

Artur Menezes (2015)

Drive Me

I Have Screwed Up

Bitterness

Getting Cold

Novos Ares

More Than You Know

Nosso Shuffle

Too Soon

Cartão Postal

 

Lançamentos · Programação · Teatro

Help!, dos Beatles, recebe homenagem no Cineteatro São Luiz

Beatles, em 1965
Beatles, em 1965

Uma grande homenagem, para marcar os 50 anos de um dos discos mais populares e melódicos e do primeiro filme colorido dos Beatles. O Cineteatro São Luiz promove neste domingo, 26/7, a partir das 14h, uma programação especial de atividades celebrando “Help!”, o filme lançado em 1965 juntamente do disco de mesmo nome, trazendo composições de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, ainda no espírito roqueiro, jovem e romântico marcante na primeira metade da carreira do grupo inglês que conquistou o mundo e se tornou um dos maiores ícones do século XX.

A “beatlemania” também chegou com grande impacto à Fortaleza dos anos 60, em que o São Luiz, Inaugurado em 1958, já era uma das grandes referências da cidade. Agora, o Cineteatro São Luiz, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, presta homenagem e reconta essa história, destacando a continuidade da influência da obra dos Beatles para a cultura pop e para as gerações contemporâneas, que fazem da capital cearense referência nacional da “cena beatle”, com diversas bandas cover, programas de rádio, eventos constantes e outros artistas e espetáculos que trabalham releituras da obra de John, Paul, George e Ringo.

A programação especial, que demonstra a versatilidade do novo Cineteatro São Luiz, acontece no domingo, 26/7, a partir das 14h, com uma exposição de memorabilia com peças cedidas por colecionadores cearenses da obra dos Beatles, que acompanharam a efervescência em torno do quarteto na Fortaleza da década de 60. Às 15h o filme “Help!”, dirigido por Richard Lester, volta a ganhar a tela do São Luiz. Às 16h30 tem um bate-papo com os colecionadores e “fãs de época” Márcia Carneiro, Francisco Parente e Fábio Parente, participantes do programa “Frequência Beatles”, da Rádio Universitária FM, além do apresentador, jornalista Nelson Augusto.

Às 17h a banda Rubber Soul, mais antiga banda cover dos Beatles em atividade em Fortaleza, apresentará um show especial, com a íntegra do repertório do disco “Help!”. Da intensidade roqueira da faixa-título aos contracantos de “You´re going to lose that girl”, da introspecção de “You´ve got to hide your love away” e “It´s only love” ao country de “I´ve just seen a face”, passando pelo romantismo de “I need you” e “You like me too much”, chegando à vibração de “Dizzy miss lizzy” e ao eterno clássico “Yesterday”.

Às 17h30, fechando a maratona, a Orquestra Filarmônica do Ceará apresenta um concerto especialmente dedicado à obra dos Beatles, se juntando à banda Rubber Soul para apresentar, sob a regência do maestro Gladson Carvalho, músicas de todas as fases da carreira do grupo britânico. A orquestra reedita espetáculo que lotou, por três vezes, o anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em concertos intensamente aplaudidos.

O filme Help! foi lançado em 1965. FOTO: DIVULGAÇÃO
O filme Help! foi lançado em 1965. FOTO: DIVULGAÇÃO

Ingressos já estão à venda
Com ingresso único, o público poderá participar de todas as atividades da programação “Help! – 50 anos”, no Cineateatro São Luiz, no domingo, 26/7, a partir das 14h. Os ingressos custam R$ 10,00 (meia a R$ 5,00) e já estão disponíveis na bilheteria do Cineteatro e no site http://www.ingressorapido.com.br. O Cineteatro conta com 1.050 lugares.

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Gram faz show em Fortaleza; confira entrevista com membros da banda

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O Gram retorna com novo trabalho, Outro Seu

O Gram foi aquela banda meteórica, surgida no início dos anos 2000, e que prometia entrar para a história da Música Popular Brasileira (MPB) com um disco de estreia recheado de bons hits. Quem não lembra de “Você pode ir na janela” e o clipe do pobre gatinho traído? Aquilo era de partir o coração, e a banda funcionou bem até o segundo disco de estúdio, Seu Minuto, Meu Segundo, quando logo em seguida, a banda acabou.

Mas, para felicidade geral de seus fãs, o grupo retomou as atividades no ano passado, com novo vocalista e um disco de inéditas, Outro Seu e uma grande gravadora que apostou no retorno deles. Muitos, de início, torceram o nariz, criticaram a escolha do menino Ferraz, mas aos poucos, o público foi percebendo que ainda havia gás para continuar seguindo em frente, e apostaram nessa nova formação. E é esse Gram que estará no dia 21 de agosto realizando uma primeira apresentação da nova formação em Fortaleza, no Let’s Go Rock Bar. O Ferraz e o Marco Loschiavo me concederam entrevista falando um pouco da história da banda e prometendo um mega show com músicas para saudosistas e novos admiradores.

Na época em que foi lançado, o clipe de Você Pode Ir na Janela viralizou..
Na época em que foi lançado, o clipe de Você Pode Ir na Janela viralizou..

 

O que essa nova formação traz de diferente daquele grupo de dez anos atrás?

Marco: Principalmente o vocalista, e em termos de arranjos, no nosso disco com o Ferraz, pesamos a mão mais para o lado denso do rock. O setlist fica dividido entre coisas novas e as antigas, que continuam com seus arranjos originais.

 

O GRAM foi a banda que surgiu em um momento em que todos necessitavam de uma válvula de escape para tudo o que estava sendo tocado por aí. De repente tudo desmoronou e banda se desfez. Agora, quase uma década depois do último álbum,  é mais difícil se situar no meio musical?

Marco: Depende muito do que o artista procura e, no meu caso a banda serve como diversão e prazer. Em termos de mercado, na minha ótica não mudou muita coisa. O principal motivo da banda ter parado no passado foi a falta de shows e o nível de amadorismo no cenário underground. Nós somos e sempre fomos do underground, as pessoas têm uma ideia errada de que por algum momento fomos do mainstream. Podemos dizer que em dado momento fomos “cult” mas nunca populares. Tivemos ajuda muito grande da MTV que gostava do nosso trabalho, mas em termos de “viver disso” sempre foi osso.

 

Dizem que o rock está tendo que brigar com sertanejo e forró por espaço, e estaria perdendo feio a quebra de braço. O momento é de inovar ou manter a coerência do som e a veia roqueira?

Ferraz: Cara, se ficarmos pensando com quem temos que brigar, acho que por principio já começamos errado. Em minha opinião, os músicos têm que pensar com quem eles querem se juntar para criar coisas boas. O momento é sempre de dizer a verdade e fazer o que você sabe de melhor, seja isso o estilo musical que for. No caso do Gram expressamos isso através do nosso disco “Outro Seu”. Assim como você mencionou anteriormente, isso foi a nossa válvula de escape para tudo, e o resultado foi um disco mais pesado do que o habitual, intenso e visceral.

Marco: O formato em termos de palco é parecido e a turma que ia aos shows do tipo Capital Inicial e Skank se identificam com as duplas. Uma vez batendo um papo com o Marcos Maynard ele me disse claramente que o sertanejo tomou a boca do rock, e para os empresários das grandes bandas de Rock isso é um problema. Para nós do underground, acredito que não influencia. Sim o rock perde essa quebra de braço.

 

Ferraz é o menino da turma? Cheio de gás e vontade, percebe-se nas apresentações ao vivo. O que ele trouxe de novo e bom para o som do Gram?

Ferraz: Acho que nós quatro somos meninos na essência. Apesar da diferença de idade a gente se dá muito bem e a convivência acaba sendo uma grande aventura entre amigos. Eu sou de outra geração do que eles e isso naturalmente acaba trazendo muitas coisas novas. O mundo se apresentou para mim de maneira diferente do que para eles, e isso muda bastante coisa. Apesar de parecer bastante difícil conciliar tudo isso num convívio de banda, conseguimos canalizar isso pra o bem do nosso trabalho, aproveitando o que cada um tem de melhor a oferecer.

 

O timbre de voz do vocal é muito diferente daquele que os fãs conheciam, isso tem sido uma dificuldade ou as pessoas têm recebido numa boa?

Ferraz: No começo sofri bastante com críticas. Muitas pessoas me julgaram simplesmente porque eu era eu, e não o antigo vocalista. Com o tempo as pessoas começaram a de fato escutar minha voz e sucessivamente a mudar de opinião. A cada show que fazemos as pessoas vem falar comigo e dizem coisas muito bacanas. Isso me faz muito feliz e confirma que estávamos no caminho certo desde o começo. Não teria sentido eu assumir o vocal da banda e ficar imitando outra pessoa. Talvez a aceitação inicial tivesse sido maior, porém a longo prazo seria um tiro no pé.

 

O que os fãs do Ceará e Nordeste podem esperar desse show que vai ser realizado agora em agosto?

Ferraz: Temos uma grande ligação com o Nordeste de forma geral. Toda vez que tocamos ai é uma comoção e saímos muito felizes das apresentações. As pessoas podem esperar o que sempre se espera do Gram: muita emoção, entrega no palco e uma pitada de nostalgia. Aguardamos ansiosamente por vocês! Grande beijo

Marco: Um lugar sempre especial e cheio de pessoas que admiram a boa música. Quem aparecer no show vai conferir uma banda entregue e cheia de emoção.

Gram voltou com Ferraz no vocal em 2014
Gram voltou com Ferraz no vocal em 2014

O quê?
Gram em Fortaleza
Bandas de abertura:
Caike Falcão
 Sulamericana
Quando?
Dia 21 de agosto (sexta-feira) as 21h
Onde?
Let’s Go Rock Bar
Rua Almirante Jaceguai, Dragão do Mar

Quanto?
Pista R$30,00 (1º Lote)
Camarote R$50,00 (1º Lote)
CENSURA: 16 ANOS
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